Quinta-feira, 11 de março de 2021 - 10h38
Mais
uma tragédia que os negacionistas também chamarão de “mimimi” (choradeira
infantil) é revelada por uma pesquisa cientifica promovida por pesquisadores da
Fiocruz e da Universidade britânica de Lancaster.
Publicada
há pouco pela revista Nature Sustainability, o estudo aponta como causa importante
do peso mais baixo dos recém-nascidos na Amazônia o desequilíbrio climático e
ambiental que está na base das chuvas torrenciais.
Um
dos autores do estudo, Luke Parry, chama a situação de “injustiça climática”
porque muitas mães e comunidades afetadas estão longe das regiões desmatadas,
mas sofrem todas as consequências. Chuvas pesadas e inundações podem causar
aumento na ocorrência de doenças infecciosas como a malária, escassez de
alimentos e problemas de saúde mea científica Science Advances publicava estudo
apontando que as enchentes severas no Rio Amazonas eram cinco vezes mais comuns
do que em décadas anteriores. A tragédia anunciada consiste em plantar para o futuro
uma geração condenada: crianças que nascem abaixo do peso ideal tendem, quando
adultos, a apresentar saúde frágil, dificuldades de aprendizado e,
consequentemente, obtenção de renda. Razões de sobra para chorar.
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Pegando fogo
Se
a cogitada entrada dos ex-governadores Ivo Cassol (PP) e Confúcio Moura (MDB)
no processo sucessório de 2022 já agitou os bastidores políticos, a peleja ao
Senado deve pegar fogo no ano que vem, onde teremos apenas uma vaga, atualmente
ocupada pelo senador Acir Gurgacz (PDT) que está em plena recuperação política.
Senão vejamos: de Porto Velho deve sair Leo Moraes (Podemos) na região de Ariquemes
o delegado Thiago Flores, da Bacia Leiteira o prefeito Alex Testoni, do Cone
Sul rondoniense Bagatoli (PSL), da região do café Jaqueline Cassol (PP), da
zona da Mata, Expedito Junior (PSDB)
Pacto sabotado
Tratando o Pacto dos Governadores para enfrentar
o covid como uma conspiração, o presidente Jair Bolsonaro orientou os
mandatários bolsonaristas a não assinar o documento de adesão, inclusive o
nosso governador Marcos Rocha (sem partido). Mesmo assim já são mais de 20 governadores
se unindo para tentar frear a peste que se alastra por todo o país e ameaça se
tornar uma calamidade ainda maior para o Brasil nos próximos dias se algo mais
efetivo não aconteça.
Prévias tucanas
O Diretório Nacional do PSDB anuncia a
realização de prévias para escolher seu presidenciável para as eleições de
2022. O evento está marcado para outubro e já se sabe que devem participar
deste confronto os governadores João Dória (SP) e Eduardo Leite (RS). O curioso
é que ambos fizeram dobradinhas e se elegeram na aba de Bolsonaro na eleição de
2018 a presidente e agora os dois renegam a aliança antes que o galo cante. É
muita desfaçatez.
A regularização
A
questão da regularização fundiária rural nas regiões de fronteiras numa faixa
de 150 quilômetros já começa a ser tratada entre os governos estaduais com a
ministra da Agricultura Tereza Cristina. Os primeiros estados levantando a
situação são os Paraná e do Mato Grosso do Sul. O tema deveria ser acompanhado
pela bancada federal rondoniense e dos estados da Amazonia para espichar estas
tratativas para cá incluindo o benefício no Programa Terra Legal.
Ninhos do covid
O Brasil precisa priorizar e com tratamento de
choque os ninhos da covid espalhando a peste na região. Nos casos do Norte as
cidades de Manaus e Porto Velho que necessitam de uma atenção especial das
autoridades sanitárias. Os governos estaduais e municipais não estão dando
conta das demandas destas cidades e precisam de uma atuação mais firme do
Ministro da Saúde, o general Pazuello que tem se revelado uma nulidade para
tratar da pandemia.
Via Direta
***Edmilson Lemos caiu da Emdur e é a
primeira vítima de intrigas dos políticos queimando possíveis concorrentes as
cadeiras da Câmara de Vereadores de Porto Velho *** Já se fala também
que alguns vereadores da capital querem a cabeça do titular da pasta do Trânsito
Ronaldo Flores, forte candidato a vereador pelo Solidariedade *** Trocando de saco para mala: o governador
Marcos Rocha começa a traçar as linhas da sua peleja a reeleição. A primeira
providência será a escolha do partido, que será o mesmo de Bolsonaro, que pode
ser o PMN *** E por conta de alianças também poderá ocorrer algumas
alterações no secretariado, destinadas a partidos da sua base aliada.
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