Terça-feira, 18 de fevereiro de 2025 - 14h15
ENTREVISTA
Repercutiu a entrevista do
ex-secretário da Casa Civil, Júnior Gonçalves, em que discorre sobre os seis
anos em que ocupou a pasta de articulação do Governo de Rondônia. Articulador
da reeleição de Marcos Rocha, presidente do União Brasil, amado pelos colaboradores
e odiado por colegas de posto similar. Junior em vinte e quatro horas saiu do
céu para o inferno governamental. Todo poderoso entre os auxiliares de Marcos
Rocha, um dia após a exoneração, foi impedido de entrar no palácio do Governo
para recolher seus pertences. A ordem era barrar seu ingresso à Casa Civil, mas
obteve autorização devido à interveniência do irmão Sérgio Gonçalves
(vice-Governador). Na sua primeira entrevista pós demissão, Junior discorreu
com muita sobriedade sobre seus anos de governo e os fatos constrangedores no
seu retorno às dependências da Casa Civil para uma efusiva despedida.
CONSTRANGIMENTO
Júnior revelou que seu retorno à Casa
Civil um dia após a demissão tinha como objetivo recolher pertences e agradecer
a cada colaborador da pasta pelos anos de trabalho e parceria. Como todas as
senhas de acesso aos computadores já estavam canceladas não necessitava passar
pelo constrangimento de ser escoltado por quatro soldados durante o pouco tempo
que retornou ao mesmo local que por seis anos exerceu as funções políticas de
articulador do governo e anteparo político de Marcos Rocha. “Foi um
constrangimento desnecessário e desrespeitoso”, desabafou Júnior nesta única
entrevista na condição de ex todo-poderoso do Governo de Rondônia.
MÁGOA
Embora tenha dito publicamente que não
cultiva ódio nem revolta com as pessoas no âmbito do governo que conspiraram
pela sua derrocada, em privado demonstrou mágoas de colegas secretários que, na
sua opinião, nutrem um amor platônico por ele, a exemplo de Elias Resende
cotado para substituí-lo na Casa Civil.
GRATIDÃO
Mesmo sendo humilhado publicamente por
ordem do governador que determinou que fosse barrado no Palácio, Gonçalves
revelou que é grato ao governador e à primeira-dama (Luana) por ter lhe confiado
por seis anos consecutivos a condução de articulador político do estado e
coordenador geral da gestão governamental. Reservou à primeira-dama as palavras
mais substanciais de gratidão e ao governador apenas um agradecimento formal
para não fugir à regra.
UB
Segundo Júnior Gonçalves, deixa o
governo, mas fica ativo nas articulações políticas na condição de presidente
estadual do União Brasil, o mesmo partido que o governador está filiado e
pretende ser candidato a senador em 2026. Apesar de que exista um movimento
liderado por Marcos Rocha para que a executiva nacional do União Brasil
intervenha no diretório rondoniense e dê mais um pé na bunda de Júnior
Gonçalves, o ex-chefe da Casa Civil continua firme na direção do partido uma
vez que seu mandato vai até 2027. Sabe que os desafetos vão insistir em
destituir a executiva regional do partido, mas promete resistir a todos,
inclusive judicializando qualquer tentativa de nova direção.
MANOBRA
A coluna apurou que nas últimas 72
horas está havendo uma pressão enorme dos emissários do governador sobre os
membros do diretório estadual do União Brasil para que renunciem dos cargos que
ocupam, em mais uma investida inexorável para tomar na mão grande o UB de
Júnior Gonçalves. Pelo que a coluna apurou, além das pressões normais em
prefeitos da legenda, há supostas ameaças de exoneração aos diretorianos que
exercem cargos comissionados. Toda essa manobra de defenestração em surdina
possui razões óbvias: com a legenda sob os domínios do ex-colaborador, a
candidatura ao senado de Marcos Rocha passa a ser apenas um desejo que a
realidade imposta por Júnior Gonçalves pode torná-la uma miragem.
