Domingo, 8 de dezembro de 2013 - 09h04
CONTA DO VALE DO JAMARY
No meio da rua, em plena luz do dia, dois corpos estirados. Dois jovens, assassinados no meio da rua. Cena de filme do Velho Oeste, da segunda metade do século 19, nos Estados Unidos? Nada disso. Cena real, em pleno 2013, século 21, naquela que é, com certeza, uma das mais violentas cidades brasileiras, proporcionalmente ao seu tamanho e sua população. O que está acontecendo com Ariquemes? Como todos nós, rondonienses, assistimos impassíveis a esse morticídio? Ficamos olhando apenas, como se tudo isso estivesse ocorrendo na Transilvânia e não tão perto de nós. É raro o dia em que não haja tiroteio, briga, violência ou morte em Ariquemes. Não só na cidade, como em seus distritos, em cidades vizinhas, em todo o Vale do Jamary, composto por nove municípios. O que fazer, ainda não se sabe. Mas ninguém tem mais dúvida, do governador Confúcio Moura ao secretário de segurança Marcelo Bessa; do comandante da PM, coronel Paulo César, aos mais simples policiais militares e civis, de que são necessárias ações firme, imediatas, drásticas, se for o caso.
Quadrilhas de traficantes que brigam entre si; foragidos do sistema penitenciário, menores criminosos, parece que toda essa trágica e doentia confraria escolheu a região de Ariquemes para cometer os mais bárbaros crimes. Coloque-se na balança uma estrutura policial frágil, tanto na área militar como na civil e se terá um quadro triste do que estamos assistindo, todos os dias. Está na hora das nossas autoridades sentarem em volta de uma mesa e começarem a tomar medidas práticas contra a violência descontrolada que assola o Vale do Jamary. Não dá mais para ficar com paliativos e ações isoladas. Nada de band aid para colocar em fratura exposta. A situação está perto do descontrole. Não há mais tempo para fugir do problema.
OPOSIÇÃO
Vai recrudescer a batalha política envolvendo o governador Confúcio Moura e seu grupo; o ex-senador Expedito Júnior e sua turma e o presidente da Assembleia, Hermínio Coelho. Hermínio quer se colocar como único opositor de Confúcio, batendo na tecla que o atual governador e Expedito são parecidos. Como não tem papas na língua, o presidente da ALE amplia suas críticas e busca adesões em todo o interior do Estado. Seu nome tem crescido.
RIDÍCULA
Por falar em oposição, em nível nacional, ela é quase ridícula. O governo do PT tem tido várias derrotas e, agora, ainda vai fechar o ano com um crescimento do PIB perto do negativo. Nem assim os partidos de oposição aparecem, ao menos para oferecer alternativas criativas e viáveis. Talvez seja por isso que 66% dos brasileiros digam em pesquisas que querem mudanças profundas, mas que votarão em Dilma Rousseff de novo. Por falta de opção. A oposição está muito pior do que o governo.
CENSURA OFICIALIZADA
Não cheira a censura? Numa decisão inédita, o Tribunal de Justiça de São Paulo puniu uma funcionária pública de Piracicaba, que compartilhou uma crítica a um veterinário de sua cidade. Mesmo não sendo autora do texto, a mulher foi condenada a pagar 10 mil reais por ter compartilhado, no Facebook, críticas a um profissional. O texto original é de uma estudante, também condenada. Pela decisão, opinar, apoiar críticas ou coisa assemelhada pode dar condenação. O TJ paulista confirmou sentença de primeira instância, também baseada na censura à opinião.
TEM VOTO
Ivo Cassol já fechou com seis partidos e está negociando com mais seis...Pode formar a maior aliança do Estado, para 2014. Pode lançar sua esposa, dona Ivone ou o Neodi Oliveira. Mesmo fora do processo eleitoral, Cassol continua poderoso em todas as regiões do Estado. Em todas as pesquisas em que seu nome aparece, mesmo que se sabia que ele não vai concorrer, Cassol está à frente. Tem bala na agulha. O problema é transferir todos esses votos. Na última eleição ao governo, por exemplo, ele não conseguiu eleger seu candidato, João Cahulla.
OUTRO VIÉS
Ainda falando sobre prefeitos: no Cone Sul, Zé Rover tem um segundo mandato conturbado, com oposição forte, mas mesmo assim vem conseguindo ao menos algumas realizações importantes. Não é fácil ser prefeito na terra dos Donadon, que acostumaram a comunidade a uma administração populista, cheia de discursos religiosos e promessas que, muitas vezes, não se concretizavam, mas, mesmo assim, eram adorados. Zé Rover tentou um outro viés, que às vezes dá certo, outras tantas não. Mas é um jovem político e pode ainda ter futuro, em termos de vida pública na sua terra.
OLHO NOS VIZINHOS
É sempre ficar de olho nos vizinhos. Na Argentina, onda de saques e mortes violentos na baderna em que algumas cidades se tornaram. Na Venezuela, os apagões se tornaram comuns e o governo inventa atos de sabotagem, para ocultar sua irresponsabilidade doentia. Na Bolívia, há anos o país não dá um passo à frente. No Paraguai. população e empresários se uniram contra políticos corruptos, que estão proibidos de frequentar vários ambientes públicos. Fiquemos atentos. A América dos latinos anda fervilhando. E piorando, infelizmente.
PERGUNTINHA
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