Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 - 15h30
Frase:
“Mensalão e petrolão no mesmo personagem é coisa de roteiro de cinema”. Jornalista Lauro Jardim da Veja sobre Zé Dirceu.
1-Pagando o pato
Lá do fundo é olhar para o alto e dizer: “F(*)deu”. Culpabilização da vítima é um conceito aplicado em várias áreas quando existe uma relação de subordinação financeira, psicológica, social, cultural, etc. que obriga o subordinado a assumir e conviver com o erro do mais forte. Como agora, quando o governo nos dá o ministro Levy com soluções penosas dizendo sacrifício é definitivo para fechar as contas do país, sem explicar porque chegamos ao desmonte do estado. Não roubei e logo, não aceito a culpa. Não sou da quadrilha instalada no governo que quebrou o país, mas de forma compulsória vou encher os cofres com meu sacrifício para repor o roubo dos ladrões. Pago o pato na marra, mas carregar a culpa não!
2-Perna curta
Demorou menos de 24 horas para a farsa do apagão, ou como prefere o ministro doutor de luz elétrica, “intercorrência elétrica com corte seletivo de carga”, se revelar em sua inteireza. Mentiu o governo com as declarações do ONS -parece nome de gente, mas é um órgão do sistema elétrico – e mentiu o senhor doutor ministro, Eduardo Braga. Documentos revelados pela Globo mostram a comédia encenada bem antes – 3 horas – da tragédia. Se isso tivesse ocorrido no seu primeiro mandato, quando Dilma I tinha força, cabeças rolariam. Hoje com o descrédito por conta de suas mentiras, onde encontrar substitutos?
3-Gravidade política I
Apesar da competência dos advogados, assessores, mães de santo, oferendas, santos, seitas e de um silêncio lulístico como nunca se ouviu antes nesse país, dedo nervoso, “Paulo Pasadena” está cuspindo nomes e fatos e o governo, que por ora orbita o pesadelo da Lava-Jato, sente que em determinada hora a força gravitacional irá arrastar a todos. Como pra baixo todo santo ajuda, o “crash” parece inevitável.
4-Gravidade política II
E além do “Paulo Pasadena”, duas figuras podem tocar um terror com o peso do envolvimento e da disposição de falar. Cerveró está na gaiola e por melhor que seja, a gaiola abate o cristão. Vejam o caso do desconhecido diretor da pouco citada Engevix, Gerson Almada. Não aguentou o tranco e atravessou uma petição falando de achaques “em nome de partido, ou em nome de governo”. Quer mais? Em certo trecho a defesa, critica o próprio inquérito:“... fatos notórios, outros emergentes dos próprios autos do inquérito policial, que desapareceram da acusação...”. Que rolo: física + política + maracutaia=cana.
5-Gravidade política III
Apenas para fazer um registro sobre o tema, as digitais de Fernando Baiano estão espalhadas por todo na Operação Lava Jato. Fernando Baiano é um velho desconhecido de todo mundo que o conhece há muito tempo e, como estão todos carecas de saber, nunca atuou como operador, lobista, carregador de dinheiro, ou tererê & coisa & lousa de qualquer partido político e muito menos do PMDB.
6-Tempos modernos

Hoje aconteceu o lançamento da camiseta da Banda do Vai Quem Quer. Marchinha, mulher bonita e alegria como tradição. O mestre e fundador Silvio Santos apresentou com o filho Silvinho a música tema do ano – parabéns Tavernard – e as musas. Ciça incorpora o General e agora é esperar a hora de “soltar a banda”. Novos tempos, novos costumes. Volto no tempo e... Antigamente o prefeito decretava as regras da folia. Hoje o MP as faz, via TAC – é o que chamo de paradoxo da boa prestação jurisdicional. Como não há vácuo de poder, o MP supre a ausência cada vez mais constante do alcaide. Evoé Baco!
7-Carnaval pelo interior
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Pelo menos três prefeitos de Rondônia optaram por não destinar recursos para o carnaval. Claro que tem gente que vai chiar, mas considerando essa quebradeira geral das prefeituras em geral e a falta de tradição momesca dos municípios, a medida é sábia e, tendo sido ou não acertada com o povo, o ideal é que os prefeitos mostrem aos munícipes o que a economia fez em prol do cidadão. É a transparência.
8-O sertão vai virar mar...
Em 1977 Sá e Guarabira gravaram na canção Sobradinho: “O sertão vai virar mar, dá no coração o medo que algum dia o mar também vire sertão”. A frase é atribuída a Antonio Conselheiro e a música serviu como denúncia para uma obra que se fazia à revelia da sociedade – a Barragem de Sobradinho, um monumental crime ambiental. Constato que 37 anos depois a prática da mentira oficial continua. Do sudeste as negativas sobre racionamento de água e já de energia. As verdades de Antonio Conselheiro tido como louco contrastam com as mentiras dos loucos do governo, que querem ocultar a verdade.
9-Para não passar em branco
Amanhã é a data de instalação do município de Porto Velho. A propósito, você conhece o hino de Porto Velho? Sabe cantá-lo? Sabe quem o fez? Nada? Nem de “ouvi dizer que”? Sabe de nada inocente!
10-Um coió olhando a reunião ministerial
Aécio Neves não pode e nem fica no lugar de Dilma Rousseff na reunião ministerial. Apesar de ideias e o mesmo programa, Dilma teve mais votos, é a presidente e tem uma pegada mais firme. Tem mais, Dilma II é sucessora de Dilma I e esse papo de “herança maldita” só vale entre FHC – Fora FHC! – e Lula. Não vale pra Dilma I e Dilma II. Tendeu agora? Tem jeito não gente: uma vez coió, sempre coió.
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