Terça-feira, 4 de junho de 2013 - 05h21
Frase do Dia:
“Com uma base de mais de 420 deputados, o governo não consegue colocar no plenário nem 257. Não adianta dizer que está tudo bem e fingir que não viu. O problema existe e precisa ser enfrentado.” – Henrique Alves, presidente da Câmara.
I-Chicanas I
Depois de ver quase todo tipo de bandalheiras, patifarias e coisas tais na ALE, trazia comigo a certeza de que nada de novo seria criado pelos membros da súcia. Errei muito ou fui traído pela memória esquecendo-me do velho ensinamento: “não há nada tão ruim que não possa ser piorado”. No caso da ALE existe e longe de arrepios à lei, pelo contrário, apoiado por ela, os deputados que respondem por crimes apontados pela justiça na operação Termópilas vão receber um refresco até pelo menos cumprirem seus mandatos. “Chicanas do Brasi e Zéfini”.
II- Chicanas II
Coisas desse tipo exasperam, mas é por pouco tempo. Na sequencia a imprensa se ocupa de outra bandalheira, os deputados voltam a berrar contra a corrupção, a justiça constrangida “pero no mucho”, deixa de se afligir e a mula veia segue no trote acomodando as abóboras na carroça. Acostumados com operações policiais e envolvimento de autoridades e cidadãos acima de qualquer suspeita, assistimos ao “prende&solta” como algo comum. Sem chance de influenciarmos o processo sobra a reflexão: por muito tempo a impunidade foi vista como algo distante daqui. Hoje não. A impunidade é tão real quanto as obras paradas do viaduto.
III-Pelo bom e velho Trevo do Roque
Uma autoridade federal disse que o melhor para Porto Velho é que os recursos para construir os viadutos nunca tivessem sido depositados. Vou além: o ideal é que não tivéssemos sequer sonhado com os viadutos. Aliás, os “Dinos da Parecis” no Papo de Redação propuseram uma ideia carregada de sutileza e ironia pela volta do “bom e velho Travo do Roque” em lugar dos viadutos inacabados. Embarcando na ideia dos velhinhos sacanas, o saldo da verba – R$ 22 milhões – não dá para finalizar a obra, mas dá para fazer as ruas marginais da BR e implodir os esqueletos já sem serventia. Como diria D. Armênia, “vamos botar os viadutos na chon.
IV-À flor da pele
Sem paciência com os flanelinhas, mendigos e zumbis do crack aloprando as ruas, com esse “prende-solta” da fina flor da baixa canalha ou malucos sobre duas e quatro rodas rasgando quase todos os artigos do Código de Trânsito, a população se manifesta e pelas redes sociais ora apoiando a ação mais dura da polícia no enfrentamento a bandidos, ora nas tentativas de punição direta, sem a presença da polícia e praticadas por moradores de bairros cansados da violência e da impunidade. Os desabafos populares revelam que todos estão com os nervos à flor da pele, flertando perigosamente com a política do “olho por olho” e isso é um perigo...
V-Engrossando o caldo
“Se não há consenso para o rebaixamento da idade relativamente a todos os atos análogos a crimes, praticados por menores, que se a rebaixe somente aqueles atos correspondentes aos crimes hediondos.” A frase é do ex-desembargador Mena Barreto do Rio de Janeiro e está no artigo “Inércia e perplexidade”cuja leitura recomendo. Para variar é mais uma voz revoltada contra a barbárie “com requintes de perversidade praticados por menores, como ocorreu com os homicídios e estupros em SP e RJ”, que opina sobre a maioridade penal. A sociedade está no debate de forma compulsória como vítima ou como telespectadora diária. É o caos...
VI-Arrombando a cerca I
A Lei de Responsabilidade Fiscal foi o mecanismo legal que o Brasil adotou na década de 90 para conter a voracidade com que os governadores avançavam sobre o tesouro. Regra dura, doída e sofrida, foi absorvida - não sem reclamos - por ser basilar na estabilidade econômica do país. Para garantir o tal “limite prudencial”, uma regra regula a torneira e só a União pode avalizar empréstimos dos estados, salvo – aqui está a safadeza – "em caráter excepcional", para Estados com nota "C" e "D" em caso de "projeto relevante para o governo federal" com garantias do tomador. Como no Brasil, a exceção vira regra, a LRF está indo pras cucuias...
VII-Arrombando a cerca II
Com o Brasil mais parado que água de cacimba cheia e os governadores na secura e sem condições de pagar as folhas de pagamentos - cada dia mais gordas - a saída foi jogar a LRF no lixo e buscar recursos “em caráter excepcional para projeto relevante para o governo federal”. Com isso ponte, estrada, arena, porto, navio, tudo virou coisa relevante fora das amarras da LRF. Como o empréstimo é em dólar, a União libera a operação com “aprovação” do Senado, mas há um “pirrepis” como diz o financista Hemetério de Jacobina: “o gringo tem a mania besta de só querer receber o dindin que emprestou se for também em dólar. E aí...”
VIII-Funai a Geni da vez
Uma boa notícia que vem depois da tragédia ocorrida com os índios Terenas no Mato Grosso do Sul: querem cortar as asas da Funai. “É mais do que hora de o governo federal suspender o processo de demarcação de terras indígenas, conduzido de modo arbitrário, e frequentemente ilegal, pela Funai, e aguardar que o STF estabeleça em definitivo o regime jurídico de demarcações de terras indígenas no país”, diz nota oficial da CNA que é presidida pela senadora Kátia Abre que aliás já havia advertido o governo para a possibilidade de uma tragédia e vai além ao atribuir o acirramento de ânimos à “notória política de confronto da Funai e ONGs aliadas ao CIMI”. E de Rondônia também devem sair flechadas contra a Funai.
IX-Um negócio das arábias
A coisa é bem antiga, virou meio de vida e agora vai enfrentar duas feras – OAB e CNJ – que pelo andar da mula véia se unirão para barrar o expediente maroto, na falta de terminologia jurídica mais apropriada. A OAB entrou com medida cautelar e quer do Conselho Nacional de Justiça providências para por fim à apropriação, por parte dos tribunais de justiça de todo país, de rendimentos financeiros oriundos de depósitos judiciais, principalmente precatórios. Diz a OAB que os tribunais de forma direta lançam mão de tais rendimentos pouco se lixando para os prejuízos que possam causar a devedores e credores. Data vênia, que esperteza...
X-Papo com Zé de Nana
X1-Fazendo uma conta simples, que tal mais seis meses para tapar os buracos da cidade?
X2-Não é verdade que os presos estejam em greve. Por ora só os agentes penitenciários.
X2-Se a área de saúde entrar em greve vai faltar quem para parar de vez o estado ?
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Brasil: passado incerto, futuro imprevisível
Dia de falar de ditaduras. A militar e a da toga, as duas indefensáveis. Disse Pedro Malan: “até o passado do Brasil é incerto”. O “gigante pela pró

60% ou 6 em cada 10 não confiam no STF
Boa parte dos Institutos de pesquisas nacionais integram o consórcio que moldou a democracia relativa. Pagando bem, seja cliente de direita ou esque

Creio em Deus Pai, Filho, Espírito Santo, em Lula, no irmão Frei Chico, aliás como não crer com esse nome de frei? Creio em Lulinha, na família e na

BolsoMaster: O risível “contragópi” do Bozo
aulo Pimenta, dublê de ministro e marqueteiro do PT mudou o nome BolsoMaster para fugir do Mastergate que não emplacou e no velho estilo burraldo, a
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)