Sábado, 20 de junho de 2009 - 14h37
Frase do dia:
“Aguarde, em uma esquina perto de você, funcionários e comissionados fazendo pit-stops.” – Zé Carlos de Sá no seu blog Banzeiros, sobre ações da campanha Pró Rondônia
01-Lá vem outra polêmica
O que será que passa pela cabeça do Senador Expedito? Nem bem resolveu a pendenga dos mototáxis e entra com outra que tem de tudo para dar errado: um projeto de lei que permite ao taxista transferir a sua titularidade a outra pessoa de forma gratuita, paga, por herança, morte, além de poder alugar a placa. “É inegável que o mercado existe. Trata-se de reivindicação antiga e justa dos taxistas, para que possam transmitir por herança a placa do taxi, que nada mais é do que a fonte de renda da família”. Juro que não entendi. Eu achava que era uma concessão pública e como tal, pública e não familiar privada. Seguindo o projeto do senador, no futuro pode-se fazer o mesmo com outras concessões como cartórios, contratos de segurança, limpeza, refeições, ônibus, aviões, pedágios, etc. É reinventar o feudo cartorial.
02-Lá vem outro barraco togado
O ministro Joaquim Barbosa do STF está irado com Gilmar Mendes, presidente do STF, por conta da sua frase à Isto É: "essa tese de a Justiça “ouvir as ruas” serve para encobrir déficits intelectuais. Eu posso assim justificar-me facilmente, não preciso saber a doutrina jurídica. Posso consultar o taxista". Abespinhado, Barbosa foi conversar com Ayres Britto e Celso de Mello, vez que havia assumido com os dois o compromisso de não mais voltar ao tema “sair às ruas”. Ocorre porém, que a frase coube justa na sua toga, o ministro Barbosa não cultiva o hábito de “levar desaforos para casa” e até ontem, segundo a Folha de São Paulo, estudava dar uma entrevista com "declarações fortes" sobre Mendes. Vai ser difícil segurar o Barbosa.
03- Lá vem ação contra Jirau
Um advogado que gosta de escarafunchar contratos, sentenças, relatórios, pesquisas, essas coisas meio que herméticas aos pobres mortais, garantiu-me que a Licença de Instalação da Usina de Jirau é um verdadeiro “samba do crioulo doido”, tanto em termos técnicos, quanto jurídicos. Segundo o “escarafunchador mor de papéis”, tudo foi feito senão às pressas, mas sem ater-se a certos critérios, o que pode gerar uma enxurrada de processos e atrapalhar o andamento da obra. Na verdade para o analista, a coisa começa errada com a transferência do eixo da barragem que já foi alterada por duas vezes. A partir daí é como um efeito dominó. Torço para que Jirau não seja a irmã gêmea de Angra, a “usina vagalume”. Parece que há uma cabeça de porco enterrada em Jacy, tantos são os problemas reais e fictícios elencados.
04-Lá vem greve na saúde
O MP do Trabalho chamou as partes e promoveu um acordo pondo fim à greve de servidores da saúde. Supunha-se que a partir daí a equipe do governo sentasse de um lado, servidores do outro e a conversa rolasse. Parece que a coisa não foi bem assim. Uma nota da Cut diz no seu irtem 3: “Ao se referir ao andamento das negociações o Decom afirma que “os pontos passam pela... luta em conjunto pela transposição e dívida do Beron”, dando a entender que qualquer avanço estaria condicionado a essas duas situações”. Danou-se...Como esperar que os sindicatos consigam – em tempo recorde – o que não foi conseguido pela bancada federal, passando por cima do Congresso Nacional? Na poeira da retomada da greve, anunciada pela CUT, podem vir outros sindicatos e/ou a Associação de Mulheres de PMs. Juízo gente, juízo...
05- Dilma: dura na queda
Impressionante a disposição da ministra-candidata Dilma Roussef. Como ministra cumpriu a extensa agenda de visitas, conversas, assinaturas de acordos, representando seu governo e, como candidata foi perfeita. Sem demonstrar cansaço ou abatimento – está submetendo-se a quimioterapia para tratamento de um câncer – agüentou o calor, discursos e tirou de letra o desconforto visível das duas estrelas que a secundavam, Sobrinho e Cassol. No fim de tarde, lá no Campo do Treze, Dilma Roussef que havia sido incensada pelo governador durante todo o dia, foi mais uma vez politicamente correta. Recebeu, pôs na cabeça e permaneceu até o até o fim da cerimônia, com o chapéu, símbolo do Cassol. A Cassolândia foi à loucura.
