Quinta-feira, 11 de outubro de 2012 - 20h50
Frase do Dia:
“...sob inspiração patrimonialista, um projeto de poder foi feito, não um projeto de governo, que é exposto em praça pública, mas um projeto de poder que vai além de um quadriênio quadruplicado. É um projeto que também é golpe no conteúdo da democracia, o republicanismo, que postula a renovação dos quadros de dirigentes e equiparação das armas com que se disputa a preferência dos votos”.- Ministro Carlos Ayres Brito, presidente do STF sobre o mensalão ao condenar José Dirceu e José Genoino
I-Coerência
Por essa ninguém esperava. O ex-presidente do PT, Genoíno irou-se com o voto do ministro Dias Toffoli “pavorô” com comentários impublicáveis e só faltando dizer que além de ministro o coitado é santo. Vá lá que no voto o ministro pintou Genoíno de pobre diabo, laranja, ou a terceira pessoa depois de ninguém. A irritação do Genoíno pode advir de múltiplas razões, mas por certo tem a ver com o fato de que ao inocentar Dirceu, implicitou a existência do mensalão, que era tudo o que o PT não queria. E não se pode esquecer que o PT é um projeto de poder, unidade de pensamento ou consciência coletiva. Ou seja, a ira é grupal.
II-Mário Português e a mudança
Mário Gonçalves, o empresário de sucesso é a parte mais conhecida do Mário Português que se lançou candidato a prefeito. Fim da eleição para o Mário Português e Mário da Coimbra desce do palanque e volta à vida com o que aprendeu de política e politicagem em curto tempo. AO negar apoio aos dois candidatos do segundo turno, o empresário e o ex-candidato são coerentes. Quem conhece o Mário Português e priva do seu convívio sabe disso. Não sei se o Português se lançará de novo na política, mas os políticos que sempre foram ajudados pelo Mário da Coimbra sabem que agora o jogo será diferente. Olha no que deu a campanha: com a ajuda do Mário Português e o convívio com os políticos o Mário da Coimbra mudou!
III-Fechando uma porta...
Vem aí mais uma coletiva campeã de audiência: Membros do Ministério Público de Rondônia, PF e CGU vão conceder entrevista coletiva no próximo dia 16 para apresentar o relatório da CGU com o montante de recursos desviados do Estado, entre elas verbas do SUS que deu origem à Operação Termópilas. A coletiva deve encerrar o período de quase um ano de investigações e, creio eu, deve fechar uma das portas do labirinto. Muito do que foi apurado já é conhecido algo mais pode e deve ser revelado, mas muito ainda falta a ser investigado, tanto para frente –ações do TCE mostram que as velhas práticas subsistem – quanto para trás – medianas inteligências assim supõem – o que me leva a esperar por mais.
IV-...e abrindo outra!
Informa o rilisi do MP: “Constatou-se que o grupo, formado por deputados estaduais e outros agentes públicos, praticava crimes nas Secretarias SESAU, SEJUS e no DETRAN, objetivando favorecer as empresas Reflexo, Romar, Fino Sabor, Maq-Service, Contrat, dentre outras. Pertencentes a laranjas, estas empresas ocultavam os verdadeiros proprietários, como é o caso da Reflexo e Romar, que eram de propriedade do ex-Presidente da ALE, Valter Araújo.” Ora, como isso tudo antecede a novembro de 2011 e como existem cheques depositados em contas de insuspeitas mas famosas pessoas, compra de antigas empresas por novos laranjas e grana voando por aí sem explicação de origem e destino, a outra porta precisa ser aberta mesmo porque temos que ver o que há por trás dela. Só sei que o “bagúio” é feio mano!
V-Vá tentar entender...
Todo mundo está careca de saber que mesmo sendo inoperante, burocrático, lerdo, lento, etc., o Incra é o tal instituto que cuida reforma agrária no Brasil e que, pelo menos em tese, deveria evitar o desmatamento florestal. Isto posto, vamos ao fato: A Justiça Federal do Pará ordenou que o tal do Incra adote medidas para cessar o desmatamento nos assentamentos por ele instalados no Pará e que recupere áreas degradadas e cumpra exigências antes de criar novas áreas de assentamento voltadas para a Reforma Agrária. Em função do meu jeito esculachado de escrever, algumas pessoas pensam que tudo isso é zoeira de minha parte. Não é nada disso gente. A piada, quando e se existe vem com carimbo oficial do governo!
VI-Novos tempos, novos prazos
O combativo senador Pedro Taques está amealhando desde ontem assinaturas para solicitar a prorrogação da CPI do Cachoeira. Crê o senador que as investigações sobre a empreiteira Delta e as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados podem avançar. “Não prorrogar os prazos é enganar os cidadãos. Hoje temos condições de chegar até os financiadores das campanhas eleitorais” disse. Com Taques estão Tomás Correia, Ana Amélia e Alvaro Dias que querem aprofundar as investigações. Os ventos do STF enchem a vela mas, a poita do governo é pesada e os timoneiros da CPI não aprumam o barco. Sêneca, ano 4 a.C já ensinava: “Não existe vento favorável para o marinheiro que não sabe aonde ir”.
VII-Nem tanto...
No Brasil há leis que pegam e leis que não pegam e nem me perguntem o porquê. Com a Lei de Acesso à Informação todo cidadão tem o direito de saber o que quiser do serviço público, inclusive o salário de um funcionário. Em tese o cidadão é patrão e como tal tem direito, mas a lei maior diz que somos iguais o que nos torna a todos, patrões e empregados. Respeito as leis e gosto dessa em particular mas respeito a privacidade. Nãoé justo que um funcionário da receita tenha que guardar sigilo do meu rendimentos e não tenha de mim a reciprocidade que merece. É bom saber que tudo é e deve ser transparente mas às vezes nem tanto.
VIII-...e nem tão pouco
O espírito da Lei de acesso à Informação é maior que a possível bisbilhotice sobre a vida de “barnabés”. Aliás, a ideia é bem outra. Para driblar o impasse, o Congresso –de onde menos se esperaria – resolveu criar instâncias para revelar o que a lei diz que é público e é claro, o rolo já começou. Para saber o salário de alguém do Senado devo revelar ao pesquisado os meus dados pessoais, contrariando o que diz a lei. Um fato interessante ocorreu e como a narrativa é longa, deixo o endereço para eventual consulta e reflexão. Acho que a lei é geral e boa mas creio que há espaço para ser melhorada respeitando-se a dignidade do servidor público. Apenas para não parecer que advogo em causa própria, não sou funcionário público.
IX-Lavanderia
Aos poucos ou como diria Zé de Nana, “se arrumando que nem jaca na carroça”, o Brasil vai refazendo a trilha e reencontrando caminhos que pareciam perdidos. Na proa 11 homens e o destino buscam encontrar o porto da moralidade e do cuidado com o que é público. Falta ao país desatar alguns nós, reorganizar o nosso sistema legal e enfrentar novos e importantes desafios como legislar sobre o terror, crimes cibernéticos, meio ambiente, sistema eleitoral, etc. No dia de hoje tivemos uma lição de como enfrentar as dúvidas sobre um tema que pareceria ao leigo como pacificado. Lavagem e branqueamento de dinheiro. Não é simples e está na raiz de outros males e crimes como o tráfico de drogas e de órgãos. Vamos lá.
X-Papo com Zé de Nana
X1-Garçon disse que vai chamar o Exército para concluir as obras dos viadutos?
X2-E Mauro será que vai chamar a Esquadrilha da Fumaça para combater a dengue?
X2-E com o Português fora da eleição já posso falar que Porto Velho tem favela? Tem sim.
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