Sábado, 21 de junho de 2008 - 19h38
FRASE DO DIA – "Ainda tenho a dúvida se o "Machadinho" que deu nome ao lugar é referência ao rio ou ao instrumento de corte?". – Zé Carlos de Sá em cortante ironia seu www.banzeiros.blogspot.com. Ô raça, como ele mesmo diz.
Pauta política de 01 a 10
01-Pintando o bicho de sete cabeças:
Ainda é rascunho, mas a tela do pintor Cassol para a eleição em Porto Velho vai tomando forma. O rascunho lembra um bicho de 7 cabeças, que ao final poderá ter vários braços e pernas mas só uma cabeça. Qualquer uma que não seja a do Roberto Sobrinho. E na mistura de tatu com cobra vale tudo. Escaldado, Casara pulou fora, e
fora deve ficar também Mauro Nazif. Cassol espalha as tintas, mistura Garçon com Silvana Davis e por fora incensa Alexandre Brito do PSDC que não aceita Garçon, mas que pode fazer dupla com outro médico na cirurgia para a remoção do Sobrinho. A coisa é meio Highlander: “Só pode existir um”. E fazendo cara de paisagem, Sobrinho espera o desafio.
02-Pintando o sete:
Derrubar Sobrinho não é apenas uma questão pessoal para Cassol. É de sobrevivência política. Se reeleito, a meteórica trajetória política dará ao professor status de líder político respeitável em condições de ombrear com qualquer outro político e não por acaso Raupp dá o apoio do PMDB, deixando a briga futura para o PT de Valverde, Fátima e Roberto. Cassol, com rara intuição, privilegiou seu grupo a partidos e pode estar apostando no eleitorado de Porto Velho. No primeiro caso, criou obstáculos para alianças e no segundo, aposta no azarão. O eleitorado de Porto Velho funciona como um pêndulo ao sabor dos ventos e tanto se inclina para um lado como para o outro. Aí é confiar demais no taco...
03-Quem mais pinta no pedaço:
Casara sublimou sua candidatura e entra na disputa com um propósito de partido: pintar um belo tucano para a mostra nacional de 2010. Adilson Siqueira vai pintar a Monalisa-Helena, também num projeto de futuro. Como escultura, Nazif é a própria esfinge com um novo enigma – “Decifra-me: ou devoro-te ou devoro-me” – e suas próprias dúvidas. Só vai com a certeza da vitória. Depois de duas derrotas, e havendo a terceira, estará com sua obra política abalada. De todos os candidatos é o que mais pode perder e logo, posterga ao máximo a decisão. Seu partido
, o PSB transita livre, mas seu nome tanto pode agregar como desagregar votos com a mesma intensidade, a depender das alianças que fizer.
04-Musas convidadas:
Um remake do “Eu e a Cláudia” ou apenas balão de ensaio? Se balão, o nome da Silvana Davis “charutou” na largada entre os apoiadores do Garçon. Quanto a Claudia Carvalho, mistério..., nem mesmo ela fala sobre o assunto. E o deputado federal Garçon segue juntando partidos para o seu projeto de ganhar a prefeitura de Porto Velho. Até agora são 11 partidos, para tempo na TV, sua praia: PV, DEM, PR, PTB, PSDC, PTN, PRP, PPS, PHS, PTdoB, mas há controvérsias a respeito da com o DEM e do PSDB. O DEM tenta uma improvável composição com o PT pelas mãos do vereador Ted Wilson e o PSDC pode não ajudar na pintura, já que o “Boi” normalmente participa apenas com o pincel.
