Quinta-feira, 25 de março de 2010 - 13h20
O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia concedeu por medida liminar em ação cautelar pleiteada pelo governo do Estado, a suspensão da greve dos trabalhadores em educação promovida pelo Sintero. Pelo que se conhece do Sintero, a greve deverá continuar, até porque, em se tratando de liminar, falta julgar o mérito. Até lá, a água vai descer, o discurso do governo vai endurecer e o povo vai se..., digo: vai pagar o pato.
O Sintero que ainda não foi comunicado da decisão do Tribunal de Justiça, pôs a boca no trombone e decidiu: a classe continua com o movimento grevista. Espera-se hoje uma série de manifestações regionais e outra em frente à Assembléia Legislativa. Para lembrar, a greve começou há 13 dias e até aqui, só escaramuças. O governo mostrou o acordo assinado e o Sintero rebateu. O governo diz que é greve política e o Sintero sabe que é. Pau de um lado e do outro, estudante sem aula e o povo pagando o pato...
Esperava-se movimentação maior mas, salvo alterações de outra ordem, a dança de cadeiras na Prefeitura Municipal para atender o disposto na lei elitoral será restrita a três secretários que disputarão vagas a deputado estadual – Epifânia e Mário Sérgio – e deputado federal – Israel Xavier. Epifânia e Mário Sérgio retornam à Câmara para assumir as titularidades como vereadores em lugar de Wildes e Chico Caçula. A partir daí, outras mudanças irão ocorrer nas secretarias. Mas aí são outros quinhentos.
Continua em compasso de valsa a decisão do secretário Williames Pimentel que pode deixar a Semusa e voltar para a Funasa. Pimentel que é da cota do PMDB e soldado do partido, obedece e aguarda os arranjos políticos. Mas, a grande novidade foi a saída de Fernanda Kopanakis da Semur, cuja exoneração a pedido, tem “caráter estritamente pessoal”. Tida como técnica competente e com um trabalho relevante na regularização fundiária, Fernanda Kopanakis continua indo à Semur, colaborando com a transição.
A “tchurma” de Rondônia invadiu a pequena Humaitá no vizinho estado do Amazonas. Não para ver suas belezas naturais e sim por uma razão bem prosáica. Tirar uma foto ao lado da poderosa dublê de ministra e pré-candidata Dilma, que apareceu sem Lula. Como a BR3-19 já existe e não se inaugura recapeamento, imagino que o palanque armado era para inaugurar a assinatura da Ordem de Serviço da ponte de Porto Velho, longe de Humaitá. A exemplo da rica diversidade amazônica, a fauna política mostrou todo seu colorido esplendor. Tinha de tudo por lá. Exceto tucanos, por motivos óbvios.
Numa discussão construtiva, dois nobres deputados da Câmara Federal esgrimiam com inteligência, compostura e erudição vernacular. Bolsonaro havia pespegado no velho Brizola o título de “Don Raton” e Brizola Neto defendeu seu avô: “a injúria aos mortos é um comportamento típico dos verdadeiros covardes”. Bolsonaro viu na defesa o espaço para a réplica e, como ex-militar, fuzilou: "V. Excia. é um canalha”. A partir daí a quase tertúlia degringolou para um bate boca de corar traficante em boca de fumo.
Apesar do cardápio anunciado, da sala sente-se o cheiro de outro prato na cozinha. Na semana passada o Senador Raupp deu a dica ao mostrar que a receita anunciada, pode desandar. Raupp jamais descartou uma aliança com o PT no primeiro turno e trabalha nos bastidores para que ocorra. A partir de uma pesquisa para consumo interno local, as coisas podem tornar o cardápio mais palatável ao eleitor. Como venho dizendo de há muito, esta é eleição para senador. A dificuldade é o PT indicar o vice do Confúcio que, mineiramente como é seu estilo, aguarda o possível ou desejável nome.
Obama que conseguiu aprovar o seu projeto de saúde – algo como um SUS de gringo – vai encarar outra pedreira, vez que o texto foi devolvido ao parlamento por conter “vícios de procedimento”. Matutando sobre quais seriam esses tais vícios, me ocorreu uma idéia que pode ajudar na solução e me senti “o cara” O Congresso do EUA enviaria uma equipe ao Brasil para saber o que fizemos para transformar o moderno projeto do SUS, em algo que não funciona. A partir daí é caminhar no sentido oposto.
O governo da Suíça, a pedido da justiça brasileira, rastreou, localizou e bloqueou uma baba de US$13 milhões, pertencentes ou controlada por Fernando Sarney, que é filho do presidente de um dos poderes do Brasil, José Sarney. O troco não foi declarado ao IR e a medida de bloqueio é administrativa, até que se comprove a ilicitude para que a partir daí, em caso positivo, se dê tratamento criminal e repatriação do valor. Sobre o fato Sarney esquivou-se: "Fernando é maior de idade e tem advogado constituído".
A notícia sobre a grana do Fernando Sarney – que baba... US$ 13 milhões é quase três orçamentos anuais do bolsa família e tudo para uma família só – está disponível em todos os jornais, sites de notícia, blogs, etc., menos no jornal O Estado de São Paulo e no seu site. Mas que fique claro: O Estadão de São Paulo adoraria publicar e comentar a matéria mas, por força de determinação judicial, está proibido de publicar qualquer matéria que envolva especificamente o senhor Fernando Sarney. A censura prévia é um instrumento de governos totalitários, fere a Constituição mas, existe ainda no Brasil.
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