Sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 - 07h16
Faustino Vicente *
Família reunida, mesa farta e muitos presentes, este é o sonho de milhões de pessoas para a festa da noite de Natal. Há os que,mesmo podendo, dispensam essa forma de comemoração. Existem ainda aqueles que,embora desejassem,não participam pelas mais diversas circunstancias.Em qualquer das três alternativas é possível um Natal Feliz, desde que se tenha a consciência das reais,e sublimes,motivações que a data representa. Felicidade é, antes de tudo, estado de espírito.
A história, e a trajetória triunfal, do anfitrião natalino Jesus Cristo nos legou o poder supremo da espiritualidade a dimensão mais nobre do ser humano,que o move à transcendência. Ela pode ser manifestada através de ações práticas dos dois mandamentos mais importantes: amar a Deus sobre todas as coisas e, semelhante a este, amar o próximo como a si mesmo.Esse grau de importância foi expresso pelo próprio Cristo,quando questionado a respeito. Na evolução espiritual encontra-se o segredo que harmoniza as necessidades humanas: saúde (física e mental), convivência familiar, relacionamento social, exercício profissional e condições financeiras. O equilíbrio entre esses fatores é decisivo para o nosso bem estar.
Devemos nos conscientizar que o responsável pela maior festa da cristandade,também sonhou,quando de sua passagem pela terra.Sonhou com um mundo de fartura para todos, tendo nos deixado a flora,a fauna e os recursos do solo e do subsolo.Sonhou,e pregou,a paz entre todos os povos do planeta azul.Sonhou com uma sociedade mais igualitária economicamente e mais justa socialmente.Sonhou com a inexistência da discriminação,do preconceito e de qualquer tipo de exclusão social.Sonhou com a prática da fé, da esperança e da caridade as três virtudes teologais que podem ser compreendidas pela leitura, e reflexão, dos textos bíblicos.
O Natal é uma oportunidade, a mais,para fazermos um balanço da nossa vida espiritual e para erradicarmos as ervas daninhas, que insistimos em cultivar em nossa mente os sentimentos negativos.Podemos agregar valores se entendermos,definitivamente, que é dividindo que se soma.Os fundamentos do cristianismo não servem apenas para cada um de nós,mas podem ser aplicados em qualquer atividade humana,inclusive, na gestão empresarial.Visão,missão,princípios,normas de procedimentos e metas,elementos que ganharam status organizacional no século XX,constam nas Escrituras da forma explícita.
Entre as referências bíblicas encontra-se a construção da Arca de Noé (cf. Gênesis 6: 14 e 16) cujas especificações detalhadas nos fazem lembrar da ISO (International Organization Standardization). Norma técnica internacional de certificação de qualidade assegurada. A ISO pode ser entendida como escreva o que, e como você faz, e faça como você escreveu.Célebre,também, é a exemplar lição de planejamento estratégico revelada por José do Egito,administrador admirável, (cf. Gênesis 41: 37 a 45) podendo ser comparado com o CEO (Chief Executive Officer) - Presidente Executivo de hoje.Ele soube, com extrema competência, administrar os sete anos de fartura e os sete anos de escassez. As vagarosas e silenciosas passadas de Moisés pelo deserto, na caminhada à Terra Prometida,o colocaram na galeria de protagonistas históricos, pelos valores que ele agregou à gestão de recursos humanos. Ele pode ser considerado o pai da descentralização do poder e da gestão participativa (cf. Êxodo 18: 13 a 26).
Daniel,nomeado pelo Rei Nabucodonosor, governador de toda a província, administrou a então poderosa Babilônia,com a ajuda de seus três amigos: Sidrac,Misac e Abdénago. (cf. Dan.2: 48 e 49) Ler, refletir e vivenciar os ensinamentos contidos na Bíblia são as referências que Jesus nos deixou para a conquista de qualidade de vida, de felicidade e da salvação eterna.
* Faustino Vicente - Consultor de Empresas e-mail: faustino.vicente@uol.com.br - tel.(11) 4586.7426 Jundiaí (Terra da Uva) São Paulo - Brasil
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