05-TRE – “le grand marchand”:
Para a vernissage, o TRE deverá fazer a análise criteriosa da cada um dos artistas e suas obras. Só participarão aqueles que tenham um passado de conduta ilibada. Quem andou pintando os canecos, o sete, pichando ruas, enfim os “Pedro Malasartes”, em débito com a justiça participa da mostra maldita, separada, com nomes e artimanhas revelados ao público – o grande juiz da mostra. Claro que haverá choro, ranger de dentes e recursos de todos eles para estarem no salão principal e não segregados como enganadores e estigmatizados. Sobre eles estará também o olho vigilante da justiça e a imprensa para coibir as falcatruas como a compra de votos, a arte mais comum dos malinos.
06-Em busca de espaço:
Repercutiu a proposta para encontrar um novo espaço para o Arraiá Flor do Maracujá e um amigo me disse que estou mexendo em casa de caba podendo até desencadear nova guerra entre “cutubas” e “peles curtas”. Bem longe disso, o que proponho é uma questão racional para se priorizar o atendimento de uma demanda pública. Não temos futebol – eu sinto muito também – e temos a cultura popular sob diversos matizes que precisa de atenção e espaço. A coisa é simples assim. Nada contra o nome de Aloísio Ferreira, mas tudo contra aquele monumento
ao nada e que a nada serve, com nome de estádio e sem condições de sê-lo. Quem sonha com teatro, gasoduto, esgotamento sanitário, água tratada, segurança, saúde, transporte coletivo e educação de qualidade, pode sonhar com esportes – e não só o futebol – numa boa praça esportiva. Sou um incorrigível sonhador.
07-Falando em Flor de Maracujá...
Uma beleza! Cultura popular mesmo. Mostra nascida do povo, dentro do Carmela Dutra em 1982 e que agregou as folias de bois que brincavam pelas ruas. Mas, apesar das comidas e trajes típicos, da garra com que os foliões – ou seriam brincantes? – confesso ter sentido a falta de baião, forró, xaxado, maxixe, etc. Gostei da adaptação acelerada da introdução da música “Pra tirar côco“do Messias Holanda, que parece ser a única música junina descoberta pela “tchurma” que tocada à exaustão “enche os picuá”. De resto só não ouvi ainda “Parabéns pra você”, “Ilarilalariê” e “Sigurutchan” em versão forró. Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Jackson do Pandeiro, Genivaldo Lacerda, Marinês e Sua Gente e todos os outros “sãojãosistas”, não foram contratados ou não deram as caras na festa. Pode tocar forró que o povo gosta. Perguntem ao Zekatraca se não é verdade?
08-Pra variar, tucanos em crise:
Pelas turbinas da Alstom, além de água para gerar energia passou muita grana para gerar corrupção. Testemunhas teriam confirmado o envolvimento da Alstom e o esquema de propina e o Ministério Público suíço tem provas de que o esquema usou pelo menos seis offshores para, em troca de contratos, pagar propinas que somam R$ 13,5 milhões a políticos de São Paulo entre 1998 e 2001, já no governo do PSDB. A investigação sobre a empresa francesa Alstom na Suíça está perto da conclusão. O juiz federal suíço Ernst Roduner tem informações bancárias que demonstram pagamentos suspeitos por parte da Alstom a funcionários públicos estrangeiros. Mas, por enquanto, se recusa a dizer a quem foram feitos os pagamentos. "Convoquei testemunhas na França e na Suíça. O processo está praticamente em sua fase final". E parece que tem tucano gordo com tanto alpi$te.
10-Oxigênio para o gás:
Estudantes de Rondônia preparam manifestação em Brasília para reivindicar a construção do gasoduto Urucu-Porto Velho. A campanha “Gasoduto Já” exige o início imediato da obra que está paralisado desde 2001. Cerca de 50 secundaristas e universitários devem vir à capital, provavelmente no dia 01 de julho, cobrar do Executivo e do Legislativo uma data para o duto começar a sair do papel. A galera está agitada, fazendo palestras e conscientizando a população e já se prepara para ir ao interior do estado para mostrar a importância do gasoduto para a Capital e os reflexos que advirão para o Estado. Entre você também nessa luta que é de todos nós rondonienses. Gasoduto Já!
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