Segunda-feira, 27 de novembro de 2006 - 20h38
Em reunião ministerial realizada em 17/11/2006 o presidente Lula da Silva apresentou uma lista de 120 grandes projetos de infra-estrutura 100 na área de energia e 20 no setor de transportes públicos paralisados por pendências jurídicas originadas na área ambiental.
Uma parte significativa de tais projetos encontra imensa dificuldade de produzir relatórios e pareceres conclusivos em virtude da ausência de funcionários qualificados na área ambiental. Isto é particularmente verdadeiro na Amazônia que possui hoje
pouco mais de 2000 funcionários para toda a região (
Tais deficiências estruturais decorrentes de uma fraca presença do Estado-Nação na região permitem uma série de desvios e erros graves para o desenvolvimento regional, a geração de renda e emprego tudo isso no âmbito de políticas ativas de desenvolvimento sustentado.
Assim, obras fundamentais para o desenvolvimento regional acabam por ser levadas a debate em fóruns não qualificados seja do ponto de vista técnico, seja do ponto de vista do Estado de Direito. Este é o caso do Ministério Público
Assim, as manifestações constantes do Ministério Público desconhecendo decisões do IBAMA e mesmo adiantando-se a tais decisões e obrigando ao estabelecimento de outras instâncias decisórias geram grave disfunção institucional. As Audiências Públicas, por exemplo, são uma grande conquista da democratização do Estado brasileiro e sua capacidade de fornecer subsídios e explicitar dissensos é fundamental no processo decisório sobre desenvolvimento e Meio-Ambiente no Brasil. Quando o Ministério Público exige relatórios estranhos ao processo decisório, e de forma antecipada, e, pior ainda, legitima fóruns paralelos não previstos no ordenamento jurídico do Estado democrático ( e onde pressões de origens várias e não explicitadas se fazem presentes ) atua na direção de minar a credibilidade e a representatividade do Estado de Direito.
Foi neste sentido que o presidente Lula da Silva solicitou aos ministros das áreas afins medidas legais imediatas para a redefinição das competências do Ministério Público, trazendo para o âmbito exclusivo da União os estudos de impacto ambiental dos grandes projetos de desenvolvimento. Assim, o risco maior é o esvaziamento do Ministério Público, em prejuízo das ações verdadeiramente básicas de garantias de direitos de cidadania como na vigilância da lei e das regras no amparo à infância, aos pobres e velhos desprotegidos em decorrência de uma ampliação desmesurada de suas próprias competências.
Sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Banco Master, o crime organizado e outras mazelas
CADA VEZ FICA MAIS ÓBVIO QUE O CASO MASTER TEM AFINIDADE COM O CRIME ORGANIZADO. Mesmo que não fosse como aqueles praticados por bandidos com cartei

Na Alemanha ter Filhos está a tornar-se um Luxo De acordo com uma pesquisa do instituto Insa, a maioria dos alemães acredita que formar uma família se

Provérbios 31:8-20: “Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Abre a tua boca a favor do mundo, a

Os penduricalhos brilham no país dos privilégios
O Dicionário Aurélio define a palavra “penduricalho” como “coisa pendente, para ornato”. No Brasil, país onde as coisas nem sempre são o que parece,
Sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)