Segunda-feira, 23 de abril de 2012 - 06h44
O governo, utilizando o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, até agora fez mais propaganda do que, realmente, afetou os níveis das taxas de juros e, o maior efeito que conseguiu, foi frear a oferta de crédito da maioria dos bancos privados que ficam analisando o que fazer ou esperando medidas do governo que os favoreçam. E redução da taxa básica de juro pelo Copom – agora em 9% e, possivelmente com um novo corte em maio, pode ajudar a economia brasileira a engrenar e mesmo a conter a oferta de dólares ao país, mas, não afetará tanto a competitividade nem o investimentos, os nós górdios do crescimento. Em parte o corte dos juros se explica mais quando se vê que a inflação acumulada que, em 12 meses, havia alcançado 7,30% em setembro, deve cair a 4,8% em maio. E se o governo dá sinais positivos de desejar o crescimento com as desonerações à indústria que perde participação no PIB e no saldo comercial, os problemas de fundo da nossa economia, carga tributária, relações trabalhistas e burocracia excessiva continuam inatacados. É verdade que o juro mais baixo contribui para frear o ingresso de capital externo no país, interessado nos ganhos especulativos, mas esta não é condição suficiente para conter a apreciação cambial que tem afetado o desempenho da indústria e da economia no geral. Sem diminuir seus custos, sem que o governo crie marcos regulatórios mais persistentes e adequados ao ambiente de negócios ainda continuaremos longe de ter um desenvolvimento, de fato, sustentável e sustentado. Iremos continuar patinando abaixo de 5%.
Além da superfície do ambiente de negócios
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