Sexta-feira, 12 de junho de 2009 - 11h30
Frase do dia:
“A cobra vai fumar”. – Ditado popular e atualíssimo nos subterrâneos da política local.
01 – Casco afiado
Zezinho do Maria Fumaça, que viu seu projeto de participar da cavalgada com uma super estrutura, quase se transformar na própria, resolveu soltar os cascos. Cavalgada é assim mesmo, ou cascos batendo no asfalto ou voando depois para todos os lados. Zezinho se diz perseguido e injustiçado pelo MP e deu nome aos bois, contando sua história que vem de longe caindo como pedras de dominó, passando pela atuação do seu irmão, à época, deputado estadual. A hora de “chorar as pitangas” foi durante uma entrevista ao Câmera 11. Tendo ou não razão, cabe ao Corregedor do MP apurar os fatos e esclarecer, se o MP está “rachado” como diz Zé Fumaça ou é se o caso é apenas, fumaça. Mas o Zé Fumaça que se cuide, pois água de ladeira abaixo e fogo de ladeira acima, ninguém segura. Fire!
02 – Esperando o dono da boiada
G
reve na saúde, o povão pagando o pato, filas, barulho e do outro lado o governo com o discurso pronto onde sobra crise e falta dinheiro para aumentar salários. Se faz sentido por uma lado e o anúncio de que o país está numa recessão técnica ajuda, cai do cavalo por outro, vez que o governo anuncia a contratação de mais gente para o setor de saúde. Na verdade o governo observa o fundo do tacho para ver o que vai sobrar da fritura que está no Sindisaúde, às voltas com a escolha da nova direção. De novo o discurso correto, “pero no mucho”. Se o acordo for feito e homologado, independente de quem mande no sindicato, vale para a categoria. A briga interna do sindicato não impede a conversa.
03 – De ONGs e de Petrobrás I
Criadas para serem a voz da minoria, as CPIs – por culpa dos próprios parlamentares – estão descendo a ladeira da credibilidade, sem chances de retorno. E o golpe final pode estar vindo pelas mãos do presidente Lula que pode ou deve entrar numa briga para apaziguar a base aliada e indicar quem é quem na presidência e relatoria da CPI da Petrobrás. É a suprema esculhambação. E a evisceração se dá de forma pública e os lances da briga do Renan, sempre ele, Jucá, “et caterva”, foram aparecendo aos poucos, como numa necropsia, junto com as razões nem um pouco republicanas dos envolvidos.
04 – De ONGs e de Petrobrás II
Se o caminho do governo para indicar os “cabeças gordas” na CPI da Petrobrás era difícil com a briga das estrelas sem brilho, piorou com uma jogada da oposição num lance do Heráclito que merece registro: Inácio Arruda vinha “cozinhando o galo” e levando a CPI das ONGS a lugar nenhum. De repente Inácio saiu da CPI que estava morta para as hostes da recém anunciada CPI da Petrobrás. Com uma agilidade que conflita com seu corpanzil, o Fortes deu um “ippon” e pôs o “faixa-preta” Artur Virgílio na cadeira de relator. Céus abaixo pois, via CPI da ONGs, Virgílio pode pegar a Petrobrás, tudo que o governo não quer. O “custo do abafa” subiu de preço e o PMDB já pôs na mira a BR Distribuidora.
05 – Jogo catimbado I
Expedito diz ter feito um acordo com o PSDB e seu PR e que Cassol vai para o PP, até com data marcada – dia 18 de junho – apesar do Cassol não ter dado “nem tchuns” para as suas declarações. Das duas uma: ou Cassol está no comando ou Expedito faz um vôo solo – o que é bem pouco provável. Apenas para lembrar, na questão PSDB a ordem que veio do alto é para que o partido dê guarida ao João Cahulla, que ao contrário do Cassol, continua filiado ao PPS. Voltando ao estilo Cassol, é conhecida sua estratégia de apoiar várias candidaturas e esperar que as pesquisas indiquem quem tem “garrafa pra vender”. Expedito por uma pesquisa divulgada pelo O Observador, cujo resultado aponta apenas a preferência do eleitor, estaria liderando uma corrida que sequer existe de fato ainda.
