Terça-feira, 3 de junho de 2014 - 10h51
Felipe Azzi
Telefonaram avisando o falecimento de OSTÉRIO JUVENTINO DURÃO. Digerido o choque da notícia, RODÉSIO NEBULESCO CANABRAVA, passou em revista os relembrados de memória compartilhados com o falecido, em mocidade já distanciada no tempo, na frequência dos bailes de fim de semana em Queimados, sem considerar o polaquismo de suas presenças nas mazurcas de Braz de Pina, onde eram alvos de sultanesas reverências e considerações. Pés de valsa juramentados, as moçoilas e as damas de porte mimoso os disputavam no valsear de par constante.
E, de relembrar e recordar, lembrou-se da ocasião em que OSTÉRIO cismou de dançar o Tango Argentino com a mulher do Subprefeito de Queimados. Meio cabreiro, mas de olho velhaco eleitoreiro, o subalternista municipal autorizou a contra dança. OSTÉRIO, então, conduziu os cem quilos de dona URUGUNTINA DAS NEVES ao centro do salão e, com salamaleques e batidas de taco do salto da botina no solo, deu de rodar a dama, ora para a direita, ora para a esquerda, do que resultou um rodopio descalibrado com um trançar de pernas dos capetas, sendo dona URUGUNTINA arremessada contra a mesa diretora do evento, esfarinhando um comício de pastéis e salgadinhos assistido por garrafas e copos desavisados...
Dando conta de que havia desordeiros no recinto, os Seguranças entraram em ação para manter a ordem, mas foram rechaçados pelo bafo nojento da turma da calibrina, com demonstrações de saltos mortais e rabos de arraia. Quem entrasse na roda caía, com certeza, de pé não ficava.
A Orquestra, querendo dar cobro ao fuzuê, atacou com um “dobrado” de exibição festiva da LYRA TREZE DE MAIO, acordando o Desembargador BEDESLANO PINHO CRAVEIROS do sono de uma demanda envolvendo um marido useiro e vezeiro em agredir a própria mulher, que foi logo estipulando o despacho judicatório: “É hoje que eu aplico um corretivo nesse deletério!”
Mas o tempo não para, e RODÉSIO, de olho no relógio, acordou das reminiscências e saiu para as homenagens, de corpo presente, devidas ao amigo. Nesse calcular do tempo parou em três bares na rota do velório, abastecendo a sacola das lembranças com traçados de Conhaque Macieira e Vermute de preço. Por isso, chegou ao velório no justo momento em que o féretro saia para o sepultamento e, para marcar presença, incorporou-se ao cortejo de acompanhantes, fazendo comentários de que o falecido era isso e que era aquilo. Um ouvido mais interessado perguntou-lhe se conhecia a pessoa morta, ao que respondeu:
– Claro que conheci!... Minha amizade com OSTÉRIO vem desde as calças curtas... Dançarino de mão cheia estava ali... Numa ocasião...
Foi interrompido pelo circunstante, que esclareceu o engano:
– Mas o amigo veio ao velório errado... Nós estamos sepultando a professora e mestra INDALÉCIA APOLÔNIA DO COUTO, educadora emérita do Colégio Pedro II.
Para não passar em branco, RODÉSIO tomou uma deliberação tarjada de sétimo dia:
– Sem estresse! Enterro a velha, conforme o regulamento desse velório. Mas, no coração, sepulto o amigão OSTÉRIO, com todas as honras e despedidas que lhe estão fazendo em outro lugar, desgraçadamente com a minha despresença.
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