06-A hora e a vez dos mototaxistas
A presença do senador Expedito na comitiva da ministra Dilma foi o catalisador para que as manifestações dos mototaxistas que invadiram a praia na recepção preparada pelo PT para Dilma Roussef . Com extrema mobilidade e bem coordenados foram à Zona Leste na intenção de “melar” a fala do Sobrinho, alvo escolhido para Cristo pela categoria e logo após a claque se deslocou para o Campo do Treze para emprestar apoio ao governador Cassol e incensar o “padrinho” Expedito. Ocorre que lá estava presente Roberto Sobrinho, sua turma e, de novo, a “tchurma do guidão” voltou a fazer barulho apupando qualquer nome petista que fosse citado nos microfones. Sobrinho agüentou o tranco e prepara o troco até porque o saco de apanhar é o mesmo de bater e Sobrinho já mostrou que não tem aptidão para “pushing ball”. Agora vai.
07-Candeias também quer “uns trocado”
Juro que não entendi “lhufas” nem “porques” mas, o vizinho município de Candeias do Jamari também quer “tirar uma lasquinha” com a construção das Usinas de Santo Antonio e Jirau. No confuso documento enviado ao MP não se pode a rigor, dizer que a Prefeitura do Candeias não tenha se esforçado para explicar as razões da pedida. Ocorre porém que, como inexistem as tais razões, apesar da estrutura do documento e de citações de leis, a idéia para prosperar vai precisar de muita ajuda, haja vista que a obra sequer tangencia o município. E tome-lhe os argumentos sobre poluição – até sonora e atmosférica – ictiofauna, densidade demográfica, artigos de leis, tudo assim com aparência de coisa altamente técnica e científica. Barro jogado na parede e se colar, colou. O importante para a “tchurma “ é o manjadíssimo “querumeu”.
08-Sinal verde para a barbárie
Não tenho diploma de curso superior em jornalismo – comecei tarde na profissão – mas fiquei triste com a decisão da justiça de não regulamentar a atividade com a exigência da graduação em curso específico. Num país onde a educação formal está falida, o hábito da leitura é uma exceção e a proliferação dos meios de comunicação avança com o milagre da internet, exigir-se a formação para qualquer profissão é imperioso. Claro que autodidatas obterão sucesso pelo esforço próprio mas, isso é exceção e não regra. O estilo jornalístico é pessoal mas, regras, técnica, ética, metodologia e especialização, fundamentais para exercer a profissão devem ser matérias curriculares obrigatórias. O conhecimento e a ética são antídotos contra a barbárie que ronda as redações, e anteparos à avassaladora onda do “topa tudo por dinheiro”, sem compromisso com a informação. Jornalismo é, e precisa continuar sendo, coisa séria.
09- “Como chupar a manga”
Um grupo de senadores resolveu espremer o “Marimbondo de Fogo” contra a parede e já deram o aviso: querem a cabeça do diretor, reunião de pauta, sabatina para o novo diretor a ser indicado, redução de funcionários, auditoria, mas, na verdade o que querem mesmo é que o “Marimbondo de Fogo” peça pra sair. E olha que o Sarney pensou nisso, segundo as más línguas. Só não deixa o cargo porque o Renan – presidente de fato – não deixa. Aí o Sarney concordou com tudo, pediu um tempo e vai deixar que o Renan resolva. E o pai da “Maria do Calvário” já começou a resolver, distribuindo “informes infames” sobre os “senadores éticos”. Até aqui só não entraram na roda Pedro Simon e o Jarbas. Mas é só uma questão de tempo. A cachorrada do Renan já está no rastro para descobrir infâmias. E se não descobrir inventa. Foi assim com o falecido Jefferson Perez. O jogo é bruto e Renan é cruel. Crudelíssimo...
10- Pró Rondonia ou Pró Cassol
Ontem fui ver de perto a D. Dilma no Campo do Treze – terá sido escolha aleatória? Duvido! – com o chapéu estilo Cassol enfiado na cabeça e tecendo loas ao governador e ao estado. A coisa estava mais para comício de candidata. Presente a claque de mototaxistas e como num clima de campanha, não faltaram as famosas “praguinhas eleitorais” pespegadas a torto e direito no peito de quem chegava ou passava por perto. Fui pesquisar a origem do movimento Pró Rondônia e só para variar a idéia é do mesmo grupo de empresários e artistas que durante anos se mantêm próximos de quem governa o estado de Rondônia. Se juridicamente o movimento não exerce qualquer influência, politicamente é uma jogada de marketing eleitoral. Até poderia, para ser mais explícita, ter duas frases. Pró Rondônia e Fica Cassol. Mas aí pinta a lei eleitoral que pode gerar problemas no futuro. Coisas de marqueteiros.
Fonte: Léo Ladeia / www.gentedeopiniao.com.br / www.opiniaotv.com.br
leoladeia@hotmail.com
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