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Sergio Pires

Opinião de Primeira - 30/08/13


O VOTO SECRETO MOSTROU O VERDADEIRO ROSTO DA MAIORIA

 

E agora? Essa é a pergunta que ressoava país afora, desde a noite de quarta, quando a Câmara Federal decidiu, em votação secreta, não cassar o mandato do rondoniense Natan Donadon (foto do site G1), que está condenado a 13 anos de prisão e cumprindo pena na Papuda,em Brasília. A afronta ao Judiciário ficou muito clara, porque à Câmara, imaginava-se, caberia apenas referendar a decisão do Supremo que condenara o parlamentar. Agora criou-se uma situação inusitada. Donadon é ainda deputado, mas está preso. O presidente da Casa, Henrique Alves, numa decisão pessoal e unilateral, ignorando o plenário, suspendeu o mandato de Donadon, convocando seu suplente, o ex-ministro e ex-senador Amir Lando. Confusão total, bagunça generalizada. O Supremo reage, autoridades de todos os tamanhos também. O Congresso mais uma vez fica sob o foco da opinião pública e, é claro, com a imagem cada vez pior, mais distorcida, mais esculhambada. O risco da decisão da maioria dos deputados,  mantendo o mandato de Natan Donadon é enorme. Não só porque pode provocar uma fissura profunda entre os poderes, como, pior ainda, pode mexer com o brio do populacho. A voz das multidões que andaram mexendo com o país, outra vez, foi ignorada pela classe política brasileira. Todos sabemos que enorme perigo isso representa.

 

Natan Donadon não tem mais culpa de nada. Suas culpas já foram julgadas e condenadas, em todas as instâncias. Ele agora pode falar como presidiário, reivindicar seus direitos como detento, exigir o tratamento digno que deve ser dado a quem cumpre pena. Mas a culpa agora transfere-se para a Câmara Federal, que decidiu afrontar o STF e, mais que tudo, o povo brasileiro. Essa história, sem dúvida, ainda está longe de ter um final. E, pelo que se desenha, o fim dela pode não ser feliz. Lamentável!

 

 

 

"REAÇÕES RAIVOSAS"

 

A reação de entidades como o Sindicato dos Médicos do Ceará, contra a chegada de médicos cubanos foi classificada pelo deputado federal Padre Ton, como atitude de intolerância e de reações raivosas. Ton disse que  isso "mostra a completa ausência de preocupação com as pessoas que sofrem nos hospitais públicos, implorando por assistência médica". Tem toda a razão o representante do PT. Só faltou ele protestar, com a mesma veemência, contra o fato dos cubanos virem trabalhar no Brasil num regime escravagista. No restante, está certíssimo.

 

XIITAS

 

Ai de quem não concordar com os agentes penitenciários. Há alguns xiitas, na categoria - e ainda bem que são minoria - que querem empurrar goela abaixo  de todos , aquilo que é do seu interesse. E xingam, ofendem - as redes sociais são testemunhas - quem diverge deles. Não é a melhor tática. Espírito de corpo tem aspectos positivos, mas há um limite. Debater, discutir, protestar, tudo isso faz parte do jogo democrático. Mas querer forçar a que todos concordem com eles e com o que quer a categoria, daí já é demais!

 

 

LINCHAMENTO, NÃO!

 

Claro que é importante que todas as culpas sejam expiadas, que a Justiça seja feita, que quem deve, pague. Mas, com a mesma ênfase, tem que se dizer que pode haver inocentes (e os há!), no pacote de denúncias da Operação Apocalipse. Ouve-se teorias de linchamento deste ou daquele político. É sempre bom lembrar que a verdadeira Justiça só é feita depois que os acusados tenham amplo direito de defesa. Antes não! E isso vale tanto para os denunciados na Assembleia quanto na Câmara Municipal.

 

PLANOS DE LANDO

 

Amir Lando assume na Câmara para cumprir uma espécie de mandato-tampão de um ano e três meses, na vaga de Natan Donadon. Como não se sabe quais os planos futuros de Lando (se pensa em reeleição ou se pendura as chuteiras), os primeiros passos que dará no Congresso, a partir de agora, indicarão o que o ex-senador, um dos maiores tribunos entre os representantes de Rondônia, pretende para 2014. A curta caminhada de poucos meses de mandato, que começa só agora, mostrará os rumos.

 

PELA PAZ

 

Marcha Pela Paz acontece nesta sexta, em Porto Velho. A iniciativa é do Ministério Público, com amplo apoio de instituições, grupos sociais e religiosos, enfim, gente do bem que não aguenta mais tanta violência.  É o terceiro ano consecutivo do evento. Concentração a partir das quatro da tarde, na Praça Aluizio Ferreira. Não vai amolecer o coração dos criminosos, dos que não respeitam nada. Mas ao menos ajudará às pessoas de bem à reflexão e a contar até dez antes de cometer algum tipo de violência, seja qual for. É ação boa da e para a coletividade.

 

ELES PERDERAM

 

Deve doer! Todo aquele esforço para atrapalhar o Flor do Maracujá, criar obstáculos, impedir que uma das maiores festas rondonienses acontecessem, foi em vão. Os burocratas que infernizam a vida da população e que, um dia, quando esse país for sério, serão extirpados da vida pública, mobilizaram seus representantes locais para atrapalhar quem queria colocar a festa na rua. Não deu certo. Nos primeiros dias, o Arraial foi fraco, mas do meio da semana em diante, está arrasando. Então, quem trabalhou contra durante semanas, se deu mal. A festa é do povo. Os burocratas escrotos, desta vez, não venceram!

PERGUNTINHA

Chegando ao final o tenebroso agosto, será que ele nos reserva mais alguma maldade antes de terminar, à meia noite deste sábado?

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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