Segunda-feira, 6 de abril de 2020 - 18h50

Não apenas a mídia, como também as redes sociais, todas as pessoas, desejem, ou não, estão falando sobre o coronavírus e atentos para o que acontece no mundo, quem toma medidas melhores ou sofre mais com a crise. O que poucas pessoas fazem é pensar sobre o futuro pós-crise. O que encontraremos na frente depois de passado este período em que o medo, irracional, permeia, sem que as pessoas percebam, seu modo de pensar. Embora expressem, nas palavras, a preocupação com os outros, na verdade, são movidas pelo receio de uma morte horrível. Há um medo imenso e imperceptível, até por defesa própria, que vem da natureza humana: o medo que se tem de ter perdido o controle, de que não há defesa fácil contra o vírus.
No entanto, se pensarmos na vida depois da epidemia, com uma visão otimista, veremos que a crise nos obriga a ver, e dar valor, a coisas que, normalmente, fazemos sem valorizar, como dar um aperto de mão, um abraço, jantar ou conviver com os amigos, seja num clube ou num boteco. Talvez, até diminua o hábito que temos de, até na convivência, dar mais atenção às telas de celulares ou tvs.
Quem
diria, por exemplo, que sair de casa, até para um supermercado, é tão bom!
Imagine ir a um evento, a um cinema, a uma livraria ou a um parque?
Até
mesmo uma caminhada pelo bairro ou pelo centro, agora, ganha uma importância
que não se sabia ter. O coronavírus também nos mostrou que o trabalho em casa
funciona. E, muitos, até trabalharam mais do que nos seus locais de trabalho.
Também aprendemos, à força, é verdade, que não lavamos as mãos direito. Pois é!
Até lavar as mãos tem sua tecnologia. Mais do que todas essas coisas, porém, o
coronavírus nos obriga a pensar na economia. Na quantidade de bens, serviços e
dinheiro que precisamos para sobreviver. Há uma enorme quantidade de pessoas
que, surpreendidas pelo vírus, não possuíam dinheiro suficiente para enfrentar
a tempestade. Ficaram em uma situação muito difícil sem poder trabalhar, sem
poder sustentar a família. Houve casos em que o chefe de família pirou e,
depois, ajudado, chorando, disse ter pensado em suicídio. Quem tinha economias,
ou um salário garantido durante a epidemia, tem uma enorme vantagem, um
verdadeiro colchão de massagem, para enfrentar o estresse contra um assassino
invisível que pode estar nos lugares menos imagináveis. Sem dúvida um dos
comportamentos que deve se acentuar, pós-crise, deve ser o de buscarmos criar
uma poupança maior, usar nosso dinheiro de uma forma que nos dê a certeza que
não seremos pegos de calça-curta de novo. O duro é que, ainda estamos imersos
nesta situação terrível, e quanto mais perdurar o isolamento, mais os problemas
futuros da economia se acentuarão. E, hoje, com a falência de muitos negócios,
e a demissão em massa, que está acontecendo, além dos riscos que corremos de
desestabilização e de desabastecimento, não é de espantar que, até mesmo os
chefes de estado, se recorra à religião. São tantas as preces e as orações que,
de uma hora para outra, até os ateus estão apelando para Deus. É talvez,
também, pós epidemia, o povo fique mais religioso.
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