Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025 - 08h50
É
natural que se espere muito da nova edição dos Diálogos Amazônicos, webinar da Fundação
Getúlio Vargas por sua Escola de Economia (SP). Com a presença de especialistas
sempre com algo importante a dizer – Tereza Campello, do BNDES, ex-ministra do
Desenvolvimento Social, e Gustavo Igrejas, secretário de Desenvolvimento
Econômico do Amazonas – a jornada deste final de fevereiro tem como pauta as
estratégias para a região.
A
Amazônia, por seu potencial e necessidades, é sinônima da palavra “crise”,
descrita pelos chineses por dois caracteres que significam aproximadamente
perigo e oportunidade. A julgar pelas tragédias ocorridas na floresta, é
impossível negar que ela tem perigos. Pelas descobertas diárias de maravilhas
passíveis de trazer riqueza via desenvolvimento bioeconômico, provavelmente a
Amazônia seja o maior manancial de oportunidades da Terra.
Um
dos fatores estratégicos essenciais, nesse caso, é focar na segurança, por meio
da regularização fundiária urbana e rural e pela oferta de condições para as
comunidades locais escaparem ao canto de sereia do crime organizado. Fora
disso, haja tiroteios.
Muitos
políticos que prometem lutar pela segurança são eleitos, mas a situação do
setor só piora, porque a segurança vem mais do bem-estar da população que da
repressão. A baixa criminalidade na China vem do dinamismo da economia e não da
matança de gente miserável enredada pelo crime organizado
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Faísca atrasada
Com
a faísca atrasada na defesa das causas rondonienses, os políticos e lideranças
de entidades representativas do estado só resolveram agir de última hora e por
isto não conseguiram barrar a licitação para a duplicação da BR 364, na última
quinta-feira, com a cobrança de um pedágio salgado para a população. Bancada
federal, Assembleia Legislativa, câmaras de vereadores, prefeitos, governador e
senadores ficaram devendo mais esta. Vamos ver o que ainda é possível fazer, já
que pelas contas vigentes, um caminhoneiro vai pagar de pedágio R$ 1000,00 no
trajeto Porto Velho-Vilhena. Ida e volta R$ 2mil. É coisa de louco!
A melhor largada
Do
que acompanho desde 1980 em Porto Velho, Leo Moraes (Podemos) teve a melhor
largada, os melhores primeiros dois meses de gestão com relação aos prefeitos
da capital. O levantamento é com relação aos prefeitos eleitos, a partir de
1985, com Jeronimo Santana. Mesmo Roberto Sobrinho, que teve uma excepcional
gestão e por isto foi reeleito, a largada não foi tão boa, com problemas
iniciais. Também Hildon Chaves, eleito e reeleito não teve uma largada tão boa.
Chiquilito Erse nos seus primeiros dois meses de administração teve que
organizar a casa.
Bons antecedentes
Com
bons antecedentes em termos de eficiência como vereador, deputado estadual e
deputado federal, Leo Moraes começou sua trajetória já corrigindo algumas falhas
do seu antecessor. Hildon Chaves, por exemplo, via a questão da segurança
pública algo exclusivamente das esferas estadual e federal; Não é. Também na
saúde, Hildão falhou, onde poderia ter colaborado mais com a fracassada gestão
da saúde da esfera estadual. Mas isto não cancela do tucano o título de um dos melhores
prefeitos da história de Porto Velho, com grandes obras realizadas, como o
terminal rodoviário.
Grande campeão
Hildon
deixou o Prédio do Relógio, como o grande campeão entre todos os alcaides de
pavimentação, regularização fundiária, de urbanismo, onde como o Chico Praça,
cuidou bem dos logradouros públicos, e da habitação com a entrega de centenas
de casas populares e, ainda por cima, até doava seus salários para as entidades
assistenciais. Difícil um prefeito assim. Um baita legado. Uma gestão com
rodoviária nova e o Complexo da Estrada de Ferro restaurada para visitação
pública. O cara acertava no macro e errava no micro. Explico: errou na definição
dos permissionários da rodoviária deixando os antigos a própria sorte e na ávida
cobrança de entrada na EFMM.
Poder feminino
A
disputa pelas cadeiras a Câmara dos Deputados em Rondônia vai ficar bem
congestionada nesta temporada de 2026. Senão, vejamos, Além de Ieda Chaves (União
Brasil-PVH), Joliane Fúria (PSD-Cacoal), Mariana Carvalho (União Brasil), a
deputada federal Cristiane Lopes (União Brasil), temos a vereadora de Porto
Velho Sofia Andrade, uma liderança emergente, que vem se destacando nos meios
conservadores já se prepara para a peleja. O PT também garimpa um nome, o mais
comentado é o da deputada estadual Claudia de Jesus (Ji-Paraná), mas também tem
Fátima Cleide bem votada no pleito passado..
Ex-governadores
Nossos
ex-governadores, exceto aqueles já falecidos como Jeronimo Santana, Ângelo
Angelim, Jorge Teixeira, ainda estão na ativa politicamente. Uns mais atuantes,
outros pendurando as chuteiras. Oswaldo Piana, residindo no Rio de Janeiro, está
afastado da política. José Bianco é uma presença ativa no PL. Valdir Raupp
sempre percorrendo o estado é um provável candidato a Câmara dos Deputados. Ivo
Cassol, conquistando a elegibilidade é favorito para voltar ao Palácio Rio Madeira.
Confúcio Moura, cumprindo mandato no Senado ganha força no interior para
disputar novamente o governo estadual.
Vices na ativa
Também
os vices-governadores que assumiram a titularidade, casos de João Cahula que
era vice de Ivo Cassol e Daniel Pereira, que foi vice de Confúcio Moura, estão
ativos politicamente. Temos outros que
se dedicam agora as atividades empresariais do agronegócio, casos de Assis
Canuto (vice de Piana) e Airton Gurgacz (foi vice de Confúcio no seu primeiro
mandato) ou se tornaram donos de renomados escritórios de advocacia, caso de
Orestes Muniz, que foi vice de Jeronimo Santana, sempre lembrado para eventuais
pelejas eleitorais. Muitos querem ele disputando o governo estadual em 2026, já
que é um nome palatável para todos os credos, esquerda, direita, centro.
Via Direta
*** Em pleno carnaval, com as atividades
políticas mais reduzidas, se vê apenados com tornozeleiras pulando as Folias de
Momo. É coisa de louco, torcida brasileira. Onde vamos parar? *** De olho na sucessão
de Lula os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas
Geais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Junior (Paraná) já se movimentam nos
bastidores *** Não falam muita coisa,
mas todo não tem interesse na anistia de Jair Bolsonaro *** Caiado já antecipou
o lançamento de sua candidatura presidencial para abril ***Entocado na sede
da AROM, o ex-prefeito de Poro Velho Hildon Chaves vai se planejando para disputar
as eleições do ano que vem.
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