06 – Jogo catimbado II
Pelo que se dá a entender, o PSDB, – a mais desejada do baile – estaria solto e apenas em Rondônia. Estranho. Os tucanos têm uma coligação nacional com o DEM do Bianco e o PPS do Moreira, além de outra coligação em São Paulo com a ala do PMDB que é fiel a Quércia e um Serra que lidera as intenções de voto no Brasil. Apesar das questões regionais serem resolvidas no quintal de cada um, não vejo como em Rondônia o PSDB possa ser engolido da forma como se apregoa, mormente quando se espera a decisão da justiça eleitoral sobre os mandatos do Cassol, Cahulla e Expedito, que podem ser passados na lâmina de uma ora para outra. A aposta não faz o mínimo sentido. Aí tem.
07 – Jogo catimbado III
PSDB e PMDB conversam no poleiro mais alto e muito. Que o digam os parlamentares do dos dois partidos que integram o Parlasul. Do outro lado, o PT continua com a estratégica aliança com o PMDB, mesmo com as divergências ocasionais, como esta que ocorre hoje no Senado para a indicação de nomes da CPI da Petrobrás e consciente de que parte do PMDB apoiará Serra e não Dilma. Ocorre que sem o apoio do PMDB, tácito ou explícito, é difícil ganhar uma eleição presidencial. PT e PSDB sabem disso, mas aqui em Rondônia, agem como se o estado fosse uma coisa à parte do Brasil, o que torna tudo mais fácil para Cassol. Tão fácil que causa estranheza. E além disso, Bianco não dorme de touca.
08 – Jogo catimbado IV
“Ceteribus paribus”, permitam-me os economistas, Cahula não decola. Expedito e Bianco se lançam candidatos e na hora da onça beber água Cassol terá que fazer a escolha. Até agora, nenhum movimento explícito de aproximação se deu entre Bianco e Cassol, o que não implica dizer que não exista. De mesma forma, Raupp que matreiramente lançou Confúcio deixando ao PT a tarefa de encontrar seu caminho, pode estar se aproximando do Bianco. Pouco provável? Nem tanto se considerarmos que PMDB e DEM já acertaram os ponteiros em nível nacional. E Bianco continua assim..., uma esfinge. Mas com bigode.
09 – Superdosagem
Sou, por índole, favorável a todo movimento sindical que lute por melhorias para a classe trabalhadora. Entendo e aceito a greve como ferramenta legal que deve ser utilizada se e quando falharem as possibilidades de negociação. Greve porém é coisa séria e cabe ao comando organizar as ações e fiscalizar seu cumprimento dentro do que preceitua a lei e principalmente conter abusos. A greve da saúde extrapolou sua função ao montar carros de som nas portas dos hospitais, infernizando não o governo ou o governador mas, os doentes. A ação lamentável, equivocada e antipática pode custar caro ao movimento.
10 – Tensão no ar
A movimentação incomum, com uma bem orquestrada ação de políticos favoráveis a Ivo Cassol, marcou a semana e a pergunta – a quem interessa a cassação de Ivo Cassol? –virou mote nas redações alinhadas. Ora, a cassação interessa aos adversários mas, não se dá pela ação deles, e sim devido ao processo em trânsito no TSE. Se perguntassem “quem torce pela saída do Cassol?”, vá lá. Deixando essa querela, e como perguntar não altera voto de ministro, lá vai: por que a movimentação orquestrada? Será que o processo tomou novo rumo? Há algo no ar além dos tucanos interceptando aviões bolivianos.
Fonte: Léo Ladeia / www.gentedeopiniao.com.br / www.opiniaotv.com.br
leoladeia@hotmail.com
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