Terça-feira, 21 de agosto de 2012 - 05h01
Frase do Dia:
“Lula queria apenas um negro no STF ao indicar Barbosa, mas acabou arranjando um bom algoz” – Jornalista Josias de Souza
I-Onipresença
Fui a Guajará Mirim no fim de semana e o que mais vi foi Mário Português. Nas placas, nos carros onde havia espaço possível na rodovia, lá estava o Português. É a campanha para prefeito da capital com a maior visibilidade e maior volume até agora. Massificar a foto como teaser e preparar a ofensiva para o programa eleitoral gratuito. Sem problemas de caixa – o orçamento é de 10 milhões com recursos próprios – ele comanda com seu grupo fiel as ações e agendas de visitas. Agora é esperar o horário eleitoral que começa amanhã, já com o discurso pronto. Mário Português é até aqui a grande surpresa das eleições.
II-Verde que te quero
Na primeira pesquisa publicada ele apareceu à frente de todos os outros candidatos e não foi surpresa para ninguém. Garçon anda muito, não para de fazer campanha nem mesmo quando não há campanha, sabe e fala a língua do povão o que lhe confere enorme aceitação entre os desassistidos e como todo garçon que se preza, intui e sabe dizer o que o interlocutor quer e precisa ouvir naquele momento. Há mais um fato: os partidos às vezes contam pontos a menos e o Partido Verde conta para mais em razão da voga ecológica que varre o mundo. E para quem não é da onda verde, o Garçon também não é um ecoxiita ou eco chato.
III-Fátima e o voto de partido
Se alguém quiser falar mal de Roberto Sobrinho basta ter vontade e, para achar razões é só procurar onde deu ou não deu certo, mas dizer que ele não fez nada como prefeito é falsear a verdade e é aí que Fátima Cleide desperta o eleitor. A sua militância no PT de Lula, Dilma e Roberto Sobrinho leva o eleitor a associar mais até do que se pode ou deve esperar dela. De forma inteligente o PT administra arestas na sala ao lado, sem passar recibo de rusgas em público. Para lembrar, o PT historicamente tem um índice entre 25 e 30% do eleitorado. Cavar o que falta para ir ao segundo turno não é tarefa impossível. E haja a militância.
IV-Dr. Mauro
A estratégia não me parece a mesma de sempre. O mais calejado na disputa para prefeito de Porto Velho não mudou o estilo de ouvir muito, falar pausadamente e decidir do seu jeito. Parece mais recluso e creio que aguarda o momento certo para apertar o acelerador e queimar apenas a gasolina necessária que lhe garanta chegar ao segundo turno sem sobressaltos e com volume de campanha que lhe possibilite enfim faturar a almejada cadeira já tantas vezes disputada. Dos candidatos na disputa o Dr.Mauro é o que menos tem a perder. Se ganha é prefeito. Se perde continua deputado e com a estrada asfaltada para a reeleição.
V-Mariana Carvalho
Ouvi dizer que Expedito Jr. caiu de cabeça na campanha da Mariana e isso faz toda a diferença. O Magrão é bom de articulação, bom de voto, bom de campanha e sabe como poucos “desentocar picapau do toco” se o assunto é arranjar para financiadores de campanha. Mesmo afastado Expedito é o tucano de mais vistosa plumagem e o mais visível nome regional do PSDB. Mariana ganha aquele reforço que aliado à sua boa performance no vídeo deve empolgar o eleitorado chegado ao PSDB e à juventude engajada. Mariana com pouca idade já tem um histórico devida pessoal e política de fazer inveja a muito marmanjo velho.
VI-Dr. José Augusto
Aos que acham que o Dr. José Augusto é um político ou um empresário à moda antiga, sugiro darem uma olhada no seu hospital, ou melhor, na ampliação do Prontocordis e nas bases do seu programa de governo. Apostando na grande vascularização do seu PMDB, o médico José Augusto age de forma homeopática ao dosar os recursos financeiros e sem economizar sola de sapato. Ao seu lado está um marqueteiro caseiro, criativo, batalhador e que tem uma estrutura física que muitos canais de televisão não possuem. Dr.José Augusto é a aposta do PMDB na parceria governo do Estado e Prefeitura de Porto Velho e que muito pode trazer de benefícios para a capital. E vamos combinar, não faz qualquer sentido o PMDB não ter candidato.
VII-Mário Sérgio e o susto
Depois de um susto com as notícias de que estaria fora da disputa, o jovem ex-presidente da Emdur meteu o pé na estrada apostando na força da sua juventude e na crença de que boa parte do eleitorado cansou dos políticos profissionais. Ouvi o Mário Sérgio tratando das soluções que tem para Porto Velho e claro que o fato de ter trabalhado dentro da estrutura lhe dá bagagem para construí-las. E há algo que não se pode negar: passar pelas dificuldades que Mário Sérgio passou já no início da campanha e continuar lutando é para quem tem ganas de vencer. E tem mais seu partido e coligação é uma sopa de pequenas letrinhas.
VIII-Aluizio Vidal
Não fosse a opção de tocar sozinho sua candidatura sem a participação de outro partido e o teólogo, pastor e psicólogo Aluizio Vidal teria chances. Defensor de ideias claras e modernas, Aluizio se engessa na opção do seu PSol. O interessante é que o PSol aqui mantém a pureza partidária mas no Amapá por exemplo se dobra e ainda que não coligando com outros partidos como o PMDB, apoia candidatos sarneyzistas. Nada sei do PSOL internamente, mas a aposta de crescer a cada eleição e um dia alcançar o poder é frustrante. De qualquer forma, conhecendo de perto o homem e o político, desejo toda sorte ao Aluízio e espero que a sua mensagem seja bem entendida pelo eleitor comum e não só pelo grupo que domina o seu partido.
IX-Por um fio
O PSTU trocou de candidato. Saiu Jaderson Silva e em seu lugar entrou Waltério Rocha, professor e oficial da PM de Rondônia. Para a vaga de vice-prefeito Marcio Martins, publicitário e líder comunitário do bairro São João Bosco. Informações do PSTU dão conta que o discurso e a proposta continuam os mesmos que já foram apresentados anteriormente por Jaderson Silva que agora ficará na coordenação da campanha e na formulação de estratégias estaduais para o partido visando as próximas eleições.
X-Papo com Zé de Nana
X1-Parece que o dinheiro minguou no governo. E aí Mané? Será que ainda vai ter do tanto que você quer?
X2-Sem grana e sem orçamento reza a lenda que é hora de cortar a carne. De preferência dos outros.
X2-Quem vai a Guajará Mirim fazer compras em “La Banda” precisa somar ao custo das mercadorias as despesas com o reparo da suspensão do carro. Depois do trevo a estrada virou um buraco só.
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