Segunda-feira, 3 de setembro de 2012 - 15h19

Frase do Dia:
“O PT, que era um partido de presos políticos, passará a ser um partido de políticos presos”. – Recolhido no território livre e anárquico da internet.
I-Mr. Hyde
O médico, Sérgio Paulo protagonizou uma cena pública de violência e mais uma vez Rubens Coutinho foi o alvo da sua fúria. Conheço de perto o médico e, de ouvir dizer, a fera que vez por outra escapa do seu inconsciente. Para o médico só elogios. Para a fera a reprovação. Médicos têm a obrigação de salvar vidas e jornalistas o dever de noticiar, denunciar práticas, abusos e comportamentos públicos, amparados pela liberdade de expressão, ferramenta e direito constitucional da sociedade. Divergências entre quaisquer cidadãos não são raras e na justiça é que devem ser resolvidos. A violência e intolerância, por incabíveis no estado de direito, devem ser rechaçadas de pronto, independente de quem sejam os autores. Sempre!
II-E dê-lhe pesquisa eleitoral
E a cada semana sai uma “pesquisa para consumo interno” com a inexistente gangorra entre candidatos a prefeito na Capital. Como não podem ser publicadas são ”sopradas” ao eleitor e aos jornalistas como informação líquida e certa. Ocorre entretanto que outras pesquisas – estas sim verdadeiras – estão na moita e de lá não vão sair, pois quem as encomendou não apareceu bem na fotografia. Para quem gosta de pesquisas, sejam as tais “para consumo interno” ou as públicas autorizadas pela justiça, é bom prestar atenção em três informações absolutamente necessárias para entender o que os números dizem: soma de votos brancos e nulos, total de indecisos e índice de rejeição. Fique ligado e não vá comprar gato por lebre.
III-Vai indo...
Observando de forma geral o discurso eleitoral e sem me prender a um só candidato, perco o alento com a mesmice e a falta de objetividade. Propostas genéricas, chavões dispensáveis e os cantos de amor a Porto Velho. Até aqui nenhuma solução criativa para enfrentar o caos do trânsito, ou as questões da educação, agricultura, sistema de transporte, turismo, coleta de lixo, drenagens de canais, integração de distritos ou o mais simples e que envolve apenas seguir o plano diretor da cidade, que é limitar e direcionar o crescimento da cidade. Lástima!
IV-Lembrai-vos do Tietê
O esgoto a céu aberto em São Paulo chamado apropriadamente de “marginal” Tietê já foi um rio largo, limpo, de águas claras e margens praianas. Por conta da expansão e do progresso transformou-se no esgoto da cidade e apertado virou um canal fétido. Não sei o que querem fazer as nossas autoridades do outro lado do Rio Madeira depois que a ponte for construída, mas sou contra. Aquela margem deve ser preservada da forma tal como está e sem qualquer atividade humana, mantendo-se intacta como patrimônio das gerações futuras. A cidade não deve usar uma área que aliás, deve ser tombada de acordo com a lei, para sua preservação.
V-A coleta que é um lixo
A coleta de lixo na capital virou seletiva num primeiro momento – apenas em alguns bairros mais do centro – depois voltou a ser coletiva, com os garis carregando no caminhão qualquer coisa que estivesse num saco plástico e agora voltou a ser seletiva, com a empresa de coleta passando na rua no dia que lhe dá na telha. Sem esgoto e com o lixo se acumulando, haja mau cheiro, animais vadios, urubus, ratos e a aparência de desmazelo. Interessante é que a tal coleta foi um processo que durou anos para ser feito e que vai durar anos para acabar.

VI-Há vagas I
Porto Velho está contratando pelo voto do povo 1 prefeito e 21 vereadores. Não é exigida qualquer qualificação para os cargos, formação universitária ou curso médio. Basta saber – ainda que mal – ler e escrever. Pré-requisito: o candidato não pode ter sentença transitada – é a tal ficha limpa – mas pode estar respondendo a processos por crimes de qualquer tipo. O salário é bem alto, sem atrasos, muita mordomia, possibilidade de ganhos extra-holerite e a garantia de que ninguém vai querer saber de onde veio o dinheiro para comprar fazendas, lanchas, ou aplicar, etc. Espaço para empregar amigos e parentes a peso de ouro e garantia de emprego por quatro anos podendo ser renovado por mais quatro. É pegar ou largar.
VII-Há vagas II
Receita para engabelar o eleitor: Nunca admita que não pode fazer alguma coisa quando for prefeito. Claro quevocê pode e quem não fez é quem já foi prefeito mas não tinha a sua competência. Nunca diga de onde virá o dinheiro para fazer alguma coisa. Jogue na parceria. Esconda o ouro das ideias. Além de parecer inteligente você não se compromete. Nada de muito perfume: eleitor gosta de quem tem o mesmo cheiro que ele. Não recuse o cafezinho, coxinha e croquete, mas não esqueça a garrafa de água mineral. Sonrisal, Magnésia bisurada e dedo na garganta – longe do eleitor – resolvem o problema mais tarde. Seja esperto.
VIII-Há vagas III
Receita para sair limpo da campanha: ganhar e perder é do jogo, mas é preciso ter cuidados. Esconda o dinheiro. Nada de pagar à vista o que for barrigável. Isso vale para marqueteiro, dono do posto, gráfica, formiguinhas, todo mundo, menos contador e advogado que podem lhe salvar da forca. Seja sovina. Guarde o dinheiro para o segundo turno ou para a reta final no caso de vereador. Se você tem chance, vai precisar do dinheiro e se não tem vai precisar mais ainda. Campanha é um negócio e dívida de campanha é para ser administrada e não para ser paga. Não tenha pena de bater no adversário. Quem não bate, apanha. É da guerra!
IX-Eleições pelai...
Em São Paulo Haddad do PT e Serra do PSDB penam atrás do Celso Russomano do PRB que atravessou a o rio e chegou à margem. Em Recife Humberto Costa do PT e Daniel Coelho do PSDB assistem a barca de Geraldo Júlio do PSB passar espirrando água. Na Bahia o carlismo pode estar de volta com o DEM do ACM Neto que segue à frente e em Belo Horizonte o jogo é bruto e focado na eleição de presidente em 2014. À primeira parece uma busca por outros modelos que não o petista e o tucano nesse ainda frágil movimento do eleitor. Será que a terceira via está nascendo para valer e por onde perpassa esse novíssimo eixo central?
X-Papo com Zé de Nana
X1-O rolo da Emdur é só isso: um rolo dos grandes. Quem se habilita a puxar a cordinha?
X2-Pararam os viadutos, pararam o viaduto, a empresa quebrou, faltou dinheiro ou o que?
X2-Quem não chora não mama. E de quem foi a culpa pela falta d’água que não houve?
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