Quarta-feira, 12 de junho de 2019 - 10h03
Após a denúncia, uma equipe do
Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) realizou, no
final da manhã da última sexta-feira (07) uma fiscalização de um evento de
cunho social dentro de uma igreja evangélica no bairro Igarapé em Porto Velho.
O projeto “Visão Social” como o próprio banner de divulgação apresenta,
realizava exames e avaliações oftalmológicas gratuitas, prometendo exames como
refração computadorizada, acuidade visual, retinografia e avaliações
cirúrgicas. Os pacientes além de serem atendidos por um médico oftalmologista
para a realização de diagnóstico e tratamento, assistiam ainda, à palestras
preventivas dentro do local onde eram realizados os atendimentos. O projeto possui o apoio de dois deputados
estaduais.
Ao chegar no local, a equipe
de fiscalização foi recebida pela direção do projeto. Já a médica que realizava
os exames, com registro provisório do Cremero não apresentou registro de
qualificação de especialista em Oftalmologia em nenhum CRM, apesar de ter dito
possuir os requisitos para tal registro. Também não havia alvará sanitário para
o atendimento.
Durante a visita, foram
observados que inúmeros pacientes aguardavam atendimento. Próximo à igreja onde
estavam sendo realizados os procedimentos verificou-se a presença de óptica com
denominação de “Laboratório Popular” para onde, segundo relatos, estavam sendo
encaminhados os pacientes. Ainda mais à frente, encontrava-se outra óptica
denominada “Visão Social” que aparentemente, não tinha ligação com o evento. O
fato curioso foi a constatação de um carimbo escrito “Laboratório Popular”
atrás das receitas entregues aos pacientes.
A médica foi indagada ainda
sobre a prescrição médica, que eram entregues à equipe do projeto social e não
aos pacientes em si, não tendo conhecimento sobre como as prescrições eram
entregues aos pacientes a partir dali. Muitos deles relataram aos fiscais que a
consulta era gratuita e que davam uma entrada de R$ 100 (cem reais) para a
confecção das lentes dos óculos, o que teria sido abordado durante as
“palestras educativas”.
A autarquia durante o ato
concluiu em relatório que as consultas foram realizadas de forma precária, sem
biomicroscopia ou tonometria. A consulta oftalmológica básica deve conter no
mínimo a refração, a biomicroscopia, a fundoscopia, a tonometria, além do que
se chama pós-consulta, para a avaliação dos óculos. Ou seja, o paciente não
teria a oportunidade de encontrar novamente o médico especialista, caso
necessário.
“Milton Friedman dizia que não
existe almoço grátis. Assim, fomos verificar como era possível manter o
atendimento de forma gratuita. O que vimos foi que o atendimento tem como
objetivo prescrever óculos para a própria óptica do grupo. A consulta é
precária, não fazendo avaliação das doenças oculares, apenas do grau dos
óculos. Não conseguimos ainda entender qual a participação dos deputados
estaduais envolvidos, o que deverá ser investigado pelo ministério público”
ressalta o oftalmologista e médico corregedor do Cremero, Dr. Cleiton Cassio
Bach.
O Cremero emitiu relatório que
será encaminhado para o Ministério Público para averiguação de possível crime
contra a economia popular com a venda casada evidenciada, além do envolvimento
dos políticos presentes no folder de propaganda do projeto social. Segundo o
presidente do Cremero, Dr. Spencer Vaiciunas “é importante e dever do Cremero
estar presente nestas situações em que pode haver prejuízo ou dano ao paciente”
salientou.
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