Quarta-feira, 14 de julho de 2010 - 18h09
Frase do dia:
“As aparências não enganam. Quando você vê um fato vestido de absurdo, há enorme probabilidade de que ele seja o que parece.” – Jornalista Josias de Souza sobre a criação de mais uma estatal – a EBS – e seus cabides de emprego pelo governo.
01-Bobagem legalizada
Sou contra castigo físico em crianças mas, concordar com a maluquice de se firmar isso em lei é absurdo. O governo federal vai enviar ao Congresso, projeto de lei que prevê punições para quem aplicar castigos corporais em crianças e adolescentes. A idiotice já recebeu a primeira palmada. O Coordenador da Infância do TJ-SP, assessor do ministro Cezar Peluzo no CNJ diz: "A violência tem que ser tratada enquanto educação. Não adianta ameaçar os pais para que parem de bater. Que se eduque a nova geração, que dá resultado muito maior." A “tchurma” não desiste nunca. O negócio é controlar tudo.
02-Cabide olímpico
A “tchurma” resiste, insiste e não desiste. O governo usou a lei de calamidade pública para abrir o guarda-roupas e pendurar cabides de emprego, sem concurso ou quantidade de cargos definida. Faltando seis anos e para evitar atrasos os cabides já são usados para quantas pessoas quiser, pelo critério, tempo e salário que der na venta. O jeitinho foi feito por um projeto de lei criando a APO-Autoridade Pública Olímpica e utilizando-se a lei de calamidade pública, que permite fazer nomeações temporárias em casos como crises no sistema de saúde e outras situações de emergência e agora, atrasos de obras.
03-Bolsa esmola ou bolsa família?
Gilberto Dimenstein, criador da ONG Cidade Escola Aprendiz, é um jornalista ligadíssimo ao tema educação e, em artigo, relembra os velhos tempos da criação do Bolsa-Família. É incrível o que pode fazer a propaganda eficaz. A mentira já foi contada e aceita mas, a Dimenstein insiste na tecla. Apropriar-se de uma idéia, desrespeitar o direito autoral é tão abjeto quanto qualquer roubo. "Uma mentira muitas vezes repetidas, torna-se verdade", disse Joseph Goebbels. "A verdade não pode escandalizar", disse Marilena Chauí. O PT chamava o bolsa-escola de bolsa-esmola, diz Dimenstein. O artigo está disponível aqui.
04-Para quem prega a ressaca
Muita gente tem falado sobre a ressaca pós usinas em Porto Velho mas, pouca gente se dá ao trabalho de olhar algo que não seja o próprio umbigo. A Odebrecht prevê investir mais de US$10 bilhões no Peru nos próximos 5 anos principalmente em hidrelétricas. Os planos de investimento vão de energia, rodoviário, portuário e são os mais ambiciosos no país, disse Jorge Barata, superintendente da unidade peruana. A Odebrecht vai construir três hidrelétricas no Peru entre 400 e 825 megawatts e já tem a concessão de uma delas. Em novembro um trecho da Rodovia Transoceânica será concluído e Porto Velho estará no meio do caminho. Mas as vuvuzelas da desgraça continuam sendo tocadas.
05-Pé na estrada
Enquanto a maioria dos candidatos assentou praça em Porto Velho, tucanos e petistas tomaram o caminho da roça. Na manhã de hoje um comboio saiu de Porto Velho com 60 carros para rodar o interior, visitando todos os municípios. Vão encontrar os tucanos que já meteram o pé na estrada há algum tempo. E quando os governistas e peemedebistas resolverem seguir o mesmo caminho faltará estrada e sobrará poeira. Lembrei a técnica usada pelo deputado Amaury. Sem grana, ia atrás da comitiva do Cassol comendo pó. Quando a poeira baixava ele surgia na casa do eleitor na velha e lenta camioneta. Pedia água, reclamava da poeira, do excesso e pressa dos carros. A identificação era imediata.
