Segunda-feira, 30 de novembro de 2009 - 06h00
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Frase do Dia:
"Em toda eleição há risco de você ter desvios, caixa 2. É inerente ao modelo." – José Eduardo Dutra futuro coordenador de campanha da Dilma Roussef
01-A partilha I
Roubar verba pública é comum, aqui e alhures mas, ver o governador Arruda em vídeo, fazer a partilha com asseclas é de vomitar. Pior: mais uns dias e o nojo vai se repetir com outro vídeo, áudio ou em uma conversa que é de domínio público mas,que não será publicada. E por que não? É que a independência do jornalista é limitada. Quem quebra o contrato não ganha o larjant. Na frase do lorde inglês – “Se as pessoas soubessem como são feitas as salsichas e as leis, não comeriam as primeiras e não obedeceriam as segundas,” – pode incluir a imprensa. Sabe aquele bordão gaiato do Zorra Total, “Tô pagando...”? Pois é...
02-A partilha II
Qual será o gasto duma campanha eleitoral aqui em Rondônia para, por exemplo, deputado estadual? Para fazer bonito, a estimativa é de alguma coisa em torno de R$ 1,5 milhões. Claro que essa grana toda não sairá do bolso do candidato. Pega daqui e dali e a pesquisa vai indicando aos financiadores quem pode ter a burra mais forrada. Mas, a prestação de contas dificilmente atingirá tal valo, ou seja, por fora vai rolar muita grana que deverá ser paga pelo candidato depois da eleição e aí está o DNA da coisa. A grana pública, nossa, é desviada para quitar a “bomba”.
03-A partilha III
No país do faz de conta, como diz o ministro Marco Aurélio, a fiscalização é faz de conta. As regras – mudam a cada eleição – levam os fiscais a se dedicarem mais ao acessório que ao principal. A compra de votos que influencia a eleição, cai no labirinto jurídico de onde só sai depois de anos. A impunidade gera a contumácia e a partilha passa a ser ferramenta para financiar campanhas dos já encastelados no poder. A leniência e a cultura do “rouba mas faz” realimentam a corrupção. Só o voto não resolve. A imprensa precisa denunciar mas, aí volto ao primeiro tópico.
04-A partilha - epílogo
O Brasil vem crescendo no processo de transparência e jornalistas têm migrado para mídias alternativas como blogs. Não por acaso, as tentativas de mordaça se sucedem. Projetos e discursos para domesticar a imprensa ou barrar órgãos como o TCU, PF, etc. estão por aí. Às vezes bem estruturados, outras meio sem pé nem cabeça. A cada tentativa de cerceamento, a luta recrudesce. Na verdade, nenhum governante convive bem com a crítica. Vide Obama falando na China ou Lula criando e ditando a regra do jogo: "Papel da imprensa não é fiscalizar o poder, é informar". Mas o que seria de nós sem a imprensa com seus defeitos, erros e até compromi$$os com o poder político... Ainda assim, melhor com ela.
05-Uma boa briga
O vereador José Wildes, que presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, reuniu-se com professores para construir um projeto que pretende encarar o bullying. Pelo projeto, cada escola terá uma equipe multidisciplinar que será responsável pelo programa. A idéia é excelente, oportuna mas, será preciso muito mais. Capacitar pais, professores e servidores para lidar com a violência é criar uma nova cultura escolar para o convívio entre vítimas e agressores. Deixar que um projeto com tal abrangência fique apenas a cargo da escola é diminuí-lo. A família precisa estar presente como ator ativo. Parabéns vereador José Wildes.
06-Cara de pau envernizada
“Ainda perplexos pelo ato de torpe vilania de que fomos vítimas por parte de alguém que, até recentemente, se mostrava um colaborador, vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que estamos sendo vítimas. Estamos sendo vítimas de uma trama engendrada por adversários políticos, valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos 8 anos do governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa...”. Isso tudo é parte da nota oficial do governador Arruda. Fiquei perplexo, boquiaberto e de queixo caído com o cara de pau.
07-Mingana qu’eu gosto
Depois de tanto tempo em campanha para a sucessão de Lula, saiu uma notícia que pode alterar os planos e os rumos do mundo desde Copenhague até Cabixi em Rondônia. Perguntada sobre como está sua agenda em relação às eleições de 2010 a ministra Dilma foi direta: "Eu só vou virar pré-candidata em fevereiro, porque só em fevereiro tem o congresso do PT para escolher quem vai ser indicado para concorrer à sucessão do presidente Lula e para dar continuidade ao projeto do governo do presidente Lula." E o “tobó” aqui achando que ela já era...
08-Guerra das TVs
Sei não...sei não... O Ibope, maior instituto de pesquisas da América Latina, está sob suspeita outra vez. Falhas e erros frequentes colocam em xeque os métodos de trabalho da empresa. Nesta semana, o sistema que mede a audiência da TV na Grande São Paulo falhou misteriosamente na hora da disputa mais acirrada entre Globo e Record. O instituto culpou as empresas telefônicas que transmitem os dados. Aí o bicho pegou geral. As operadoras desmentiram o Ibope. E como perguntar não altera a audiência, lá vai: Você já foi pesquisado pelo IBOPE?
09-Dois pesos, duas medidas
Nessa história do governador Arruda, vai faltar óleo de peroba. O DCE da UnB pôs a boca no trombone e numa nota incendiária afirma ao final: “Não vamos deixar essa operação ser silenciada, é nosso dever nos organizarmos e exigirmos a saída de todos! Vamos construir o Fora Arruda!”. É bom ver a juventude da UNE de novo na luta. Mas... roda a fita e de novo a UNE: Dados do Ministério da Cultura apontam fraudes da UNE em nove convênios nos últimos dois anos. Nesse período, a UNE recebeu R$ 2,9 milhões do ministério. Que baba! Mas para tudo há uma explicação: “A UNE também tem seus problemas administrativos.”
10-Imprensa...sempre a imprensa
Um folder do Ministério da Cultura gerou uma reação do ministro contra jornalistas e parlamentares durante uma audiência. Para ao parlamentares o ministro pregou uma mentira e depois desmentiu: "Não tem um tostão do Ministério. Foi um erro. O Ministério não é responsável por este folder. Não se justifica a reação. Isso não é propaganda eleitoral." Para os jornalistas o ministro foi explícito sobre sua raiva: "Eu sou assim. Meu pinto, meu estômago, meu coração e meu cérebro são uma linha só. Não sou um cara fragmentado. Fui desrespeitado pela imprensa, que reverberou sem investigar." Para o senador Demostenes Torres, "O que assusta não é o fato de ele ser um ministro, pois desse padrão o governo está lotado. Apavora é ser da Cultura." É culpa da imprensa com a mania de fazer perguntas.
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