EXONERAÇÕES
Uma fonte da coluna com assento nos
arredores do gabinete governamental informou à coluna que a exoneração das
pessoas próximas a Júnior Gonçalves é questão de tempo, inclusive de novos
secretários. Na Casa Civil vai ocorrer um rapa, segundo apuramos, visto que a
equipe é da confiança do ex-mandatário e não do governador. Com a demissão do
capitão da tropa do coronel Rocha, uma insegurança enorme se abateu sobre os
demais secretários, uma vez que há quem defenda uma caça às bruxas no âmbito
governamental para que todos aqueles que se relacionaram mais profundamente com
o secretário demitido também seja posto no olho da rua.
FRITURA
Em conversa reservada com este
cabeça-chata um parlamentar com trânsito nas entranhas do governo nos revelou
que começou uma fritura em direção aos titulares das pastas de educação,
comunicação, segurança, DER e turismo. A chapa tem sido alimentada pelo fogo
amigo, embora o governador não tenha sinalizado que servirá no cardápio
político os nomes destes colaboradores, especialmente porque anda recluso, após
afastar seu capitão da tropa.
ENTREVISTA II
Na quinta-feira vai ao ar pelo canal
Resenha Política, site Rondônia Dinâmica e nas nossas plataformas do Instagram
e YouTube a entrevista do prefeito da capital Léo Moraes – aliás a programada
para estrear nosso podcast que foi permutada pela de Júnior Gonçalves por
razões editoriais. Durante sessenta minutos Léo fala sobre tudo e todos sem
filtros. Revela como recebeu a prefeitura sem se deixar levar por ódios nem
revanches, explica a forma pela qual pretende gerir a saúde municipal e fala
sobre o futuro político (possível candidatura a governador).
ENTREVISTA III
É uma entrevista séria e com um humor
nunca exposto por Léo Moraes, no espírito do projeto do podcast que
entrevistará todas as autoridades e pessoas sem amarras nem combinação. Ligado
em 220, Léo dá um show de leveza e sentimentalismo. Portanto, quinta-feira, às
nove, assistam o segundo podcast Resenha Política como se fosse a primeira que
estava programada.
AGENDA
Já estão sendo contactados os senadores
Confúcio Moura e Marcos Rogério para que digam quem sai a governador e a
senador. Embora a coluna aposte hoje que ambos vão se enfrentar pelo Governo de
Rondônia em 2026. Contatamos também Fernando Máximo e Lúcio Mosquini para que
abram o jogo sobre o futuro. Agendamos o vereador Ibiza que tende a ser
uma entrevista esclarecedora sobre seus vídeos polêmicos e gravaremos no
próximo sábado com o secretário estadual de obras Elias Resende, principal
desafeto de Júnior Gonçalves e cogitado para substituí-lo, além do presidente
do Tribunal de Justiça, desembargador Raduan Miguel. O podcast será veiculado
todas às terças e quintas-feiras, às nove horas. Em razão do podcast, nossa
coluna publicada por vários sites nas terças-feiras passará a ser publicada às
segundas-feiras.
ZÉ DIRCEU
Por quatro horas bati um papo
descontraído com José Dirceu, um dos principais líderes do PT e de várias
pessoas, independentemente das questões ideológicas. Aos 79 anos, Zé está tão
lúcido quanto há quarenta anos. É um deleite conversar com alguém com a cultura
e a verve do líder petista. É também uma pessoa afável e de uma tranquilidade
tibetana. O cara desperta paixões e ódios. Mas passar quatro horas papeando com
ele é para poucos. Ainda mais regado a generosos goles de vinho servido na
residência do rondoniense Andrey Cavalcante que, aliás, é um amigo dileto de
José Dirceu. Tudo testemunhado por várias outras autoridades, em particular um
ministro do STJ. Uma noite inesquecível para este cabeça chata durante a
comemoração do aniversário de Andrey. No dia seguinte Zé enviou um zap para
este cabeça-chata informando que me enviaria seu livro autografado.
Houve uma comemoração grande pela demissão de Junior Gonçalves
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