Quarta-feira, 2 de abril de 2025 - 08h20
O
Brasil vive a transição envergonhada do presidencialismo xucro dos anos 1930 a
1980 para uma versão parlamentarista mitigada – o semipresidencialismo. O
antigo presidencialismo, que Jair Bolsonaro tentou reencarnar sem sucesso e em
seu terceiro mandato o presidente Lula da Silva também não consegue retomar,
era caracterizado pelo imenso poder pessoal do presidente, simultaneamente
chefe da Nação, do Estado, das Forças Armadas e dos partidos que o sustentavam,
completado pelo Judiciário acovardado diante de tamanho poder.
Com
o semipresidencialismo minando o poder presidencial, em uma desesperada
tentativa de resgatar o período em que reinava com aprovação próxima dos 90%, o
presidente nomeou a ministra Gleisi Hoffmann para negociar a transição na base
da sabedoria mineira – nem tão rápida que pareça medo, nem tão devagar que
pareça confronto. Por isso a ministra, em seu primeiro pronunciamento dirigido
ao Congresso, chamou o deputado Hugo Motta, chefe da Câmara Federal, de “meu presidente”.
No
período entre 2019 e 2022, toda vez que disparava o desmatamento na Amazônia se
dizia que era a devastação do Bolsonaro. Hoje se diz que é o desmatamento do
Lula. São menções imprecisas: nem Bolsonaro nem Lula mandaram desmatar. O
desmatamento é um desafio e contê-lo é um dever do Estado, não um item
personalizável do tipo caneca do vovô.
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Casa dividida
Como
já se sabia, os vereadores de Porto Velho estão divididos entre a lealdade ao
ex-prefeito Hildon Chaves e as promessas do novo prefeito Leo Moraes. Foi o que
se constatou com a rejeição do projeto do atual prefeito para extinguir o
contrato com a Marquise Ambiental, que administra a coleta do lixo na capital
desde a primeira administração do então prefeito Chiquilito Erse no anos 90.
Todos os 23 vereadores foram eleitos na aliança da candidata Mariana Carvalho
com o prefeito tucano Hildão. Já era para Leo ter desconfiado que não está pastoreando
suas ovelhas. O pastor é outro.
Leo de joelhos
A
grande verdade é que os vereadores querem o prefeito Leo Moraes de joelhos,
como já foi feito com prefeitos anteriores e os que se rebelaram foram
ameaçados de cassação, casos de Mauro Nazif (PSB) e Hildon Chaves (PSDB).
Moraes vai precisar de muita habilidade para administrar aquele serpentário
legislativo. Os repteis tem fome de sucuri para benesses, desde a indicação de
cargos comissionados a criação de comércios, de agulha a avião para a municipalidade
através de compadres, aliados políticos e familiares. Vamos ver como é que as
melancias vão se ajeitar neste caminhão político doravante.
Barbas de molho
Quando
até o líder do prefeito n Câmara de Vereadores vota contrário a um projeto de
autoria do Poder Executivo, é porque a coisa está feia. Não se fazem mais líderes
do Executivo, como antigamente, quando a liderança do prefeito brigava, se
escabelava e urrava em favor do seu chefe. Hoje não, as lideranças agem de
acordo com seus interesses e mensalinhos. Que o prefeito Leo Moraes fique desde
já de barbas de molho com relação aos vereadores. Só um vereador votou
favorável no projeto referente a extinção do contrato com a Marquise e um
outro, ficou em cima do muro, se abstendo. Trocando em miúdos: Leo tem de
confiança um vereador e meio na Câmara Municipal.
Sem ressentimentos?
Aparentemente
o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) ainda não se manifestou sobe a campanha desencadeada
pela atual administração de Porto Velho para desmoralizar seu legado. Até
recomendou a sua esposa, a deputada estadual Ieda Chaves a apresentar emendas
destinando recursos para a nova administração. O ideal seria um arrefecimento
entre as diferenças entre o ex-prefeito e o atual e deixar o pau cantar apenas
nas proximidades das campanhas eleitorais. Todo mundo ganharia com isto,
principalmente a população. Mesmo porque se Hildão mexer os pauzinhos com os
vereadores, Leo Lion terá problemas nesta gestão. Já teve o primeiro.
Anistia em pauta
A
oposição conservadora no Congresso Nacional busca através de negociações acelerar
a pauta da amista aos vândalos de 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair
Bolsonaro pela tentativa de golpe de estado. Os partidos a direita que não
aderir a revogação das penalidades aos infratores que depredaram o Congresso
Nacional, os tribunais e o Planalto, serão considerados traidores da causa
bolsonarista. O PL, que lidera a causa do ex-presidente para que ele fature a
elegibilidade, conta com mais manifestações nas ruas em favor do ex-presidente,
assim que a questão entre em debate na Câmara dos Deputados e Senado.
As manifestações
Antigamente
petistas e bolsonaristas lotavam as plateias de manifestações convocadas. O que
se vê, desde as manifestações nos quartéis pelos bolsonaristas, é que os
manifestantes só aparecem com marmitex e transportes pagos. Em Porto Velho
tinha até churrasco. Nos casos de petistas, os sem-terra só aparecem nas tendas
das invasões, com diária paga, café da manhã e almoço e a noite voltam em seus
carros para a cidade dormir confortavelmente em suas camas. Manifestações
naturais estão ficando cada vez mais difíceis e esvaziadas. Os políticos, sejam
à esquerda ou da direita, tem que bancar as coisas em virtude da drástica
redução de manifestantes.
Via Direta
*** O ambiente em algumas localidades
ribeirinhas de Porto Velho já é semelhante ao desastre natural com a cheia de
2014. Os colonos perdendo as plantações de macaxeira, banana e animais de
criação, como porcos e galinhas *** Uma situação que vai agravar ainda mais as
condições de vida as margens do Rio Madeira, aparentemente muito assoreado *** O empresário Acir Gurgacz revelou durante
cerimônia do voto de louvor a Eucatur, na última segunda-feira, na ALERO, que a
empresa vai demorar uns 10 anos para se recuperar economicamente das consequências da pandemia
da covid *** Entre tantos atoleiros enfrentados pela empresa nos últimos 40
anos, a covid foi o mais devastador, considerou o ex-senador.
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