Sexta-feira, 20 de agosto de 2021 - 18h29

A pretexto de preservar a liberdade de expressão além de alguns outros direitos
fundamentais, o Presidente Bolsonaro fez agora o que poderia, ou melhor
dizendo, deixou de fazer há muito tempo – dois anos antes – e entrou com uma
ação no STF para fulminar o artigo 43 do regimento interno daquela casa, que atribui
ao Presidente do Supremo Tribunal Federal os poderes para defender a corte
contra as "infrações à lei penal ocorridas na sede ou na dependência do
tribunal". Vejam, uma coisa para os
ministros do STF é a letra da constituição, a que devem se submeter não somente
eles, como todo povo brasileiro. Outra coisa é algo como direi... meio
Mandrake, é a interpretação da letra constitucional, o texto escrito que
deveria ser uma possibilidade remota, uma vez que a carta magna foi escrita em
bom português, língua falada no país e até no plenário da corte, mesmo quando
os ministros em votos que são autênticas obras de arte linguísticas enxertadas
com pitadas de latim, alemão, inglês e do popular juridiquês. Por fim, a outra coisa que ouso sugerir como
sendo uma espécie de complementaridade da constituição é, no “frigir dos ovos”
e perdoem-me por desprezar o português castiço, nada mais e nada menos que uma
usurpação do poder do legislador ordinário, aquele que deu tratos à bola para
escrever a lei e que nela colocou um ponto sucinto e final. Em linhas gerais o
que existe na nossa constituição serve de baliza para tudo e todos em termos
jurídicos no Brasil e ela – a constituição vigente – é maior e mais importante
que a soma de todos nós e mesmo do que imaginam, as cabeças coroadas nacionais.
Não é preciso inventar a roda, fazer outra carta ou pior criar um regimento. É
só a seguir a constituição.
O Presidente Bolsonaro insurgiu-se agora e julgo que tardiamente contra
o regimento interno, que me faz pensar num dragão com 20 patas, 40 bocas,
oitenta asas e fogo saindo pelas ventas a 160 graus centígrados. Desafortunadamente
e logo o capitão que sempre acreditei fosse bom de tiro, errou o alvo em razão
de ter perdido a ocasião propícia em razão da causa que julgava nobre: proteger
a sua prole.
É que há dois anos o Ministro Toffoli que presidia o STF, vivendo o
tempo de laços de amizade eterna com o Presidente Bolsonaro, trancou por seis
meses e sabe-se lá porque seis meses, o inquérito que corria célere contra Flávio
Bolsonaro no caso da “rachadinha” ocorrida no tempo em que ele era um Deputado
Estadual do Rio de Janeiro. Suponho que o clã Bolsonaro à época, festejou a
audácia e o mimo do Presidente Toffoli. Em 14 de março de 2019, estribado no
malfadado artigo 43, o Presidente Toffoli, de novo ele, abriu o inquérito das “fake
News” e mesmo sob forte clamor, calaram-se Executivo, PGR, e o Congresso. Ter
telhado de vidro dá nisso. Ali o ovo da serpente estava sendo chocado e
eclodiria em 16 de julho do mesmo ano quando o Presidente Toffoli trancou todos
os processos em todo país por seis meses – e mais uma vez sabe-se lá porque
seis meses – que tivessem dados transferidos do COAF. A cerca estava arrombada e por ali passaria a
boiada na linguagem do ex-ministro Salles. A gentileza do Ministro Presidente e
as razões para fazê-la ao arrepio da lei, podem ter variadas causas, mas é
certo que ajudou muita gente, inclusive ministros, políticos e dentre estes, Flavio
Bolsonaro.
Foi a partir daí que o jogo me lembra o fatídico 7 x 1 para a Alemanha.
O resto da boiada atropelou tudo e todos, inclusive o juiz Sérgio Moro e mais
recentemente o Deputado Federal Daniel Silveira, Bob Jefferson e ontem, o
cantor Sérgio Reis, bom de berrante, bom de voz, mas ruim de discurso inflamado.
Desta feita o Ministro Alexandre tomou todos os cuidados, o que não ocorreu no caso
Bob Jefferson e agora o tocador de berrante está na mira de um boi sem coração
e que já matou o menino da porteira.
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