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Carlos Sperança

Os comandos do PSD e do União Brasil estão sob ataque em Rondônia


Os comandos do PSD e do União Brasil estão sob ataque em Rondônia - Gente de Opinião

A grande arma

O combate às diversas modalidades de crimes ambientais, além de ser dificultado pelas condições geográficas peculiares das áreas atacadas pelo crime organizado, sofre os efeitos do apelo econômico às famílias pobres. O crime lhes oferece rapidamente o que o Estado deixou de entregar em séculos.

O garimpo criminoso e a retirada ilegal de madeira são dois fatores apontados pelo coordenador-geral de Proteção da Amazônia, Meio Ambiente e do Patrimônio Histórico e Cultural da Polícia Federal, Renato Madsen, como opções de sobrevivência para as comunidades pobres. O ponto crucial, nesse caso, é que crime é aceito e ganha apoio popular como fator de progresso, mesmo que na verdade traga a destruição e mais miséria para o futuro dessas comunidades.

É fato que as organizações criminosas se aproveitaram da repressão imposta no passado ditatorial para se introduzir no aparelho do Estado, eleger parlamentares e amarrar as polícias, mas em 40 anos de democracia formal as teias limitantes já deveriam estar limpas e a distribuição de renda deveria ter alcançado os povos que vivem nos mais remotos pontos do país.

Por todos os ângulos que se observe, hoje o problema que mais aflige pobres, ricos e remediados é a criminalidade. Sendo a pobreza a grande arma do crime para atemorizar o país, cabe erradicá-la onde ela é usada por interesses antinacionais contra os interesses do conjunto da população.

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Os presidenciáveis

Os presidenciaveis 2026 já se movimentam para as eleições do ano que vem. Mesmo sendo hostilizado pelo mandachuva Jair Bolsonaro o governador de Goiás, Ronaldo Caiado é o primeiro a anunciar o lançamento da sua candidatura ao Palácio do Planalto, na Bahia, no mês de abril. Com toda certeza, o ex-presidente vai mover seus pauzinhos para sabotar o evento. No próprio União Brasil, partido de Caiado, existem lideranças bolsonaristas já determinadas a promover a rejeição desta postulação presidencial. As brigas políticas prometem começar mais cedo nesta temporada.

Em disputa

MDB e o PSD disputam a adesão do PSDB para uma eventual fusão para as eleições do ano que vem. Os tucanos vão decidir em encontro nacional no meio do ano os rumos que serão tomados. Como é do seu DNA, muitas lideranças tucanas estão em cima do muro. Outro entrave é que no caso do PSDB, o partido tem um presideciável para a peleja 2026, que é o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sendo que o PSD, por enquanto firma o pé com o governador do Parará, Ratinho Junior. Nos estados, o PSD tem a preferência dos tucanos para uma composição.

Deixando saudades

Até parece que foi ontem, mas na última terça-feira, dia 25, completaram 25 anos do falecimento de um dos fundadores deste Diário, o jornalista Emir Sfair, que comandou a epopeia do lançamento deste rotativo em 1993, ao lado de Valdir Costa, Natalino, Mauro Sfair, o saudoso Bedin, Marcos Grutzmacher, Bosco Golveia, Ana Aranda, Ildefonso Valentin, Marcelo Freire, Marcelo Reis,  e tantos outros nomes conhecidos na imprensa rondoniense que já não recordo com minha memória tão deteriorada. Emir deixou saudades e um bom exemplo e até hoje é lembrado com carinho.

Comandos cobiçados

Os comandos do PSD e do União Brasil estão sob ataque. São as legendas partidárias mais cobiçadas pelas lideranças estaduais para disputar o Palácio Rio Madeira e as duas cadeiras ao Senado nas eleições do ano que vem. Curiosamente seus dirigentes, os manos Gonçalves (União Brasil) e Expedito Junior (PSD) estiveram recentemente em Brasília confirmando suas respetivas permanências nos diretórios estaduais, mas o que vale mesmo para assumir os partidos são as presenças de deputados federais, pois com base neles que é dividido o butim do fundão eleitoral. Como nem Junior, tampouco Sergio Gonçalves são deputados federais, e também Expedito Junior está fora da Câmara dos Deputados, estão sujeitos a perderem o controle das suas legendas.

Combate a violência

Não tem como reduzir os índices de violência e criminalidade em Rondônia sem asfixiar o tráfico de drogas e de armas já na fronteira com a Bolívia. Nossos presídios estão abarrotados de traficantes e a coisa não se ajeita. As facções criminosas estão se infiltrando na política para ganhar licitações. E tratando-se da capital, Porto Velho, como reduzir a violência com centenas de ladrões, estupradores, latrocidas, assaltantes e arrombadores nas ruas, soltos, foragidos e desobedecendo os limites impostos pelas tornozeleiras eletrônicas? Não existe controle de nada. É uma casa da mãe joana e a bagunça só aumenta ano a ano.

Via Direta

*** O comercio lojista começa a dar sinais de vitalidade no centro histórico de Porto Velho, no entanto as lojas desocupadas na Av. 7 de Setembro seguem vazias a esperando os próximos clientes *** PCC, Piratas do Madeira, Familia do Norte e Comando Vermelho aguardam ansiosamente a retirada da força nacional em Porto Velho para voltarem a ativa com mais intensidade. Muitas execuções entre as facções já estão voltando *** Seria interessante prorrogar a presença destes efetivos enquanto a segurança pública rondoniense se estrutura para enfrentar as poderosas facções bolivianas, peruanas e colombianas instaladas na Amazônia.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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