Sábado, 7 de abril de 2012 - 22h14
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Frase do Dia:
“$aúde
é o
que
intere$$a.”
Yo mismo. O dia mundial da saúde é o tema da coluna de hoje!
01-Puxadinho hospitalar
Mantenho minha opinião: o melhor a fazer com o Hospital de Base é construir um novo e por o velho “na chon”. Em razão disso não entendo porque fazer o puxadinho na entrada do hospital com nome de nova recepção e principalmente se a antiga tem apenas dois anos de reformada. Acredito que o governador, o secretário de saúde e o diretor do Deosp pensam diferente, mas como hoje, 07 de abril é o Dia Mundial da Saúde fico inclinado a pensar mais em saúde que em obras. A verba do puxadinho poderia servir para comprar material para laboratório, remédios para pacientes ou alguma outra coisa que tenha a ver com saúde. O puxadinho é dispensável.
02-UPAs
Para quem trabalha na área a opinião é quase unânime: as UPA’s da prefeitura e do governo devem diminuir a superlotação do João Paulo II e até do HB, mas não resolvem as questões da saúde e por um motivo: hospitais são mantidos para atender a quem precisa de intervenção médica fora do domicílio, ou seja: existem para tratar doentes. Saúde é outro departamento. É política pública de governo, feita sem bisturi ou esparadrapo e sim com educação, programas, campanhas, assistência, que precisam de investimentos específicos além dos estruturais como esgotamento sanitário, fornecimento de água tratada e a coleta e destinação correta do lixo.
03-Apagar ou acender velas?
Tenho minhas dúvidas. Estamos vivendo mais com avanços da ciência como laser, transplante, nanotecnologia, diagnóstico por imagens e talvez estejamos só no início do grande salto. Cem anos ou mais de vida será comum para a próxima geração. Só não sei como ou onde. A colônia humana está enorme para o frágil planeta. E haja escala industrial de alimentos e remédios para vivermos mais, ainda que doentes. Se a comida adoece, o remédio cura. Meio ambiente, finitude de recursos e qualidade de vida: O velho discurso da saúde terá que incorporar novos conceitos. Viver ligado a uma máquina só faz sentido se for uma solução temporária até a cura.
04-A saúde e os extremos
Rondônia alcançou um feito quando há alguns anos fez o primeiro e único transplante de rins e registrou novo feito há poucos dias com a cirurgia que resolveu um problema grave de pele de um garoto. A possibilidade dos fatos voltarem a ocorrer é remota apesar de possível. No início da semana visitei o João Paulo e encontrei 110 pacientes acomodados precariamente no chão e dias antes o promotor Hildon Chaves anunciou que se o caos na saúde persistir pedirá a saída do secretário de saúde. A possibilidade dos fatos voltarem a ocorrer é quase certa apesar de não desejável. Em Rondônia a saúde funciona como um limpador de para brisa: bate lá e cá.
05-Bicudos x bocudos
A neo-guerra de cutubas e peles-curtas de dois representantes do povo – o ex-governador Ivo Cassol e o prefeito Roberto Sobrinho – foram definitivas para aprofundar os problemas na área de saúde em Rondônia e em Porto Velho. Reformar o João Paulo foi insanidade e não fazer o hospital municipal, idem. E vai ambulância entre a troca de acusações dos dois por não investir em hospitais regionais blindando a capital, não reformar postos em lugar de criar novos e não adotar a política agressiva de agentes comunitários. Aí fomos atropelados literalmente pelos carros e motos comprados pela classe pelos ex-pobres encantados com a riqueza das usinas.
06-Roubalheira é uma doença
Não me venham com o papo que a saúde ficou ruim agora. É mentira. Que o digam Capixaba Serra, Miguel, Milton e dentre tantos. Quem é ou foi da área lembra das máfias dos vampiros, das ambulâncias, mutirões da saúde, compras de medicamentos superfaturados, material de segunda a preço de primeira, do pagamento de hospitais da rede particular, dos acordos para ortopedia e anestesia, aluguel de aparelhos de imagens e oncologia, alimentação e limpeza, obras superfaturadas e coleta de lixo hospitalar. Saldo da conta: tem mais ladrão que paciente, médico e enfermeiro. O roubo sistemático é parte – e creia não é pequena! – da saúde pública.
07-Saúde – uma questão aritmética
A verba para a saúde do povo vem do povo. Balela igual só a do poder que, em tese, emana do povo e tão falsa quanto. É ilusão a escolha de representantes e saúde em três níveis. Mentiras. Sem gestão, o dinheiro some e 1/3 é na saúde, na nossa cara. O doente no chão come, recebe remédio e fica ali gerando gastos. Gerar custos é o caminho. 100 mil pessoas por ano morrem de infecção hospitalar em 80% dos hospitais com superlotação. O caos é a chave para o roubo. Equação perversa: divide-se a grana, multiplicam-se os problemas, diminui-se a resolutividade e somam-se desvios. Resistir como? É dinheiro vivo, limpo e fácil que vai para o secretário, diretor, ministro, governador, prefeito, deputado, motorista, empresário, assessor, parente...
08-Mais dinheiro ou mais gestão: pau de dois bicos
È uma caso para pensar nesse dia mundial da saúde. Tivemos uma experiência do tipo que foi um fiasco. Para pegar o ladrão e acabar o roubo quase fecharam os hospitais. Profissionalizar a gestão com admissão de administradores e combater o desvio de verbas são os primeiros e simultâneos passos. E aqui meto o bedelho a favor das OS’s ressalvando que seu controle deve estar num conselho aberto. O lúcido Fernando Gabeira foi cirúrgico: “Enquanto a percepção de de desvios for alta e justificada, não há chance de aumentar investimentos na saúde, exceto pelo caminho da austeridade. Um impasse de efeito devastador na vida dos que dependem do SUS.” Não é fácil. “Mas quem disse que a vida é fácil?“ como resmunga o capitão Nascimento...
09-Um alerta da OMS
Em 2050 haverá cerca de 400 milhões de idosos com mais de 80 anos no mundo. 386 milhões a mais do que havia na metade do século XX. Embora cada um esteja em uma fase diferente da transição, o envelhecimento geral da população está acontecendo em todos os países, e "em questão de anos" haverá mais idosos de 60 anos, que crianças com menos de 5, segundo um relatório da OMS divulgado esta semana. O alerta da OMS Organização Mundial da Saúde adverte para o desafio de um fenômeno ao qual é dedicada neste ano a comemoração do Dia Mundial da Saúde (7 de abril), com o lema "Uma boa saúde acrescenta vida aos anos".
10-Três perguntas cretinas
Será que estão empurrando e deixando que o trânsito, a violência, a raiva que a gente sente, a falta de saneamento, lixo, sujeira dizimem o povo sem precisar gastar com a saúde? Ontem o governo queria a jogatina para gerar verba para a saúde, depois foi a CPMF, depois era brecar a emenda 29. Não querem acertar o alvo ou são ruins de pontaria? Faltam 15 dias. O que será?
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