Terça-feira, 29 de março de 2011 - 13h25
Silvio Persivo
Confesso que, depois de ter estado sempre nadando contra a corrente, embora tenham achincalhado tanto a palavra cansei, e desmoralizado a indignação, ainda resta em mim um espírito inquieto, incapaz de calar diante das injustiças, em especial as aparentemente pequenas, mas, que são as crueldades legais do cotidiano, muitas vezes, embasadas em atos ditos legais que, todavia, são imorais e indefensáveis, notadamente, quando partido do governo que, em tese, deveria ser o grande defensor dos oprimidos, o criador de benefícios e não o carrasco das pessoas.
Saio da minha zona de conforto, da minha certeza que o absurdo está tão banalizado que não vale a pena lutar, por causa do que se faz, silenciosa, impiedosa e paulatinamente com o dono de banca de jornal Pedro Oliveira. Ele é meu amigo. É. Já foi mais, pois, no passado freqüentei durante, pelo menos, uns dez anos sua banca, instalada ali em frente ao Supermercado Irmãos Gonçalves a um tempo imemorial, mais de 25 anos, com certeza. Aquela banca tem sido, ao longo do tempo, seu local de trabalho, um local de encontro e de amizades, uma fonte de sustento de sua família e, não sei se ainda, também do seu irmão. Para meu espanto soube, agora, que será despejado sumariamente.
Ser meu amigo, é um privilegio que me dá, ele que sempre foi um trabalhador correto, um lutador, um homem simples e também profundamente humano. A minha indignação, porém, seria a mesma com qualquer outro na mesma situação. Afinal qual o grande problema de ter seu negócio ali? Segundo o Dnit-Departamento Nacional de Infarestrutura de Transportes, que aparece nesta história de carona, de vez que ali sempre foi uma área urbana, a banca terá que sair de lá por causa do Código de Posturas do Município-Lei Complementar 393, de 19 de julho de 2010. Um absurdo. A lei, pelo pouco conhecimento jurídico que tenho, não pode regridir para prejudicar as situações fáticas existentes e o DNIT, o atual algoz de Pedro, jamais deveria estar praticando tamanha injustiça na área central da cidade. Seu lugar é cuidando de tapar os buracos, de melhorar a sinalização, criar pontes e impedir a guerra do trânsito nas estradas.
Lamento, hoje, não ter me formado em Direito. Seria o tipo do caso que me seduziria, que iria brigar pela causa por paixão. Como não sou advogado só me resta apelar para o bom-senso das autoridades que tratam do caso. Olhem os direitos do Pedro Oliveira, tratem a questão com o olhar real da justiça, que deve ser o de beneficiar as pessoas. Pode até ser legal retirar o Pedro de lá, o que duvido, mas, que é uma grande imoralidade, de uma hora para a outra, deixar um pai de família sem sua fonte de sustento, quando este nada fez de errado. Igual a ele estou perplexo e indignado e, por isto mesmo, não posso ficar calado. Não posso deixar de pedir que façam a verdadeira justiça que é dar ao Pedro de Oliveira condições de prosseguir sua vida normalmente. É absurdo o governo sem nenhuma base destroçar a vida de um homem sério e trabalhador.
Fonte: Sílvio Persivo - silvio.persivo@gmail.com
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