Terça-feira, 29 de junho de 2010 - 13h38
A Holanda, mesmo fazendo apenas 2x1 contra a Eslováquia, provou que tem um time competitivo e forte. Também a volta de Robben deu ao time uma arma mortal. O gol que fez, com sua marca, apesar de ter sido acompanhado por três defensores e do qual por muito pouco não fez uma repetição prova que se trata de um goleador mortal. Qualquer equipe que vacilar com um atacante deste estilo pagará com a derrota. Que a Holanda seria o time vencedor era previsível, mas, o fato marcante é que o foi sem correr grandes riscos. A Eslováquia marcou bem e deu trabalho, mas, foi dominada o tempo todo, logo ficou comprovado que a Holanda foi adiante por ter um time melhor e com um conjunto afinado. È séria candidata ao título se vencer o Brasil.
Por seu lado o Brasil continua sem ser o time excelente que se esperaria dele. Porém, o paradoxo disto é que nem precisou ser, até agora, para se manter como favorito. O Chile, apesar das promessas de que poderia deixar de ser freguês, foi um passeio. È certo que poderia ter feito um gol e oportunidade para isto houve, porém, somente quando o jogo já estava dominado. O time chileno entrou como se fosse ignorar o favoritismo brasileiro, no entanto, aos poucos foi sendo reduzido à seu verdadeiro tamanho. A senha para acabar com qualquer possibilidade foi mesmo o gol de cabeça de Juan que, por ironia, foi um dos apontados como integrante da “fraca” defesa brasileira. Lúcio e Juan se vingaram fazendo uma excelente partida sendo, com certeza, dos melhores jogadores em campo. O segundo gol de Luiz Fabiano também foi um gol de muito talento e oportunismo. Já Robinho foi o apontado o melhor em campo. Talvez pelo gol que fechou os três a zero, um gol que exigiu perícia no chute. O Chile fez o que foi possível, mas, o Brasil não precisou nem fazer mais do que o mínimo necessário. Sobrou em campo.
O técnico holandês Bert van Marwijk, próximo rival do Brasil, avaliando a equipe de Dunga declarou que "O Brasil tem uma arrogância positiva de que é invencível. É um time muito estável, muito seguro, tem um bloqueio defensivo com quatro ou seis jogadores. Tem muitos talentos." Talvez tenha sido esta “arrogância positiva” que levou Maicon a dizer que a partida de sexta é como uma decisão: ''Eles têm um poder defensivo muito forte. Vai ser uma partida difícil. Uma final antecipada'', declarou. Kaká discordou dele com razão. Não é. Argentina e Alemanha sobraram nos seus jogos e qualquer um deles que vier a ser o vencedor nas quartas será um time duríssimo de ser batido sem contar que a Espanha, ou Portugal se tiver capacidade para seguir em frente, são times duros de bater. De qualquer forma numa Copa em que até o Japão demonstra conjunto, força e qualidade técnica não se pode dizer que alguém ganhou antes que termine. Há três jogos e, pelo futebol apresentado, até agora, ninguém pode cantar vitória antes do tempo.
Fonte: Sílvio Persivo
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