Sexta-feira, 5 de outubro de 2007 - 20h29
POLÍTICA & MURUPI
Frase do Dia
“Nada daquela turma me surpreende” – Senador Pedro Simon defenestrado com Jarbas Vasconcelos da CCJ do Senado.
Pauta Política de
01-Nem o chão é mais o limite:
Ontem o Senado ficou menor. Com uma nota seca, o senador Valdir Raupp destituiu Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos da CCJ. As reações suprapartidárias dão conta do absurdo, que afronta as tradições da Casa, num dia em que se homenageava Ulisses Guimarães. Não sou dado a idolatria, mas Simon e Jarbas são reservas morais do país. Saem para dar lugar a Almeida Lima e Paulo Duque, dois renanzistas. Simon e Jarbas são líderes que não aceitam cabresto. Virtude e o pecado, sempre antagônicos, às vezes autofágicos. Uma pena
02-O dono do mandato:
Entre mortos e feridos, todos salvos, mas a reforma política começa e de forma compulsória. O STF não inovou. A votação conservadora baseou-se na data e na linha já esposada pelo TSE e fortalece os partidos políticos. O único caso passível de punição, a deputada Jusmari, será o gancho para uma regulamentação pelo TSE, já que o STF determinou que a Câmara remeta seu processo corte eleitoral. Cai a infidelidade partidária, maior empecilho à reforma, mas ainda há muita coisa em jogo, a exemplo da coligação - uma excrescência eleitoral - a ser removida. Agora é uma questão de escolha: Ou o Congresso reforma ou a justiça regula.
03-O império contra-ataca:
A partir de agora, vereadores e deputados estaduais e federais que deixaram suas legendas depois do dia 27 de março de 2007 estão na corda bamba, mas antes de o STF concluir o julgamento que consagrou o princípio da fidelidade partidária, os partidos governistas já haviam tramado uma saída para anistiar os infiéis. Para o STF, continuam sujeitos à perda de mandato 15 dos deputados federais e um número não conhecido de deputados estaduais e vereadores. Mas se vingar a trama urdida na Câmara, a sentença do STF vira letra morta.
04-Nas entrelinhas:
A nota conjunta assinada pelo TJ, MP e TC foi institucional, mas sem o desmentido cabal, talvez por ser de quem acusa, o ônus da prova. Confesso que esperava por mais. Ontem o deputado Miguel Sena me pareceu mais “light” ao dizer: “Há uma grande suspeita de que esse projeto não foi discutido e aprovado no plenário desta Casa. Teriam feito tudo na calada da noite. O reajuste teria sido dado sem votação, apenas com assinaturas colhidas em casas e até em seus municípios. Quem me contou isso foi um deputado reeleito”. Ora deputado, “grande suspeita” não é prova e “teriam feito” não o mesmo que “fizeram”. Se me fiz entender.
05-Escondendo o jogo:
Ainda que se recuse a falar em corrida presidencial, a poderosa ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não hesita em combater expressão "choque de gestão", das campanhas do PSDB. “É um conceito propagandístico" rechaça. Foi dura também com o maior aliado do governo, o PMDB. Dilma reagiu às críticas de resistir às indicações do partido. "Queria deixar claro que sou assessora do presidente Lula. Não tenho iniciativas pessoais." Dilma é acusada de ser o pivô de mais uma crise ao indicar gente do PT para a Distribuidora BR.
06-José Sarney por ele mesmo:
Ao criticar os partidos e a reforma, Sarney revela o que todos sabem e a sua prática. “A verdade é que não há fidelidade partidária porque não há partido, e ninguém pode ser fiel ao que não existe. A decisão do STF, contudo, tem uma vantagem e uma mensagem muito clara: Façam a reforma política. Se não fizerem, nós a faremos. Não há dúvida de que é uma boa coisa, mas um conflito à vista.” Dispensável citar a palavra fisiologismo, sua marca. Dispensável falar do seu partido e da forma como o utiliza para seus propósitos. Revelou-se.
07-Tudo o que o mestre mandar:
A América Latina parece seguir uma trilha. Ontem o presidente do Equador assinou decreto que amplia de 50% para 99% a participação do Estado no faturamento obtido por empresas estrangeiras de petróleo, chutando contratos
08-Pizza aérea:
A história se repete. Ontem, na homenagem a Ulisses o fato foi lembrado por Pedro Simon. Caso típico de premonição. Em 1992 Orestes Quércia e os anões do Orçamento impediram que Ulysses Guimarães presidisse a CCJ da Câmara. Um erro que somado a outros tantos, levou Quércia ao limbo. Ao lado de Ulisses, Simon brigou contra a manobra, vendo a calma com que Ulisses enfrentou o dissabor. Ontem excluído da CCJ do Senado, Simon sentiu a dor de Ulisses à época. O PMDB continua o mesmo. Simon idem. A história ibidem.
09-No dia de São Francisco, mais milagres:
O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha do PMDB, acaba de receber o seu quinhão. Por sua fidelidade, amor à causa e coragem ao enfrentar empedernidos opositores, levou a relatoria do setor de infra-estrutura do Orçamento de 2008. Ali, está grande parte das obras do país. Só no Ministério dos Transportes, são R$ 11,4 bilhões, sendo R$ 8,8 bilhões do Dnit, onde reina agora, Luiz Antonio Pagot. Milagres não acontecem por acaso. É preciso construí-los com paciência franciscana, pois é dando que se recebe, amém.
10-Oxigênio para o gás:
A bancada de Rondônia está se movimentando em Brasília, e a sociedade de Porto Velho vai-se movimentando por aqui. A pressão é para entender qual a razão do recuo da ministra Dilma bem como a informação de que as reservas minguaram. Um técnico da Petrobrás deve vir a Rondônia para falar a convite da ALE sobre o assunto. Está chegando a hora de se descobrir causas e verdades, pois as mentiras, nós já as conhecemos de sobra. Gasoduto Já!
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