Domingo, 14 de maio de 2017 - 10h50
247 – Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada neste domingo, Michel Temer, que completou um ano de golpe na última sexta-feira, admitiu seu próprio fracasso, ao definir como medida de seu eventual sucesso a questão do emprego.
“O meu principal objetivo é combater o desemprego. Se não conseguir, aí sim você pode dizer que o governo não deu certo. Não é por causa da Previdência”, disse ele.
Como o Brasil saiu do pleno emprego, ao fim de 2014, último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, para o maior desemprego da história, com 14,2 milhões de pessoas sem ocupação, Temer é um fracasso, segundo suas próprias palavras.
Em 2015, o desemprego começou a crescer quando Eduardo Cunha, antigo parceiro de Temer, se aliou a Aécio Neves para promover o "quanto pior, melhor", criando as condições para o golpe. Nos últimos doze meses, de 12 de maio de 2016 até hoje, a responsabilidade é toda de Temer, que não reverteu o desastre e aprofundou a depressão econômica.
Na entrevista, Temer sinaliza não ter votos para aprovar sua reforma da Previdência. "Se não aprovar a Previdência, vamos ter soluções, o Brasil não vai parar por causa disso. O que vai acontecer é que daqui a dois, três anos, vai ter de fazer uma reforma. Não há dúvida", diz ele.
Depois dessa votação, ele disse que sua meta é começar a viajar. "Outra coisa que quero é viajar um pouco para tentar trazer investimentos, incentivar o investimento estrangeiro no nosso País", afirmou.
Temer falou também sobre ser rejeitado por 92% dos brasileiros, que veem o Brasil no rumo errado, e ser o ocupante do Palácio do Planalto com a maior rejeição em todos os tempos. "Veja que até caiu um pouco a minha popularidade depois do lançamento das reformas trabalhista e previdenciária. Na da Previdência dizem que agora o Temer quer acabar com os aposentados, tirar a comida das nossas bocas. Tem essa pregação que torna o governo impopular. Eu nunca jogo com o presente, jogo com o futuro."
Ele também admitiu que poderá ser um peso para os próprios aliados nas eleições de 2018. "Se eu estiver bem, é claro que todos virão me procurar em busca de apoio. Se estiver mal, ninguém vai querer se aproximar. Não é assim a vida?"
Temer também defendeu seus nove ministros investigados na Lava Jato – situação que não o atinge apenas por o procurador-geral Rodrigo Janot decidiu blindá-lo. "Aqui tem pessoas mencionadas que são da melhor qualificação administrativa, prestam um serviço extraordinário. É um custo-benefício que compensa", afirma.
Por fim, ele debochou do Fora Temer, que é o desejo de praticamente todos os brasileiros. "De vez em quando eu vejo com satisfação que uma ou outra pessoa ergue uma faixinha e se perde na multidão", afirmou.
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