Sexta-feira, 3 de setembro de 2021 - 20h34

A
Câmara Federal aprovou mudanças no imposto de renda para empresas e pessoas
físicas e antes mesmo da aprovação pelo Senado as cabas começaram a esvoaçar
pois tocou num ponto sensível ao bolso que é o tributo sobre dividendos e isso
é pior do que bater na mãe por que faltou “mistura na mesa”. É uma espécie de
palavrão que faz até cair os pilares do palácio do consumismo que é a Bolsa de
Valores. O projeto reduz a alíquota de imposto de renda das empresas, mas
fazendo uma análise bem rasa, estilo conta de padaria, a carga tributária pode
até aumentar e explico. Pela regra atual as empresas eram tributadas em 34%
sobre o lucro sendo 25% do imposto de renda pessoa jurídica e 9% de
contribuição sobre o lucro líquido, a famosa CSLL. Com a mudança no projeto, pagarão
41%, sendo 18% de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, 8% da tal contribuição
sobre o lucro líquido que daria em conta de barraca de feira 26% mas aqui a
porca torce o rabo e eis o nó do mágico: diminui uma ponta e esconde a outra e
aparece 15% a mais de imposto de renda na fonte sobre dividendos que até agora
eram isentos. E olha que o governo queria mais: 20% que não passou.
Mas
não é só. Há alterações também para pessoas físicas e esta é uma boa novidade.
A faixa de isenção teve um ganho de mais de 30% e 16 milhões de pessoas terão a
isenção em R$ 2.500. Nas demais faixas de renda haverá um reajuste de 16% e 31%
ficando inalteradas as deduções para os dependentes e para as despesas de educação.
Se aprovadas no Senado já valerão para 2022 e aqui começa o chororô por causa
do outro nó e já explico: a mudança é boa para quase todos os brasileiros, mas
os ricos ou melhor, os “super-hiper-mega ricos”, os que viajam sem levar malas
e não compram passagens pois têm jatinhos, que investem e vivem de dividendos irão
sentir um baque considerável.
Claro
que quando se mexe numa casa de caba muita gente sente os efeitos da picada e o
mercado traduziu o anuncio da Câmara com mau humor e muito mais ainda porquanto
assiste o recrudescimento da inflação que não é imposto, mas que opera como se
fosse, a queda do PIB, a desvalorização dos ativos, a retração da indústria em
julho e até as perspectivas nebulosas no mercado das comodities que se balançam
ao sabor das crises no mundo e além de tudo e principalmente pela pandemia. E
para o mercado havia muito mais, já que o Senado carregou a mão nas notícias desagradáveis
ao derrubar a minirreforma trabalhista que pretendia estimular a geração de
empregos e bem assim as mudanças nos planos de saúde das estatais que pode até
influenciar a privatização dos Correios. Some-se isso os debates sobre
precatórios, bolsa família e o descompasso da equipe do Ministro Paulo Guedes
que se especializou em pensar uma coisa e dizer outra numa espécie de Bolsonaro
às avessas. Decididamente Paulo Guedes parece não ter entendido que as setas
indicam apenas uma estrada, aquela do brejo para onde caminha trôpega a vaca com
suas tetas secas.
Ora,
o governo através do seu porta voz Jair Messias Bolsonaro abriu nova frente de
batalha e pôs no colo dos 27 governadores a culpa pelo aumento de preço dos
combustíveis, da energia elétrica e gás de cozinha, lembrando com sua fala o
que todo mundo está careca de saber: o petróleo que desde a década de 50 se
dizia ser nosso, carrega a perversão de um imposto embutido no preço do produto
final que reduz ao meio sua produtividade na hidrelétrica, no caminhão e no
fogão da dona Maria que já sonha com a volta do fogão a lenha. É o ICMS, o
imposto dos estados, o que encarece mais o produto e para resolver o impasse, o
capitão quer chamar o STF, esquecendo que cabe a ele promover a reforma
tributária ampla, geral e irrestrita, em lugar de bater boca ou produzir
minirreformas ou remendos que que não levam a lugar nenhum. Mas é sempre assim,
como diz o Zé de Nana: “errar é do homem, errar de novo é do burro, mas arrumar
alguém para assumir o erro e carregar a culpa é coisa do esperto”.
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