Quinta-feira, 18 de maio de 2017 - 12h06
Em reservado, deputados e senadores já discutem nomes para um eventual substituto, em eleição indireta, do presidente Michel Temer, atingido pela delação da JBS. Os mais lembrados nas conversas de bastidores, até o momento, são o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, e o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Apesar de emissários de Temer negarem a possibilidade de renúncia do presidente, que teria sido gravado autorizando a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), parlamentares acreditam que o peemedebista perdeu as condições de governabilidade. Líder do DEM no Senado, Rolando Caiado (GO) já defende abertamente a renúncia de Temer e a mudança na Constituição para garantir eleições diretas.
– Diante da gravidade do quadro, só nos resta a renúncia do presidente Michel Temer e a mudança na Constituição – afirma.
A PEC das Diretas divide a atual base de Temer. Os principais caciques do Congresso discutem uma saída por meio de colégio eleitoral. Assim, parlamentares não descartam a costura da candidatura de um nome de fora da política, vindo do Judiciário ou ligado ao empresariado.
Pesa a constatação de que faltam opções nos principais partidos políticos em condições de pacificar o país. A escolha de um militar não aparece nas projeções feitas no Congresso. Por ora, além de Jobim e Meirelles, também são especulados a presidente do STF, Cármen Lúcia, e o ministro Gilmar Mendes.
Dentro do PMDB, Jobim é considerado o mais forte para uma eventual eleição indireta, por meio de colégio eleitoral no Congresso. Filiado ao partido, ex-deputado e ministro em governos do PSDB e do PT, respeitado no Judiciário e com trânsito nas Forças Armadas, ele teria condições de buscar votos entre as legendas da atual base de Temer.
Pessoas próximas a Jobim afirmam que ele está satisfeito com a carreira na advocacia e com a sociedade no banco BTG Pactual. A relação com a instituição, alvo da Lava-Jato, consta nas ponderações contra o peemedebista, bem como o fato de já ter sido contratado por empreiteiras investigadas na operação.
Já Henrique Meirelles seria um nome para atrair o apoio do mercado e tentar tranquilizar investidores estrangeiros. Com carreira de sucesso no BankBoston e ex-presidente do Banco Central, o atual ministro da Fazenda tem flanco na articulação política, considerada frágil por peemedebistas e tucanos. Sua candidatura teria o discurso de manter as reformas e garantir a recuperação da economia, em processo inicial.
Na oposição, não há consenso sobre possível candidato em eleição indireta. Petistas evitam comentar sobre a entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvana disputa. Deputados avaliam boicotar um colégio eleitoral no Congresso, pois a defesa do partido é pela aprovação da PEC que convoca eleições diretas em caso de renúncia ou cassação de Temer.
– Um Congresso de baixa credibilidade não pode escolher alguém para governar o país até dezembro de 2018. Defendo boicotar um colégio eleitoral, em forma de protesto pelo voto direto – afirma Pepe Vargas (PT-RS).
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