Quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025 - 07h55
O
escudo era um apetrecho obrigatório para o guerreiro de antigamente, quando
ainda se lutava com espadas. Depois de quase cinco séculos desde a suposta
“descoberta” da Amazônia, período em que a floresta foi atacada de todas as
formas e pelos mais diversos guerreiros armados, eis que finalmente surge a
ideia de um trilhão de dólares: dotar a Amazônia de um escudo para se proteger
dos ataques altamente lesivos cometidos pelo crime organizado, tanto por suas
versões sangrentas quanto pelas manhosas, que tramam por dentro da política.
O
escudo consistirá em criar uma espécie de forte, não como aqueles que viraram
ruínas e peças de museus, mas uma estrutura de desenvolvimento econômico
aplicada à faixa de fronteira formada pelos estados de Rondônia, Acre, Amapá,
Amazonas, Pará e Roraima. Proporcionar ganhos reais (e substanciais) aos
amazônidas será certamente um escudo de guerreiro vencedor.
Mas
para chegar a essa esperada vitória, entretanto, será preciso, além do escudo, uma
espada poderosa, cuja forja depende de governos livres do monstrengo limitante
da polarização para concentrar esforços na receita que deu força e renda ao
povo chinês: “Não importa a cor do gato, desde que ele cace o rato”. O Brasil
precisa aprender que se não vencer com a espada da união de esforços as
ratazanas que o ameaçam elas continuarão fazendo os países e povos amazônicos
de trouxas – e trouxas pobres.
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A precipitação
O
vice-governador Sergio Gonçalves, estimulado por aliados se atira na campanha
ao governo do estado, com reuniões políticas para marcar posição e não deixar o
concorrente Fernando Máximo criar asas no seio governista. Vejo precipitação
dos seus articuladores. É um lançamento prematuro. Gonçalves tem um longo
caminho para ser confirmado como candidato e isto passa pela sua posse no lugar
do atual governador Marcos Rocha em meados do ano que vem. Lembro que sempre
que vi políticos se precipitando assim nos lançamentos eles tubularam
gloriosamente.
Racha governista
Quanto
a eleição de 2026, o governo estadual de Rondônia está rachado como uma
melancia em pedaços. Um grupo político quer como candidato ao CPA o vice Sergio
Gonçalves, que assumirá a titularidade em 2026, e uma outra fatia já está
comprometida com o lançamento da candidatura do deputado federal Fernando
Máximo, que teria apoio do governador Marcos Rocha ao governo estadual. É histórico:
quando os governistas racham deste jeito acabam levando pau nas urnas pela oposição.
Uma situação conveniente para os oposicionistas Marcos Rogerio (Jipa), Confúcio
Moura (Ariquemes) e Hildon Chaves (Porto Velho)
Lance arriscado
A
degola do chefe da casa civil Junior Gonçalves, é um lance arriscado do governador
Marcos Rocha. Ocorre Junior é presidente estadual do União Brasil e irmão do
vice-governador. Ambos têm o controle do partido e para Marcão ser candidato ao
Senado vai precisar do controle da legenda. Vejo Rocha em apuros: quer Fernando
Máximo candidato a governador, mas quem vai assumir o governo estadual no ano
que vem é Sergio Gonçalves que já anunciou sua candidatura. E os manos Gonçalves
tem o controle do União Brasil. Que enrascada.
Pires na mão
Prefeitos
e secretários municipais de todo o País, se apesentaram em Brasília, de pires
na mão, num encontro com as esferas federais. Os municípios estão carentes de
recursos e com isto, além do encontro marcado com Lula os alcaides vão percorrer
os Ministérios e os gabinetes dos deputados federais e senadores em busca de recursos
de emendas do orçamento. Em Rondônia, ao logo do tempo alguns prefeitos tiveram
sucesso na captação destes recursos, casos de Chiquilito Erse e Hildon Chaves
em Porto Velho, Divino Cardoso e e Fúria em Cacoal, Jesualdo Pires e Bianco em
Ji-Paraná, Alex Testoni em Ouro Preto, Confúcio em Ariquemes entre outros.
Em cima do muro
O
PSDB ainda não se definiu e chutou para o meio do ano uma decisão em torno de
uma fusão ou incorporação com outra legenda. Mesmo em decadência, e isto se viu
nos últimos pleitos eleitorais, os tucanos querem mais espaço numa futura
composição. De um lado, o PSDB de Marconi Perilo, seu presidente nacional,
namora, o PSD, de Gilberto Kassab. De outro, flerta com o MDB que tem na sua presidência
nacional o deputado federal Baleia Rossi, pau mandado do ex-presidente Michel
Temer. Os tucanos seguem em cima do muro. Como é difícil um tucano sair do
muro...
Via Direta
*** Humilhados, e como aquelas
andorinhas com as asas quebradas e cheias de dor, os imigrantes ilegais
rondonienses estão chegando depois de voos fretados pelos americanos. Viajam
como criminosos, algemados e acorrentados, como se viu na TV *** O inverno amazônico,
a nossa estação das chuvas chegou ao auge em Porto Velho e com isto as famílias
atingidas pelas alagações se revoltam contra os prefeitos e o governador de
plantão *** Uma situação que ainda vai
acontecer com muitos prefeitos e governadores até ser solucionada. A coisa vai
longe *** Os garimpos no sul do Amazonas e em Rondônia se transformaram em
antros de traficantes e refúgio para os piratas do Madeira. É coisa de louco!
Temos conspirações para todos os gostos e credos nos partidos políticos
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