Domingo, 5 de agosto de 2012 - 18h13
Frase do Dia:
"A entrada da Venezuela no Mercosul, agora oficializada, poderá ser o prego que faltava nesse caixão".– Economista Mailson da Nóbrega
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I-Meia volta...
Tem gente que ainda acredita na política como arte, na nobreza e bons propósitos como o catalisador das ideias antagônicas, que o bem comum é o objetivo final dos acordos – todos sempre republicanos – e que casas legislativas são o retrato fiel da sociedade. Sobre as primeiras crenças fujamos dos detalhes pois a política diária não tem espaço para elas e olhemos o “retrato fiel”: nosso sistema de coligações desmonta o mito. Fato: a revogação do decreto do governo pela ALE, traz duas abordagens distintas pela imprensa: a ação da ALE não guarda relação com o alegado – seriam só emendas – e um dedo dormita no gatilho de uma CPI e a outra vai na linha inversa. Como bom baiano, deito na rede para ver a tal guerra inexistente.
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II-Volver!
Há poucos dias conversava com um ex-dirigente da ALE e fazendo as contas sobre a situação do governo vimos que é difícil. Tudo o que foi preparado no primeiro ano da legislatura continua igual, salvo a saída de Valter Araújo e o vendaval da Termópilas que ameaçou um strike. Obrigado a negociar ponto a ponto, o governo enfrenta um enorme desgaste, uma campanha de desestabilização relevante e não conta sequer com deputados que – em tese – fazem parte do arco de apoio, como o PDT e PT. Ora, em termos de relações políticas o ano está quase perdido para Confúcio. A “virada” existe, mas além de bem localizada é mal trabalhada. Há tempo para reversão do quadro. O problema é que o governo vende mal seu peixe.
III-Bazófia
Aqui e ali ouço que está em curso uma CPI preparada de há muito para defenestrar o governador Confúcio Moura e com claro objetivo: dar posse ao vice Gurcasz e assim abrir caminho para a reeleição do senador Gurcasz e de lambuja promover o retorno do ex-governador Cassol. A história é madrasta com CPI’s: do Sintero, com jogadas política: renúncia de Jânio e até cartolas – Garrincha perguntando a Feola: "O senhor já combinou com os russos?" o que nos leva a nem considerar tal hipótese. Mas em ano político e com o Papai Noel magérrimo à porta, para pedir em vez de dar, vale sonhar com qualquer presente. Até CPI.
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IV-Lençol curto
De há muito a viúva vem tentando ocultar sem sucesso a visão das suas partes pudendas. O lençol curto ora lhe descobre as divinas tetas e ora os seus baixios. Em novembro de 2011, o secretário de Fazenda de Rondônia falou-me sobre a má qualidade da arrecadação (aqui)e logo depois em janeiro o Chefe da Casa Civil falou a Éverton Leoni sobre as suas tarefas frente à pasta (aqui)e sobre o orçamento para o estado. Ouvindo os dois e num curto espaço de tempo dá para perceber o conflito entre querer e poder. De lá para cá a arrecadação cresceu apenas o que poderia e o orçamento não dá para cobrir o que deveria. É a treva!
V-Emenda&soneto
Segundo um ex-secretário de Fazenda, o que houve é que na confecção do lençol não obedeceram às medidas do corpo da viúva. O orçamento teria sido feito a partir de uma expectativa de receita que tinha – como acabou se confirmando – tudo para não acontecer e de uma despesa que seguiria a tal expectativa. Ora, com a receita inflada, todas as despesas e repasses de poderes acabaram ficando embaixo do lençol curto. Haveria um jeito: contingenciar ou para ser claro, cortar verbas de todo mundo e isso é pior do que tirar garrafa de bêbado ou chupeta de criança. Desagradar a todos é palavrão para qualquer governante e como a emenda é pior que o soneto, a hora é de tocar sinos, fazer poesia e chamar as renas pro natal.
VI-Para não esquecer
Depois do longo tempo de espera a súcia do mensalão está no banco. Falta gente, mas vamos pra frente. Durante o período de espera até que o processo “ficasse maduro”, foram três momentos: primeiro o PT se encolheu, depois começou a repetir a mentira inicial do “não existiu” que não poderia ser mantida lá atrás, apoiada pelo desempenho do país comandado por Lula e com sua defesa explícita. Agora a batalha em que gente insuspeita joga fora a biografia e a midiática com argumentos que vão da negação simples ao que as muitas sentenças tornariam o julgamento impraticável. O ideal para alguns é que o STF copie o Congresso e esqueça. Não importam as sentenças: tenhamos em mente que o mensalão existiu, foi e é crime.
VII-Bafão togado
Vai longe essa briga de egos no STF. Abespinhado com dois colegas e mordido com a frase do ministro Marco Aurélio Mello cobrando-lhe urbanidade o ministro Joaquim Barbosa cuspiu brasa: “Em qualquer atividade humana, urbanidade e responsabilidade são qualidades que não se excluem. Mas, às vezes, a urbanidade presta-se a ocultar a falta de responsabilidade. A propósito, é com extrema urbanidade que muitas vezes se praticam as mais sórdidas ações contra o interesse público.” Ora, não adianta discutir com quem tem a predisposição para ver desaforo em tudo o que é falado e Barbosa não engole desaforos.
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VIII-Ressaca
A pesquisa do Simpi deve ter produzido uma ressaca monumental na cabeça dos candidatos a prefeito de Porto Velho. Não se sabe bem qual foi a cachaça servida, mas o certo é que Garçon está na frente e com uma baita dianteira sobre o segundo e terceiro colocados, no caso Nazif e Fátima, respectivamente. Em colunas anteriores falei da incrível capacidade de encarar uma maratona eleitoral que tem Garçon. Quase não dorme, não para de andar e fazer reuniões, pede voto até de adversário, fala a língua do povo e tem como reduto a periferia onde está 70% do eleitorado. Se brincarem os grandalhões e os ricos podem ter uma surpresa. A propósito, não existe remédio para ressaca. O ideal é não beber ou diminuir a dose...
IX-A mentira como prática de vida
"Tenho mais coisas para fazer, quem tem de assistir são os advogados", afirmou Lula quando questionado sobre se assistiria o julgamento do mensalão. Não foi bem isso o que aconteceu. Mônica Bergamo disse na sua coluna que Lula telefonou várias vezes para Brasília no primeiro dia do julgamento para conversar com o advogado Márcio Thomaz Bastos. Ora, eu nem deveria me espantar com o fato, já que tanto faz para o cidadão comum se Lula acompanha ou não o tal julgamento. O que causa espécie é o porque da mentira se Lula poderia simplesmente nada dizer. Num episódio passado Lula deixou uma dúvida no ar quando se referiu ao mensalão com a frase que virou sua marca pessoal “eu não sabia”. Mas a gente sabia e sabe.
X-Papo com Zé de Nana
X1-Um galpão para acolher moradores de rua oferecendo banho, comida e pernoite custa muito caro?
X2-E agora com Garçon na frente como vai ser a reavaliação das campanhas?
X2-Pronto. A festa foi bonita e coisa e tal mas e agora como fica o espaço da EFMM? Quem vai cuidar?
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