Terça-feira, 25 de fevereiro de 2025 - 19h31
A variação nos preços dos produtos é um fenômeno econômico que
pode ser influenciado por diversos fatores. Quando essa alta se torna
generalizada, denomina-se inflação. No entanto, recentemente, um produto
específico tem chamado atenção devido ao seu expressivo aumento de preço: o
ovo. O preço dos ovos chegou a apresentar um aumento de até 40%, e essa
elevação pode ser explicada por diferentes fatores. O economista Otto Nogami
explica que há um aspecto sazonal envolvido. Durante o período da Quaresma,
muitas famílias optam por substituir a proteína animal pelo consumo de ovos,
elevando assim a demanda pelo produto. Com a oferta inalterada, essa maior
procura pressiona naturalmente os preços para cima. Além disso, condições
climáticas adversas também contribuem para a redução da oferta. O excesso
de calor afeta diretamente a produtividade das galinhas, uma vez que o estresse
térmico compromete sua capacidade de postura. Dessa forma, a diminuição na
produção, aliada a uma demanda constante ou crescente, acaba por elevar os
preços. Outro fator relevante está relacionado ao mercado internacional. Nos
Estados Unidos, os produtores enfrentam dificuldades na oferta de ovos, o que
cria uma oportunidade para exportadores brasileiros. Com a desvalorização da
moeda nacional, torna-se mais lucrativo para os produtores brasileiros
exportarem ovos para o mercado norte-americano. Essa movimentação reduz a
disponibilidade do produto no mercado interno, impactando a oferta e
contribuindo para o aumento dos preços.
Por fim, os custos de produção também têm um papel fundamental nessa
dinâmica. O preço da saca de milho, insumo essencial para a alimentação das
galinhas, teve um crescimento de quase 30% no início do ano. Esse aumento
impacta diretamente os custos de produção e, consequentemente, é repassado
ao preço final dos ovos. Assim, a
formação dos preços no mercado vai além da simples interação entre oferta
e demanda. Os produtores, sejam eles do setor agropecuário, de serviços ou da
indústria, devem estar atentos a esses fatores externos que influenciam os
custos de produção e o preço final de seus produtos. Monitorar tais
variáveis se torna essencial para a manutenção da competitividade e
sustentabilidade dos negócios.
Assista: https://youtu.be/Tr2O1UrGHjo
Novas Regras I: Nota Fiscal com novidades para o MEI a partir de abril
A partir de 1º de abril de 2025, os Microempreendedores Individuais
(MEIs) que emitem Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ou Nota Fiscal do Consumidor
Eletrônica (NFC-e) precisarão incluir o Código de Regime Tributário (CRT)
"4 – Simples Nacional – Microempreendedor Individual – MEI" em suas
notas fiscais. A mudança tem como objetivo diferenciar as operações dos MEIs
das de outras empresas, garantindo maior transparência e controle fiscal. Para
se adequar à nova exigência, os empreendedores devem atualizar seus sistemas
de emissão de notas fiscais, assegurando que o CRT 4 esteja corretamente
inserido. Além disso, é importante conhecer os novos Códigos Fiscais de
Operações e Prestações (CFOPs) aplicáveis ao MEI, que também passarão
por atualizações. Vale destacar que essas mudanças são obrigatórias apenas
para MEIs que comercializam produtos ou mercadorias e emitem NF-e ou NFC-e.
Para aqueles que prestam serviços e utilizam a Nota Fiscal de Serviços
Eletrônica (NFS-e), as alterações não se aplicam. Diante desse cenário, é
essencial que os empreendedores se preparem com antecedência para evitar
possíveis transtornos e manter a regularidade de seus negócios. Para
facilitar o processo, o SIMPI oferece um serviço prático de emissão de nota
fiscal pelo WhatsApp. Basta entrar em contato e solicitar a emissão,
garantindo rapidez e conformidade com a nova regulamentação. Fique atento às
mudanças e mantenha sua empresa em dia com as obrigações fiscais!
Assista: https://youtu.be/0qQNekXx6cs
Novas Regras II: Até maio as empresas terão que criar a Comissão de
Crise Psicossocial
No início de 2025, dois temas relacionados ao meio ambiente do trabalho
ganharam destaque e tornaram-se pontos de atenção para as empresas. O
advogado Piraci Oliveira trouxe esclarecimentos sobre os temas. O primeiro tema
refere-se à declaração de igualdade racial, uma obrigação semestral que
deve ser entregue até o dia 28 de fevereiro de 2025 por empresas com mais de
100 funcionários na data de 31 de dezembro de 2024. Esse documento contém
informações sobre a capacidade salarial de homens, mulheres, negros, brancos
e pardos, permitindo ao governo analisar possíveis desigualdades salariais.
Com base nesses dados, o Estado pode identificar eventuais discriminações e
exigir que a empresa implemente canais de remediação para corrigir
distorções e minimizar prejuízos às minorias. Essa medida reforça a
necessidade de atenção ao cumprimento do prazo e à transparência na
prestação dessas informações. O segundo ponto abordado trata da mudança na
Norma Regulamentadora nº 1 (NR1). A partir de 25 de maio de 2025, será
obrigatória a inclusão, no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), de um
capítulo específico sobre o combate à crise psicossocial. Isso implica na criação
de um plano de tratamento voltado para líderes e gestores, capacitando-os a
identificar, prevenir e combater danos morais e sexuais no ambiente de
trabalho. Atualmente, tais danos são responsáveis por aproximadamente 25% dos
afastamentos concedidos pelo INSS, especialmente em decorrência de problemas
como depressão e burnout. As empresas, portanto, deverão investir no
treinamento de seus líderes para que possam reconhecer e mitigar qualquer
forma de dano moral no ambiente corporativo. Além disso, será necessário
manter um canal de comunicação aberto para que colaboradores possam relatar
incidentes e contribuir para a construção de um ambiente de trabalho mais
saudável. O objetivo principal dessa mudança é reduzir o impacto de doenças
psicológicas no ambiente corporativo, promovendo o bem-estar dos
trabalhadores.
