Porto Velho (RO) quinta-feira, 2 de abril de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Leo Ladeia

Política & Murupi - A jogada gastro-política na Câmara dos Deputados


Política & Murupi - A jogada gastro-política na Câmara dos Deputados  - Gente de Opinião

No jantar de ontem a ideia da Câmara dos Deputados era servir um assado de bode como o prato mas conhecedor das iguarias nordestinas e sabendo que o paladar médio da “tchurma do centrão” está mais para a culinária fitness, o Presidente Artur Lira cuidou de retirar o bode da sala e já sem o prato principal, servir a sobremesa, uma espécie de doces, frufrus e petiscos coligados, preparada pelos Cheffs do Centrão, que é o bom da boca. A jogada gastro-política foi boa para todos inclusive ou principalmente para a esquerda que rindo por dentro para esconder a satisfação disse que entre distritão e coligação a coligação é um “mal menor”. Para avivar a memória, esta foi a terceira vez que o plenário da Câmara Federal rejeitou o distritão e se a Câmara não o aceitou já é um indicativo de que no distritão há algo de bom, a menos que se imagine que o nosso Congresso Nacional fosse a instituição séria e responsável que nunca foi. E pior, é nosso retrato. Fomos nós que escolhemos as excelências parlamentares na câmara e senado para que nos representassem. 

O leite já foi derramado e não adianta chorar, há os que gostam, os que não gostam, mas está feito e só faltam algumas pontas que são os destaques a serem votados hoje, mas que são só mais uma ou duas gotas de adoçante no cafezinho. Depois o bagulho vai ao Senado que terá até o início do mês de outubro para carimbar o passaporte para a bagunça eleitoral com as coligações e partidos de aluguel dando as cartas, uma baita negociata e principalmente agora com o derrame de dinheiro do fundão e o Congresso assume o papel histórico de um Hobin Wood brazuca às avessas.

O melhor negócio no Brasil é ser dono - todo partido tem um dono - de um partido político forte e o segundo melhor negócio é ser dono de um partido político pequeno e fraco. O dinheiro para abastecer a ambos sai do bolso do contribuinte e de forma legal, via fundão, vai para a mão do dono partido. Oficialmente e legalmente o governo tira de nós, os contribuintes, e investe nos dois. Agora por exemplo com o estrebuchar do distritão que nem nasceu, a bolsa de apostas revela que os partidos nanicos subiram de cotação e estão valendo mais que precatório comprado a preço de banana e, quando já pensavam em fechar as portas, serão promovidos a estrelas da corrupção das próximas eleições, que não por acaso ocorrem a cada dois anos para azeitar e facilitar a máquina de fazer ricos. Para quem não é do ramo e não entende de negociatas é bom ficar de olho. Eleição no Brasil é um negócio espetacular, de baixo risco e alta lucratividade. Dá mais dinheiro que plantar soja ou criar de boi. Basta uma lei camarada, uma urna eletrônica e nem precisa de voto impresso. 

Bem, fora a barafunda com a volta das coligações, a Câmara Federal quer votar projetos que visam alterar praticamente toda legislação eleitoral e política do país e há uma reforma que, caso vingue, será a maior – não digo que será a melhor – da história desde a constituição de 1988. É um projeto que pode ser votado já nas próximas semanas e é robusto. São 902 artigos em 372 páginas trazendo algo que julgo relevante, ao limitar as resoluções da justiça para eleições. Nada de mudar em cada eleição. Será uma norma permanente, ampla e geral disciplinando regras eleitorais.  Gosto da ideia. Os juízes e tribunais julgam e sentenciam. Quem vive a realidade política e deve produzir as leis e resoluções é o político com assento no Congresso. Talvez seja a hora de começar o trabalho para colocar a casa em ordem e de maneira simples. Estilo ado, ado, ado, cada um no seu quadrado. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Brasil: passado incerto, futuro imprevisível

Brasil: passado incerto, futuro imprevisível

Dia de falar de ditaduras. A militar e a da toga, as duas indefensáveis. Disse Pedro Malan: “até o passado do Brasil é incerto”. O “gigante pela pró

60% ou 6 em cada 10 não confiam no STF

60% ou 6 em cada 10 não confiam no STF

Boa parte dos Institutos de pesquisas nacionais integram o consórcio que moldou a democracia relativa. Pagando bem, seja cliente de direita ou esque

Credo brazuka

Credo brazuka

Creio em Deus Pai, Filho, Espírito Santo, em Lula, no irmão Frei Chico, aliás como não crer com esse nome de frei? Creio em Lulinha, na família e na

BolsoMaster: O risível “contragópi” do Bozo

BolsoMaster: O risível “contragópi” do Bozo

aulo Pimenta, dublê de ministro e marqueteiro do PT mudou o nome BolsoMaster para fugir do Mastergate que não emplacou e no velho estilo burraldo, a

Gente de Opinião Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)