Quarta-feira, 29 de agosto de 2012 - 05h18
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“Acredito que esses fatos todos, se nós agimos no interesse de preservar a qualidade das obras e o cumprimento dos compromissos, provocaram dissabores a Claudio Abreu, o que o levou, juntamente com Cachoeira, a patrocinar uma matéria jornalística que me tirou do Dnit”,– Luiz Antonio Pagot, chutando o pau da barraca

I-Vamos abrir a roda...
Gostei da PEC que deixa nas mãos do próprio MP a escolha do seu chefe. O ideal mesmo é que cada poder seja independente (vídeo AQUI) como previsto na lei e que pelo voto cada um seja levado ao comando para um e apenas um mandato, seja ALE, TJ, Defensoria ou MP e convenhamos que ainda é pouco. Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado devem assumir o cargo por concurso público e não pelo sistema indecente de indicação, que precisa ser investigado. Nos bastidores o que se fala sobre o tema é de assustar alma penada meia noite na encruzilhada e as últimas e conturbadas indicações só confirmam que há fumaça e deve haver fogo. (Reveja entrevista Procurador Chefe do MP-RO ao jornalista Everton Leoni, no programa Tempo Real, abordando a importância do Parlamento para manutenção do Regime Democrático - clique AQUI)
II-Enlarguecer
Imaginem que futuro teria uma organização empresarial ou assemelhada que a cada período de quatro anos trocasse seu gerente e que por sua vez trocasse assessores, subgerentes, chefes, etc. A chance de fechar as portas no segundo período seria altíssima. Mas no serviço público a tendência é a perpetuação do absurdo troca-troca e ainda falam de administração pública sem resquícios de rubor nas faces brilhantes de óleo de peroba. Pobres Taylor, Fayol, Peter Drucker lembrados injustamente em caros seminários de nada, por nada e para nada e pagos com o dinheiro suado arrancado compulsoriamente do bolso dos miseráveis. É a treva!
III-Vai indo...
Apesar da arrogância e desprezo do establishment para com nossas medianas inteligências que ousam pensar no mensalão como a maior patifaria institucional “nunca antes vista nesse país”, os ministros do STF estão julgando a Ação Penal 470 – apelido jurídico do mensalão – e pelo andar da mula veia e os indicativos dos votos que começaram a ser proferidos, nem mesmo as cabeças mais coroadas da bandalha oficial ficarão de fora, salvo aquele que não sabia o que ocorria debaixo de sua barba. As pressões para impedir e postergar não faltaram e nada está decidido apesar do placar. A coisa vai indo e os mensaleiros aos poucos caindo...
IV-Justiça, direito e verdade
Do Wikipédia: “A justiça diz respeito à igualdade dos cidadãos e principio básico do acordo para manter a ordem social pela preservação dos direitos em sua forma constitucional ou a aplicação em casos específicos. O direito é um conjunto de normas de conduta estabelecidas para regular as relações sociais e garantidas pela intervenção do poder público. A verdade para Nietzsche é um ponto de vista sem definição, visto não haver certeza sobre o oposto da mentira. Para Descartes a certeza é o critério da verdade.” O julgamento do mensalão nos proporciona uma revisão de conceitos e a saída honrosa do labirinto da bandalha política.
V-Pesquisa nova, retrato velho
O Alvorada, instituto de pesquisa do Paraná com um belo histórico de acertos em Rondônia está em campo e deve trazer o resultados das suas medições em Porto Velho por esses dias. Para quem gosta é mais uma medição importante e que dará aos marqueteiros, o norte para os necessários ajustes das campanhas. Provavelmente a pesquisa não deve identificar o que o eleitor achou dos programas eleitorais, mas é quase certo que colha o sentimento geral de desânimo. Até aqui a campanha não empolga, não apaixona e não mostra nada de novo.
VI-Peluso,o voto e a saída
Tido como um dos carrascos dos mensaleiros, o ministro Cesar Peluso estará como o centro das atenções no julgamento do mensalão, até porque o mais o provável é que o ministro só consiga se pronunciar sobre o item 3 da denúncia que trata de desvios de recursos no Banco do Brasil e na Câmara dos Deputados. Após seu voto –normalmente os votos estão concisos – o tribunal só terá mais a sessão da quinta feira até a saída definitiva do ministro que irá se aposentar compulsoriamente na segunda feira quando completar os 70 anos de idade.
VII-Batalha naval I
Que coisa hein? Pagot foi à CPI do Cachoeira e revelou bem menos do que sabia e bem mais do que deveria. Sem advogado, falou de arrecadações para campanhas, mas poupou Dilma. Sem ser apertado jogou no fogo a ministra Ideli Salvati e o ex-ministro Helio Costa. E sem incendiar, Pagot deixou no ar um rastilho de pólvora além de mostrar que tem a caixa de fósforos na mão. Pagot, braços direito e esquerdo do senador Blairo Maggi cumpre à risca o papel de artilheiro. O diabo é que com tantas bombas disponíveis, ele pode soltar uma de sem chance para manobra de fuga. “Barco pro fundo só bem carregado” diz Zé de Nana.
VIII-Batalha naval II
E se Marcos Valério resolver afundar atirando, quem poderá salvar-nos? Chapolim Colorado que pediu demissão do cargo? Atingido em cheio no casco pelos ministros do STF, Marcos Valério reiterou o velho recado cifrado, agora pela voz do seu advogado Marcelo Leonardo: “Quero ver o que o tribunal vai decidir sobre os políticos”. Não deu certo. No dia seguinte um político foi absolvido e Valério quedou-se em silêncio. Mas, até quando ou por quanto tempo? E se der na telha de contar um pouco do que sabe e esconde, qual dos poderes cai primeiro?
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Não quero apagar fogo com gasolina, mas é que no mapa havia um “X” enorme e a equipe do governo sabia. Agora é aguentar o tranco que saiu da ALE pela boca do Hermínio e reparar o buraco do telhado antes que chova. O caminho mais fácil para reparar um erro é admitir que ele existiu e pedir ajuda. De Agostinho, santo do dia em que nasci repasso o ensinamento: "A confissão das más ações é o primeiro passo para a prática de boas ações." |
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