Terça-feira, 31 de março de 2015 - 22h33
Sinto uma incrível calma quando ouço suas vozes.
Nenhuma voz me passa despercebida.
Pelo tom, pela docilidade. Nunca ouço a conversa em si.
Apenas os “s” que se prolongam.
Mas, adoro mesmo suas mãos.
Quando falam, vejo mais as mãos do que a boca.
Já tive problemas com outras mulheres, por causa disso.
Quando vejo suas mãos desnudas, paro o tempo para admirar.
Sem luvas (como queria Rubem Braga), suas mãos perpassam pela ternura.
Não importa a idade, sempre são mãos de mulheres.
Suas mãos revelam que há ternuras no mundo.
E fico pensando que poderiam tocar meu rosto.
Mãos inebriantes, de delicadeza e suavidade.
Mesmo que sejam as mãos do trabalho árduo.
São mãos de mulheres.
E as sinto em meu rosto.
São mãos de cuidado, mesmo que decididas.
Por essas mãos femininas, nunca teríamos o 1º de Abril.
Só haveria golpe na dor.
Mãos de mulheres.
Mãos de amor.
Mãos da política do acolhimento, da suavidade.
Mãos da aceitação, do respeito, da compreensão, da inclusão.
Mãos de mulheres de que tanto necessitamos.
E, agora mesmo, sinto-as em meu rosto.
Por que tenho vontade de chorar?
Talvez para que uma dessas mãos de mulheres viesse me confortar.
Mãos de mulheres.
Quero-as todas.
Mãos de mulheres, política do amor.
Lançamento de livro: Educação e Sociedade
O livro Educação e Sociedade do professor Vinício Carrilho Martinez (UFSCar/SP) está disponível para aquisição na plataforma da Amazon, como um trab
O título do portal de notícias não poderia ser mais acertado do que esse: Gente de Opinião faz o mundo em sua realidade ser o que é. Como ensinou Pa
No livro Educação e Sociedade, lançado pela Amazon, o professor Vinício Carrilho Martinez (UFSCar/SP) aborda o conceito de Emancipação – que não é s
Sabe-se que o “Deus mercado” tem errado mais ou menos 95% de suas considerações e previsões[1], se não contabilizarmos a incapacidade de análise pol