Terça-feira, 13 de maio de 2008 - 16h17
CHICO ARAÚJO E MONTEZUMA CRUZ
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Marina Silva deixou hoje o Ministério do Meio Ambiente, surpreendendo o seu próprio staff. Deverá reassumir a sua cadeira no Senado Federal. Em carta de demissão enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela menciona o caráter irrevogável do pedido. No Palácio do Planalto não confirmou o recebimento. Surpresos, assessores da ministra não arriscaram explicar os motivos que a levaram ao pedido de demissão. A carta de demissão entregue nesta terça ainda não foi divulgada.
No Senado houve esperneio. A líder do PT, Ideli Salvatti (SC), praticamente suplicou à ministra que reconsidere seu gesto. Também não deve ter lido a carta escrita pela ministra e de teor desconhecido até às 17h20. E acenou: "Caso ela prefira retornar ao Senado será recebida de braços abertos, pelo patrimônio político que ela representa, por sua liderança política proeminente".
Marina só deverá falar a partir desta quarta-feira. Os assessores do MMA preferiram não revelarr o teor da carta enviada ao presidente Lula sobre o pedido de exoneração. De acordo com a assessoria, apenas o Palácio do Planalto poderia divulgar a carta.
Dois fatos ocorridos na semana passada concorreram para a decisão de Marina: na quinta-feira, durante solenidade de lançamento do Plano da Amazônia Sustentável (PAS), no Palácio do Planalto, deixaram de ser anunciadas as metas do plano combinadas antes por Marina, o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O outro fato foi a gestão do plano ter sido entregue ao ministro da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, Mangabeira Unger. Este chegou a ser um crítico ácido do governo. Antes de ser convidado para o novo cargo, declarou que Lula comandava um governo corrupto.
Sentindo-se desprestigiada, Marina decidiu sair. Nem o embate com lideranças rurais que insistem em aumentar a área de derrubadas de floresta ou a demora em aprovar a construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO) a desgastara tanto. No final do ano passado, por decreto, ela enquadrou 36 municípios amazônicos como os maiores desmatadores do País. Foi um corre-corre: prefeitos bateram às portas dos gabinetes se deputados e senadores, pedindo para sair da lista.
Na semana passada, a ex-ministra foi aclamada no plenário do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, durante a Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília. A platéia gritava: "Marina presidente!".
Fonte: Montezuma Cruz - Agênciaamazônia é parceira do Gentedeopinião.
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