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Neste ritmo vão tirar a pele do contribuinte


Vanderlei Oriani  - Gente de Opinião
Vanderlei Oriani

A questão de aumento de impostos, que tira o sossego dos brasileiros e dos rondonienses, somente pode nos dar uma certeza: os governantes e a classe política parecem incapazes de ver o absurdo do tamanho e da voracidade da máquina estatal brasileira. Começa pelo governo federal que, como fez promessas irreais, precisa encontrar recursos para enfrentar o aumento dos ministérios e dos gastos sociais. Não importa o que façam ou que o digam, o que fica claro, a partir mesmo das palavras do ministro da Fazenda, Haddad, é a necessidade de, a qualquer custo, prover a arrecadação prevista de R$ 28,9 bilhões. E, para isto, vale até bizarramente taxar  9,2% sobre o óleo cru, para arrecadar R$ 6,6 bilhões em quatro meses. Nem se importam com os efeitos colaterais, como a malfada tentativa de para mitigar os impactos do preço dos combustíveis a partir da redução no preço da  Petrobras. Só esta brincadeira resultou numa desvalorização da empresa de R$ 14,9 bilhões em um dia, com  queda de 4,39% nas ações ordinárias e de 3,48% nas preferenciais. O mau exemplo do governo federal, porém é acompanhado por comportamento similar dos estados e municípios, que estão procurando, na esteira dos combustíveis, aumentar outros impostos em cadeia e, pior, todos sobre o consumo. Ninguém explica é como o consumidor, principalmente os que vivem de salários, que quando muito recebem apenas a recomposição da inflação ou 1 ou 2% a mais, poderão arcar com esta enxurrada de aumento de impostos. Aqui, em Porto Velho, circula a versão de que o Imposto Territorial Urbano, o IPTU, teria tido um aumento de 30%. Ninguém sabe ao certo porque, de fato, os carnês ainda não foram liberados, porém existem empresários que procuraram se antecipar para prever os custos e tomaram um susto: dizem que em alguns imóveis o aumento ultrapassa 100%! Também já anunciaram aumentos sobre autopeças, sobre bebidas e, de fato, com uma inflação maior, tudo aumenta tanto que até na Páscoa já se comenta que o chocolate deve tomar o lugar dos ovos porque estes estão muito mais caros. É por tal razão que há um enorme receio sobre o futuro. Embora Rondônia tenha tido a 3ª menor taxa de desemprego e a 1ª da região Norte, nós estamos no Brasil. E, em janeiro, mesmo o país tendo uma abertura líquida de 156,5 mil empresas com o início de 357,9 empresas. Outras 201,4 mil foram fechadas. E o saldo de janeiro representa uma queda de 23,1% na comparação de igual período de 2022, quando foram criados 203,5 mil novos negócios. O menor ritmo reflete e endossa a perspectiva de se ter um produto interno bruto mais baixo do que o esperado em 2023. E os impostos só aumentando. Afora a maior oneração sobre bens essenciais, a majoração de tributos sobre o consumo aumenta a injustiça social, pois a parcela da população com menor poder aquisitivo consome mais em proporção à sua renda. E tudo caminha com novas propostas que geram maior aumento de carga tributária. Só nos resta mesmo é reclamar e recordar de Millôr Fernandes, que, sabiamente, dizia “Me arrancam tudo à força e depois me chamam de contribuinte.”

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