Sexta-feira, 10 de agosto de 2007 - 06h01
Essa do governador Ivo Cassol pedir para sair do PPS para não causar constrangimento ao partido deve ser uma piada. E desde quando político se preocupa com constrangimento? Conta, outra Ivo! Foi uma saída negociada, ou pedia o desligamento ou levava um pé. Lembram? Cassol é reincidente: já tinha sido expulso também do PSDB...
Mas o que aconteceu com o ex-senador Odacir Soares, aquele que dizia de boca cheia que o governador Ivo Cassol era um novo Teixeirão? Depois de anos nas asas do cassolismo resolveu migrar para o PMDB, a convite, do senador Valdir Raupp, presidente regional. Raupp e Odacir, como se sabe, fizeram uma boa dobradinha política nos anos 90.
Antes de sentar a ripa no raposão, que se transformou num baita pula-galho, vamos concordar que foi um dos senadores mais importantes que Rondônia já produziu. Na minha opinião, o mais produtivo. É um grande reforço para o PMDB, embora Odacir tenha sido um inimigo deste partido durante décadas, já que sua origem é a Arena, o PDS, mais recentemente PFL, PTB e PPS.
Haja cocaína
Quem acompanha as páginas policiais dos jornais rondonienses, deve estar estarrecido com tanta cocaína apreendida no estado nos últimos dias. Ocorre que Rondônia voltou a ser um dos corredores mais importantes do narcotráfico do Brasil, como nos anos 80 e 90. E não se surpreendam com a participação de figurões no pedaço: já temos uma certa tradição em escândalos desta natureza...
Esquemas de lavagens
Além da cocaína, trazendo no seu rastro o aumento a criminalidade na região, também podem ser observados alguns esquemas de lavagens de dinheiro correndo a solta. Com certeza, de uma hora para outra, teremos mais escândalos na aldeia. Até quando nossa Porto Velho continuará curva de rio, abrigando entulhos desta natureza?
Perdendo terreno
Caberá a próxima geração de políticos e desportistas resgatar a importância e a representatividade de Porto Velho no cenário estadual. Já faz um bom tempo que a capital não emplaca um governador, um presidente da Assembléia Legislativa. O último governador eleito pela capital foi Piana que também foi o último presidente da ALE eleito pela capital.
A decadência da capital não tem sido apenas na política. Seja no futebol, onde Ji-Paraná e outros municípios do interior como Jaru, já tem a hegemonia, até no boi-bumbá, onde a supremacia é de Guajará Mirim, Porto Velho só tem levado pau. O divisionismo histórico tem levado a capital rondoniense a esta performance.
Fundações de araque
Virá da saúde, se o Congresso Nacional permitir, o novo ralo para o dinheiro público. A proposta de implantar fundações para melhorar a saúde brasileira, do ministro Temporão, com certeza é sob medida para consolidar as entidades pilantrópicas que já se espalharam no Brasil inteiro. Em Rondônia a prática já é antiga.
O Censo do IBGE
O censo do IBGE em Rondônia vai confirmando muita coisa que já se sabia, como o crescimento do Vale do Jamari (região polarizada por Ariquemes), mas fatos inesperados como a redução populacional de Ji-Paraná. No caso da capital da BR tem coisa estranha: como explicar o aumento no numero de eleitores do município, a cada eleição, se a população diminuiu?
A única explicação para o caso de Ji-Paraná reduzir a população mas continuar elevando seu eleitorado, seria o fato destes migrantes – para a região de Buritis, Jacinópolis, Vista Alegre e para Portugal – conservarem seus títulos de eleitor na capital da BR. Se isso se confirmar, mais perto da eleição vai ser possível detectar o que realmente está ocorrendo. Mas tem gato na tuba.
Do Cotidiano
Olhando para nossa história, desde os idos coloniais pode-se constatar que muita coisa ainda não mudou neste Brasil. A corrupção, assim como o nepotismo e a vadiagem são coisas bem arraigadas neste país de gritantes diferenças sociais desde os primórdios da colonização portuguesa.
Embora passados mais de 500 anos do descobrimento, ainda se pode usar alguma coisa daquela época para se combater algumas mazelas. O combate a vadiagem, por exemplo, como lembram os historiadores, foi uma briga intensa naquela época, já que o trabalho braçal era considerado indigno!
Trabalhar? Muitas pessoas trabalham escondidas para não serem vistas e apupadas pelos vizinhos, como se estivessem cometendo algo contrário a sociedade vigente! Pesadas penalidades dadas pelas autoridades onde existissem homens vadios foi mudando as coisas com o passar do tempo. A caça aos vadios mobilizava a sociedade civil. Com a suma preguiça dos portugueses e a indolência dos índios, restava aos escravos o esforço de matar a fome das elites e das comunidades formadas.
A vadiagem tomando conta do pais, chegou a ser tratada com extremo rigor. Para evitar a prática nos núcleos urbanos, as autoridades coloniais chegaram a introduzir passaportes para o livre trânsito da população entre as comarcas e cidades que iam se formando. Milhares de vadios portugueses e brasileiros acabaram fugindo para garimpos ou até mesmo voltando a Europa. Como medida extrema, para que os brasileiros começassem a se dedicar ao trabalho começou a convocação de ociosos em geral para a agricultura, tendo como castigo os que se negassem a tanto, o recrutamento para tropas regulares.
A vadiagem, o ócio e a indolência até hoje são características de algumas regiões brasileiras. De Cabral a Lula, muita coisa não mudou, seja no tocante a vadiagem ou na prática do nepotismo, criada pelos portugueses a partir de casamento com mulheres indígenas.
Certamente combater a vadiagem hoje no país, como a colônia tentou naqueles idos, seria desrespeitar os direitos humanos. Coibir o direito de e ir e vir, regulamentado na Constituição. Imagine, o caro leitor, o escândalo que faria um vagabundo de Porto Velho, impedido de visitar colegas em Pimenta Bueno? A gritaria dos vadios de Ji-Paraná se fossem convocados para tropas regulares, para dar duro no front da guerra?
*** A prefeito Dedé de Melo, de Guajará-Mirim espera atrair milhares de turistas na festa do Boi-Bumbá que começa hoje na fronteira *** O governador do amazonas Eduardo Braga ganhou elogios no Congresso Nacional com a implantação do bolsa-floresta *** O programa beneficia famílias de baixa renda e visa a preservação do meio-ambiente *** A proibição da pesca nas cachoeiras do Santo Antônio e Teotônio coloca mais uma vez os pescadores em confronto com o governo do estado.
Fonte:csperanca@enter-net.com.br
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