Sexta-feira, 25 de abril de 2008 - 14h43
Inimiga silenciosa. Assim é conhecida a doença que não causa sintomas: a hipertensão arterial. Estima-se que 21,6% da população com idade de 18 anos ou mais seja hipertensa, o que representa cerca de 26,5 milhões de pessoas. Elas disseram ser portadoras da doença em pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. No entanto, apenas 5.076.631 estão cadastradas no Sistema Nacional de Cadastro e Monitoramento de Hipertensos e Diabéticos (SIS-HIPERDIA). Elas são atendidas na rede básica de saúde em 4.724 municípios. Do total de cadastrados, 3.396.352 são mulheres e 1.680.279 são homens. Além disso, mais 1.478.304 são portadores das duas doenças juntas.
Para estimular as pessoas a procurar tratamento, neste sábado (26) será comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. O tema deste ano é "Tratar a pressão alta é um ato de fé na vida". O evento é uma parceria do Ministério da Saúde com a rede de paróquias da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com as Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Hipertensão e Nefroliga e diversas entidades de portadores. Foram distribuídas, pelo ministério, cerca de 100 mil cartilhas para toda a rede básica e equipes do Programa de Saúde da Família. A cartilha traz informações sobre hipertensão arterial e alertas de por que tratá-la e como controlá-la.
Viver com qualidade e prevenir a doença é possível. É o que defende a coordenadora nacional de Hipertensão e Diabetes, Rosa Sampaio. Segundo ela, modificações no estilo de vida, como alimentação adequada, consumo moderado de sal, controle do peso, prática de atividade física e evitar o tabagismo e o uso abusivo do álcool ajudam no tratamento e na prevenção da doença. "A hipertensão arterial é mais freqüente das doenças cardiovasculares e também é o principal fator de risco para as complicações mais comuns, como acidente vascular cerebral, infarto e doenças renais crônicas", afirmou a coordenadora.
O Ministério da Saúde desenvolve diversas ações em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde que visam melhorar a atenção aos portadores de hipertensão. Entre elas:
1 Protocolos clínicos (Caderno de Atenção Básica nº 15 distribuído para todos os médicos e enfermeiros da rede básica de saúde);
2 Capacitação de médicos e enfermeiros da rede básica de saúde para prevenção, diagnóstico e tratamento precoce;
3 Assistência Farmacêutica ampla em toda a rede básica do país. Em 2007 o elenco de medicamentos foi ampliado, assim como o repasse de recursos financeiros para os municípios;
4 Ampliação do acesso a medicamentos por meio das drogarias e farmácias privadas credenciadas que exibem a marca "Aqui Tem Farmácia Popular", com descontos de até 90%. Do total das pessoas atendidas mensalmente nestas drogarias, 810 mil adquirem mensalmente medicamentos para o controle da hipertensão e diabetes. Destes, 60% são hipertensos, 25% diabéticos, e 15% apresentam as duas doenças.
5 Criação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, para reforçarem as ações de prevenção dos fatores de risco para os hipertensos e suas famílias e, principalmente, a adesão ao tratamento, que é o maior problema no controle da hipertensão.
Fonte: Ministério da Saúde
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