Segunda-feira, 30 de abril de 2012 - 07h38
Frase do Dia:
"Cada um modela suas versões de acordo com a conveniência." – Jornalista Mary Zaidan
01-Só no Brasil
Esse é o meuBrasil! Taful e inzoneiro e fértil. Aqui em se plantando tudo dá. Jabuticaba, sapoti e maconha com financiamento oficial. Somos o único país tri-descoberto no mundo. Primeiro os irmãos Pinzon, Cabral e 500 anos Lula. E haja descoberta. Uma Cachoeira foi descoberta dia desses e no fim do curso, um delta. Claro que estão sob investigação e quem melhor investiga no Brasil? Uma CPI! Ante ontem Luzinácio deu a ordem: investiguem, fucem a Cachoeira, mas esqueçam a delta! Que coisa... Esse é meu Brasil invulgar. Aqui traficante cheira, cafetão se apaixona, prostituta goza e ex-presidente governa e da ordem a presidente. Um país dubaráio!
02-O que há sobre Termópilas?
Passados cinco meses da Termópilas e, apesar dos boatos, ilações, vazamentos, pouco se sabe sobre a parte jurídica, pela confidencialidade da justiça e da política, pela razão inversa. Todo político por sua função representativa é alvo de cobranças, críticas e a Termópilas é o gatilho. Cada um deles é alvo e cada um de nós tem o motivo para o tiro. Mas se o motivo é igual, por que alguns alvos são mais caçados que outros? E os vazamentos e boatos partes soltas que não formam juízo e que talvez inexistam nos autos, a quem interessa publicar? Na Operação Dominó o festival de informações manipuladas nos tirou do foco principal. Esquecemos rápido.
03-Lembrando a Dominó
Operação Dominó, agosto de 2006. A PF atrás da quadrilha que teria desviado R$ 70 milhões com núcleo na ALE. Dos 24 deputados, 23 envolvidos e gente dos três poderes envolvidos. Feita a revelação, a revolta, quebra-quebra, execração, alguns presos, uns tantos denunciados, indiciados, condenados, e no final, todos soltos e até sem terem sido ouvidos. Julguei que seria a última vez que veria algo igual e que na improvável hipótese da recidiva, a verdade surgiria de forma automática. Errei. É provável que de novo tenhamos um bode expiatório e calado. Mas desta vez o povo merece saber mais. Saber se tudo é joio ou se há algum trigo no meio.
04-Sobre o bode expiatório
“Cabra marcado para morrer” é um remake com Valter Araújo atuando em dois papeis: vilão e mocinho. A versão é muda, como requer o caso e o desfecho, leva às últimas conseqüências o título. Valter, o vilão, morre no final e o mocinho Valter se mantém mudo durante todo o filme e do jeito que vai, talvez nem apareça. O script veio da necessidade de manter a ALE operando ainda que de forma precária, o que cai como uma luva para reordenar a político e recuperar a governabilidade perdida pelo Executivo quando não fez a Mesa Diretora. A questão é que o Executivo pelas razões bem conhecidas, não conseguiu se encontrar e não há vácuo de poder.
05-Quem manda em quem em Rondônia? I
Convenhamos, o Executivo tem acertado algumas, errado outras, mas vai mal principalmente na área da saúde. Voltemos um pouco. A Assembléia Legislativa aliás, Valter Araújo, dominou a cena política por 11 meses até trombar com a PF e Termópilas. Para ele não havia área vedada e nada ou ninguém era obstáculo. Valter Araújo, construía a partir da sua influência justo na área da saúde e comandando a ALE, a estrada que deveria levá-lo a governar Rondônia. Além do poder político, seu dinheiro abria portas e azeitava consciências. Cá pra nós, difícil resistir a apelos desse tipo. Dinheiro e poder viram cabeças e fazem dançar até estátuas de bronze.
06- Quem manda em quem em Rondônia? II
O equilíbrio entre Legislativo e Executivo é tão precário que um homem apenas razoavelmente preparado assumiu a estrutura do primeiro e passou a dar as cartas no segundo. Para que isso ocorra muita coisa existiu antes. O governador, chefe do Executivo diferentemente do chefe do Legislativo, o presidente Valter Araujo, demonstra inapetência para exercício do poder. Seu estilo laissez-faire, prejudicial para qualquer administração – pública ou privada – abre espaço para os feudos, cisões e principalmente para afrouxar controles. No vácuo dos dois poderes, o MP chegou, baixou, saravou e está dando as cartas sabe-se lá até quando. Quo vadis domine?
07-Discutindo a relação
Que bom que há outro poder para o reequilíbrio de forças se os outros dois cedem à tentação. Mas isso está sob tiroteio. É comum ouvirmos parlamentares queixando-se da judicialização da política e da tentativa do judiciário de legislar. A reação firme partiu da Câmara dos Deputados e o mais estranho é que se ignorou a cláusula pétrea da Constituição e justamente na única Comissão que não poderia jamais abrigar o intento: a Comissão de Constituição e Justiça. Por aqui se aplaudem as medidas judiciais da Operação Termópilas, mas há reticências feitas de forma aberta sobre o excessivo poder que agora estaria nas mãos de alguns membros do MP.
08-Lá e cá I
Noblat trouxe o texto para refletirmos: “A situação ideal para um jornalista preocupado com a própria isenção é aquela onde ele pode bater de um lado e do outro. Apontar malfeitos de um lado e do outro. No caso do escândalo estrelado por Carlinhos Cachoeira e Demóstones Torres, apareceram os nomes de Marconi Perillo e de Agnelo Queiroz, respectivamente governadores de Goiás e do Distrito Federal, ambos supostamente envolvidos em falcatruas. Vazou para a imprensa o inquérito da PF contra Cachoeira e Demóstenes. As principais conversas grampeadas já foram publicadas. Marconi complicou-se ainda mais. Ficou estabelecida sua proximidade incômoda com a dupla dinâmica. Agnelo, não. Cadê as gravações que de fato o incriminam? Ou que incriminam auxiliares próximos dele sem que restem dúvidas? A isenção que une deve também saber separar. Ou não será isenção.” Oportuno e enriquecedor.
09-Lá e cá II
O texto é do Josias de Souza e serve à reflexão sobre o pós Termópilas: “De um congressista que freqüenta CPIs desde a do Collorgate: “Todo mundo diz que a nova CPI foi criada para investigar. Bobagem. A investigação está feita. Consumiu duas rumorosas operações da PF…” “…A primeira, Vegas, mirou o Cachoeira e acertou o mar. A segunda, Monte Carlo, veio para detonar um dique erguido na Procuradoria-Geral da República. Como não há represa que segure o mar, as comportas foram arrombadas…” “…Do modo como foi feita, a CPI está mais para arca do que para dilúvio. No momento, selecionam-se os bichos que serão salvos. Corre-se o risco de repetir o erro de Noé, que não barrou a entrada de ratos e baratas.” Por essas e outras que virão, é que precisamos saber mais sobre joio e trigo. Uma só Dominó nos bastou.
10-Três perguntas cretinas
Por que nada mais se fala sobre o Detran investigado pela Termópilas? Por que nenhum sócio oculto do Valter Araujo teve o nome revelado se até as pedras sabem quem são? Por que as gravações e escutas sobre a compra de votos para a Mesa Diretora da ALE não vazaram para a imprensa?
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