Segunda-feira, 14 de março de 2016 - 14h13
Silvio Persivo (*)
Hoje, quem defende o governo, quem defende o PT, embora o PT na verdade vá além do governo e esteja abaixo de Lula, não tem como se defender de um fato real. No Brasil, neste domingo 13 de março, se verificou uma constatação invulgar e inegável: a parcela mais significativa e politizada da população, mesmo que, preponderantemente, de classe média, mostrou que possui uma consciência forte de seus direitos e manifestou-se contra o sufoco da carga tributária, contra a má qualidade dos serviços públicos, contra a falta de atenção da classe política para resolução de seus problemas e mais ainda que não deseja mais Dilma como presidente e que há uma consciência de que os três Poderes da república se deixaram impregnar por níveis, até antes, impensáveis de corrupção, daí, a exigência que mais que apenas a Lava Jato haja uma limpeza na política para que se evite o desperdício e, até mesmo, o acinte no uso do dinheiro público.
Que não se pense que as coisas irão parar por aí. Os protestos foram, sim, pacíficos, familiares, alegres mesmo, porém, havia por trás uma consciência de que a crise pela qual estamos passando é fruto dos desmandos, da corrupção e da falta de funcionamento adequado da democracia. Há, nas pessoas que protestaram, um certo cansaço, um certo desânimo, a sensação latente de que não estão representados pelas pessoas que governam e, mais do que nunca, pedem que se dê um rumo à desorganização, à falta de horizontes, a um desgoverno que parece obstruir qualquer possibilidade de um futuro melhor. Claro que as pessoas sabem mais o que não querem do que querem. Mas, também sabem que querem melhor transporte público, melhor educação, melhor saúde e mais segurança. E o que desejam é que o governo use os impostos, por sinal demasiado pesados, para isto.
Efetivamente, Lula e Dilma foram os alvos maiores por não terem cumprido suas promessas de dias melhores e por não terem, na opinião da maioria que os elegeu, mais condições, nem credibilidade, para reverter à situação. Ambos são apenas mais do mesmo. Tiveram suas oportunidades e jogaram fora. É também evidente que, numa quantidade tão grande de pessoas, há visões e propostas de todos os tipos. Há os extremamente raivosos que culpam Lula de tudo e o querem na cadeia, mas, a grande realidade é que a maioria somente deseja um governo melhor; um governo que lhe cobre menos impostos, que lhe forneça melhores serviços e crie condições para que se tenha um futuro melhor.
(*) É professor da UNIR-Fundação Universidade Federal de Rondônia de Economia Internacional e Professor Doutor em Desenvolvimento Sustentável pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos-NAEA da Universidade Federal do Pará-UFPª.
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