Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025 - 10h27
No governo do
presidente Fernando Collor de Melo (1990 – 1992) o Brasil deu seus primeiros
passos rumo à privatização, seguido por Itamar Franco (1992 – 1995), depois que
Collor foi apeado da presidência da República, por motivos conhecidos da
opinião pública. Naquela época, o mundo automobilístico veio abaixo quando Collor
chamou os carros brasileiros de “carroças”. Abria-se, assim, o mercado para a
entrada de carros importantes, antes proibido. De lá para cá, porém, muita
coisa mudou.
Mas foi nos
governos de Fernando Henrique Cardoso que o Brasil avançou com mais celeridade
e eficiência no processo de privatização. Durante a gestão tucana, bilhões de
reais entraram nos cofres públicos oriundos das vendas de empresas estatais, comprovadamente,
ineficientes, que só contribuíam para aumentar a dívida pública brasileira,
além, é claro, de serem excessivamente usadas e abusadas como moeda de troca
para garantirem cargos a apadrinhados políticos, sempre ávidos por nacos de
poder.
Naquele tempo,
telefone fixo era artigo de luxo, somente acessível a uma parcela reduzidíssima
da população. O aluguel de uma linha telefônica custava os olhos da cara. Após
a privatização, tudo mudou. Ter um telefone ficou tão fácil que muita gente tem
mais de um aparelho. Hoje são milhões de linhas móveis e imóveis espalhadas
pelos quatro cantos do país.
No governo do então
presidente Jair Bolsonaro muitas empresas estatais entraram no radar da
privatização, como é o caso da Eletrobrás. Houve uma grande expectativa em
torno da privatização dos Correios. Estudos chegaram a ser idealizados, mas o
processo de privatização não avançou. É verdade que a maioria das estatais
deixou de cumprir a função para a qual foi criada, aumentando, assim, o
extraordinário rombo da dívida pública, tornando o governo alvo de críticas
severas por parte de especialistas e, principalmente, da população, descontente
com os péssimos serviços prestados.
Segundo a Gazeta do
Povo, entre as estatais controladas diretamente pelo governo, somente no ano
passado, os Correios deram prejuízos aos cofres públicos de R$ 2,2 bilhões.
Mesmo assim, o governo insiste em manter esse monstrengo sugando dinheiro dos
pagadores de impostos. E o pior é que tem gente dentro do atual governo falando
em injetar dinheiro do contribuinte para tentar retirar os Correios do abismo
no qual a incompetência o mergulhou.
TCE-RO constata falta de aparelhos, medicamentos e EPI's em unidades de saúde da capital
Veja a reportagem:
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Veja o vídeo do editorial: