Porto Velho (RO) quarta-feira, 1 de abril de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Silvio Persivo

O adeus da Espanha e baile português


O adeus da Espanha e baile português - Gente de Opinião

A Espanha, depois de um imprevisto no último jogo contra o Japão, entrou nas oitavas com muita confiança em si mesmo. Até com orgulho mesmo. O técnico Luís Henrique disse que, para seu time, podia vir quem viesse. que sua equipe Apoiava-se no tique-taque, no estilo de muitos passes, de controle do meio-campo e da busca por espaços, sem se apressar. Já Marrocos é um time defensivo. Joga no contra-ataque para matar o jogo com uma bola. Na fase de grupos jogou contra a Croácia e contra Bélgica, sem levar gol. Levou um do Canadá. Uma infelicidade de Nayef Aguerd, que desviou a bola para suas próprias redes. Defesa dura, marcação implacável que só uma vez, no primeiro tempo, e na última bola da prorrogação, com Sarabia acertando a trave, deu oportunidade aos espanhois. Marrocos, na primeira fase da prorrogação, teve sua vez:  o centroavante Walid Cheddira desperdiçou chutando fraco para Unai Simon fazer uma salvadora defesa.  Com a ineficiência no ataque dos dois times, em 120 minutos, a decisão foi para os pênaltis. E goleiro marroquino Yassine Bono, defendendo dois pênaltis e uma bola batendo na sua trave fizeram a diferença. O lateral-direito Achraf Hakimi, de cavadinha, fechou o tempo da Espanha na Copa. O favoritismo da Espanha foi para o brejo. Foi a zebra, o único dos favoritos das oitavas a cair fora.  No outro jogo havia um favoritismo de Portugal, é verdade, todavia ninguém esperava que a Suíça fosse atropelada, sem dó nem piedade. Portugal, deixando Cristiano Ronaldo no banco, não tomou conhecimento do time adversário e sempre teve superioridade, embora, por duas vezes, Diego Costa tivesse que se virar para evitar o gol. Mas, o time português teve mais desenvoltura e procurou mais abrir os espaços e, aos 17 minutos, depois de uma jogada de João Felix, recebeu a bola da cobrança de um lateral, e enfiou com maestria a bola para Gonçalo Ramos, que girou e colocou a bola nas redes. A Suíça até tentou equilibrar o jogo, mas, numa cobrança de escanteio, Pepe subiu e cabeceou ampliando o placar e se tornando o 2º jogador mais velho a marcar um gol numa Copa. Os suíços bem que tentaram parar Portugal. Não deu. Gonçalo Ramos estava em um dia de glória e fez o segundo dele, aos 6 minutos do segundo tempo. Depois foi a vez de Raphael Guerrero, num contraatraque, receber na área e acertar um belo chute: 4x0. A Suíça não desistiu de procurar mudar o rumo das coisas e chegou a fazer um gol com Akanji. Não era mesmo dia deles. Novamente Gonçalo Ramos fez o terceiro, e, por fim, Rafael Leão completou o chocolate. Cristiano Ronaldo entrou aos 29 minutos sem conseguir marcar. Portugal fez a melhor exibição de uma seleção até agora. Pepe, Raphael Guerrero, João Felix, William Carvalho e Bruno Fernandes estiveram muito bem e Gonçalo Ramos fez seu nome. Agora Portugal pega Marrocos como favorito.

Fonte: Um Estranho no Ninho (https://spersivo.blogspot.com/). 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Entre autopoiese e inteligência artificial: o que ainda nos torna vivos?

Entre autopoiese e inteligência artificial: o que ainda nos torna vivos?

O biólogo chileno Humberto Maturana, em parceria com seu compatriota Francisco Varela, formulou uma das mais influentes teorias contemporâneas sobre

As provocações de Carlos Alberto Brasil Fernandes

As provocações de Carlos Alberto Brasil Fernandes

Recebi do amigo Samuel Castiel o livro A Minha Visão de Mundo, do também médico Carlos Alberto Brasil Fernandes. Ao me entregá-lo, limitou-se a dize

Um manifesto pós-moderno: a alma contra a máquina

Um manifesto pós-moderno: a alma contra a máquina

O que me inquieta na cultura contemporânea não é a tensão entre o novo e o antigo. O antigo, afinal, guarda o prestígio da permanência; mestres como

É preciso soltar as amarras do Brasil

É preciso soltar as amarras do Brasil

Apesar da tentativa recorrente de dourar a realidade com indicadores reinterpretados ou leituras otimistas do cenário econômico, os fatos acabam sem

Gente de Opinião Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)