06-Fuçando e embromando
“Meu sigilo já foi quebrado duas vezes e a corregedoria não fez nada. Vou esperar, mas não tenho esperança”, diz Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, que teve seu sigilo fiscal quebrado e divulgado como o dossiê retratado pela revista Veja. Para o secretário da Receita, uma certeza: "Houve diversos acessos, por vários funcionários, que estão sendo investigados. Sei dia, mês, hora e a máquina em que foram feitos os acessos. As informações estão protegidas por sigilo, até mesmo para não condenar inocentes". Logo, EJ não é inocente. Para ele, a Receita está “embromando” e “tentando encobrir”. Uma certeza: até a data das eleições ninguém vai saber quem fuçou os dados. A lição do caseiro Francenildo foi aprendida. Fuçar, sempre. Revelar, jamais.
07-Um pouco mais do mesmo
O deputado Raul Jungmann vai representar no MPF contra o secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, por crime de prevaricação. O secretário disse a uma comissão do Senado que já sabe quem acessou os dados fiscais do secretário-geral do PSDB, Eduardo Jorge, mas que vai aguardar a conclusão da investigação para apresentar a denúncia, o que pode ocorrer somente depois da eleição presidencial. Para o deputado, se o secretário já identificou a pessoa, não cabe aguardar para denunciá-la. O prazo total para a conclusão da investigação é de 120 dias. "Se ele sabe quem é, tem obrigação legal de denunciar. Vai esperar a eleição passar?" Acho que vai deputado. Acho que vai.
08-Lula desafiando a lei
"Eu não tenho por hábito desafiar nem o mais humilde dos brasileiros quanto mais uma legislação que nós mesmos criamos no Congresso Nacional" disse Lula. "Eu fiquei quase que na obrigação moral de dizer que quem tinha começado a trabalhar a questão do trem-bala, a começar o projeto, a discutir, tinha sido a companheira Dilma. Possivelmente não devesse ser eu a ter falado, tinha outros companheiros (...). Mas o dado concreto é que você como jornalista sabe que foi ela que começou, foi ela que trabalhou, foi ela que organizou, foi ela que fez todo o trabalho para que a gente pudesse ontem publicar o edital do trem-bala. Se eu cometi um erro político eu peço desculpas, mas a intenção era apenas o reconhecimento histórico de quem trabalhou para concluir uma coisa." Pisa, repisa, desafia, desrespeita, tergiversa e o TSE quieto. Na moita.
09-Um pouco mais disso aí
Um dia após o presidente Lula promover sua candidata Dilma Rousseff em ato oficial, a candidata Marina Silva bateu colocado mas, com toda doçura ao dizer que ele não pode usar sua popularidade para burlar a lei eleitoral. Sem citar nomes, Marina cobrou respeito à legislação, que impede propaganda eleitoral em eventos de governo. "Nós que somos pessoas públicas devemos ter total observância da lei. O fato de ser mais aceito pela população, de ser carismático, não nos dá direito a extrapolar a legislação.O exemplo tem que vir do alto. Sou muito favorável à ideia de que quanto mais amigo do rei, mais alta é a forca", acrescentou. Marina chia, a gente chia, o 148 existe, o TSE existe, mas...
10-Vai tê qui tê diproma
A comissão da Câmara que discute a exigência do diploma para jornalistas aprovou a obrigatoriedade do diploma, derrubada pelo STF em 2009. A matéria ainda será votada em dois turnos antes de ir ao Senado. “A exigência de graduação em jornalismo e de registro do respectivo diploma nos órgãos competentes para o exercício da atividade profissional não constitui restrição às liberdades de pensamento e de informação jornalística” diz o texto. Não tenho e nem pretendo ter o diploma mas, sou favorável à exigência, desde que antes do diploma sejam alfabetizados, freqüentem a escola, façam os ciclos que antecedem a faculdade e saibam se expressar pelo menos na língua mãe. Pedir que desenvolvam o gosto pela leitura talvez seja pedir muito, mas seria desejável.
Fonte: Léo Ladeia - leoladeia@hotmail.com
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