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Carlos Sperança

Importantes causas rondonienses não foram para frente nos últimos anos


Importantes causas rondonienses não foram para frente nos últimos anos - Gente de Opinião

Sem brutalidade

Com as frequentes notícias de bombas caindo e tiros disparados sufocando os gestos humanitários, as razões para contentamento se reduzem. O líder russo Vladimir Putin desafiou seu colega americano, Joe Biden, para um duelo de mísseis na Ucrânia, como se estivessem em pleno faroeste, no papel de pistoleiros que se enfrentam ao pôr-do-sol.

Melhor fariam se usassem os bilhões de dólares investidos em tecnologia assassina para entregar alimentos, remédios e abrigo aos que sofrem nas áreas de conflito, mas causar dor e desconforto continua a prioridade dos líderes políticos que preferem ser temidos como guerreiros a ser amados como benfeitores.

Raro momento em que a satisfação vence a tristeza vem do filme curta metragem “Amazônia, nosso Bem Viver” (https://x.gd/GBRV8), lançado pelo programa Amazônia Bem Viver: Comunidades Resilientes, desenvolvido em parceria com a Cáritas Alemanha e financiamento do Ministério Federal de Cooperação e Desenvolvimento Econômico do governo alemão.

O sentimento que brota dos depoimentos, celebrando conquistas das comunidades ribeirinhas, é o da vocação para a solidariedade e invencível disposição para reivindicar e obter conquistas. O foco do filme é o Acordo de Pesca obtido pela ampla mobilização dos ribeirinhos. Sem bombas, sem tiros, apenas com diálogo e boa vontade.

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O enfrentamento

As forças de segurança de Rondônia, se uniram as autoridades do Ministério Público de Rondônia, seguindo com novas operações para desentocar o PCC das suas tocas, montadas nos grandes complexos habitacionais de Porto Velho. Na quinta-feira foi a vez de atacar de rijo, uma das facções mais bem montadas em Rondônia instalada no conjunto Morar Melhor, onde os traficantes operavam um escritório do crime que foi desmantelado. Lá, como nos morros do Rio de Janeiro, nas baixadas fluminense e santista, nos morros de Salvador e de Belo Horizonte, estava tudo dominado pelo crime. Dezenas de moradores chegaram a ser expulsos para os criminosos venderem seus apartamentos. Os imóveis estão sendo devolvidos para os verdadeiros proprietários,

As bandeiras

Importantes causas rondonienses não foram para frente nos últimos anos. As lideranças políticas locais têm fracassado sucessivamente. Senão vejamos: a bandeira dos rondonienses por mais oferta de voos e redução das tarifas aéreas? A peleja pela pavimentação da BR 319? A duplicação da rodovia 364, que corta Rondônia de ponta a ponta, de Porto Velho a Vilhena? A implantação da rede de abastecimento de agua e sistema de coleta de esgoto na capital? Início das obras da Usina hidrelétrica de Tabajara, em Machadinho do Oeste? A construção da rodovia, paralela à BR 364 em Rondônia,  que é a Estrada Norte Sul? E por aí vai.

A regionalização

Se as contas das principais causas rondonienses forem regionalizadas, chegamos à conclusão de que a região mais prejudicada pela falta de ação da classe política seria Porto Velho. É a capital rondoniense a grande prejudicada pela crise aérea, pela falta do sistema de águia e esgoto, pelo fracasso da construção do Heuro Hospital, entre tantas outras providências cobradas pela população. Nossos representantes só pensam no próprio umbigo como nomear parentes, compadres para cargos públicos, rachar recursos de emendas parlamentares com empreiteiras, sem contar as rachadinhas que funcionam  a todo vapor em todo o país.

A novidade

A Câmara de Vereadores de Porto Velho resolveu inovar nesta temporada na posse dos seus 23 vereadores  que será realizada com pompa e circunstância nas dependências do Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, logo no primeiro dia do ano. Medida elogiável, não só pelo contexto histórico – afinal a cidade nasceu ali – mas como pelo prestigio atribuído ao necessário resgate da região que perdeu força nos últimos anos. A decisão mostra que os vereadores estão bem antenados com os anseios daquela população sofrida já abrindo 2025 com o pé direito.

Grandes desafios

Vem aí um novo ano repleto de desafios para os rondonienses. Temos a comemorar, de um lado o sucesso das gestões do governador do Marcos Rocha (União Brasil) e do prefeito Hildon Chaves (PSDB) no campo da economia. Tiveram uma travessia difícil com a pandemia da covid no segundo estado mais atingido pela moléstia no País, mas souberam segurar o rojão. Tanto o governo estadual como a esfera municipal concluem o ano de 2024 com as contas em dia, o pagamento do funcionalismo rigorosamente em dia e com muitas obras conjuntas. Mas a bancada federal ficou devendo.

Novo hospital

Com a tentativa de construir o Heuro hospital na Zona Leste de Porto Velho frustrada, depois de anos de enrolação, o governo de Rondônia estuda agora a compra de um hospital para atender as demandas do tão criticado João Paulo II. A primeira aquisição de hospital, na gestão do governador Marcos Rocha renderam denúncias – lembram do caso do Regina Pacis? - e existem pendencias até hoje na justiça sobre os valores pagos naquela época. Sabe-se que o estabelecimento hospitalar escolhido agora fica na região central, na contramão da maioria da população da capital que reside nas zonas Leste e Sul. Mais dias de confusão pela frente...

Via Direta

*** A prefeitura de Porto Velho concedeu justa homenagem ao popular Bedin, como nome da revitalizada praça da nova rodoviária. Falecido durante o ano de câncer, ele era uma pessoa extremamente querida na capital rondoniense *** Os principais rios do Amazonas e do Acre estão subindo já indicando a normalidade tão esperada depois de um verão sofrido nestes dois estados com secas angustiantes *** Que os interessados fiquem de barbas de molho, cabelos em pé e suas antenas bem ligadas com estas promoções de vendas com grandes descontos da Caixa Econômica Federal *** Muitos imóveis arrematados nos últimos anos tiveram decisões judiciais revertidas. Além destes muitos imóveis retomados pela CEF ainda estão ocupados.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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