Assista: https://youtu.be/ovFw4FHBS3k
Min. Maílson da Nobrega no Simpi e os desafios das pequenas empresas
O economista e Ex-Ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, compartilhou
uma visão abrangente sobre a economia brasileira, destacando os fatores que
impulsionaram o crescimento recente e os desafios fiscais que o país enfrenta.
Ele ressaltou que, apesar das previsões conservadoras dos economistas para
2023 e 2024, o Brasil surpreendeu com um crescimento superior ao esperado,
atingindo 3,2% a 3,5% em 2023. Essa expansão econômica foi impulsionada por
medidas fiscais significativas, como a PEC da Transição, que injetou cerca de
R$200 bilhões na economia, aumentando o consumo e a geração de empregos. Em
2025, o fator relevante foi a nova política de reajuste do salário mínimo,
que passou a ser corrigido com base na inflação passada e em um ganho real
adicional. Isso resultou em um impacto expressivo na massa salarial e no
consumo, embora também tenha elevado os custos para o governo. De acordo com o
Ministério do Planejamento, essa política pode representar um aumento de
gasto de aproximadamente R$1,3 trilhão em dez anos. Entretanto, Maílson
alertou que esse cenário de crescimento impulsionado pelo setor público não
é sustentável a longo prazo. Com o esgotamento do impulso fiscal e a
necessidade de ajustes nas contas públicas, a tendência é de desaceleração
econômica a partir de 2025. A taxa de juros, que pode atingir 15% ao ano,
também deve contribuir para a redução do crédito e da atividade econômica.
Outro ponto abordado na entrevista foi a recente oscilação do câmbio. A
desvalorização do real ocorreu, em parte, devido às incertezas fiscais
internas e às expectativas sobre políticas do governo norte-americano, como
tarifas comerciais e medidas contra imigração. No entanto, quando algumas
dessas ameaças não se concretizaram, os investidores refizeram suas apostas,
e o dólar perdeu força frente ao real. Ainda assim, a possibilidade de novas
tensões comerciais internacionais e desafios fiscais internos podem gerar
novas pressões sobre o câmbio no futuro. Sobre as perspectivas de longo
prazo, Maílson da Nóbrega destacou que o Brasil está caminhando para uma
grande crise fiscal devido à rigidez orçamentária. Atualmente, 96% dos
gastos primários federais são obrigatórios, abrangendo previdência, saúde,
educação, folha de pagamento do funcionalismo e outros compromissos
constitucionais. Com isso, sobra pouco espaço para investimentos e ajustes
necessários na gestão econômica. A projeção é que a relação dívida/PIB
continue crescendo, o que pode comprometer a solvência do país e levar a uma
crise mais grave. Apesar do cenário desafiador, o economista acredita que
crises também podem gerar oportunidades. A história econômica brasileira
mostra que momentos de instabilidade frequentemente impulsionam reformas
estruturais. Ele citou três momentos decisivos: as reformas do governo Castelo
Branco em 1964, que modernizaram o sistema financeiro e tributário; o Plano
Real, que estabilizou a economia após anos de inflação elevada; e as
reformas do governo Temer, que trouxeram avanços na legislação trabalhista e
na gestão das estatais. Maílson fez ainda uma reflexão sobre a necessidade
de planejamento e decisões estruturais para evitar um colapso fiscal no
futuro. O economista destacou que o Brasil tem potencial para reverter os
desafios econômicos por meio de reformas que melhorem a produtividade, atraiam
investimentos e garantam maior equilíbrio fiscal.
Assista: https://youtu.be/jLBmAfkhoUg
Contrata+Brasil apresenta dificuldades e
lentidão na implantação
A plataforma Contrata+ Brasil, lançada neste mês pelo governo federal,
com a promessa de ampliar a participação de MEIs (Microempreendedor
Individual) nas compras públicas e que deve ajudar as prefeituras de cidades,
que serão as principais beneficiadas pela facilidade de contratação de serviços.
O que está ocorrendo é que o processo para implantação está muito lento,
pois existem dificuldades que vão desde encontrar empresas terceirizadas nos
municípios, até o fato dos empreendedores individuais tomarem ciência do
sistema muito lentamente. Para superar as primeiras dificuldades imaginam fazer
registros de preços fornecendo aos
Mei’s a possibilidade par
que apresentem o valor que cobram por
determinados serviços. Desta forma utilizando sistema que atue de forma mais
ágil e dinâmica como em um ambiente do marketplace. Outro problema e que
essas cidades também têm dificuldade para encontrar empresas terceirizadas,
uma vez que as opções de concorrência no mercado privado são reduzidas.
Assim, o Contrata+ permitiria um leque mais amplo de fornecedores para as
prefeituras inclusive de outras cidades.
Assista: https://youtu.be/EZI-rG59j-U
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