Quarta-feira, 6 de outubro de 2021 - 15h51

Disse o presidente da poderosa CBIC-Câmara
Brasileira da Construção Civil que o setor está operando “como se fosse uma
Ferrari andando com o freio de mão puxado”. E diz isso fazendo avaliação em
função das incertezas, da política dos juros, da alta de insumos sendo o aço o
principal deles e face à política de liberação de recursos do FGTS. A
expectativa era crescer 4% no ano, mas em março a realidade apontou para
modestos 2,5%. E nesta montanha russa a pandemia deu uma trégua, alguém liberou
o freio de mão e os 4% voltaram ao radar apesar da falta e/ou alto custo de
matéria-prima, um problema que se mantém a quatro trimestres, além do segundo
maior problema que é a indecente carga tributária. Convenhamos, porém, que 4%
não é crescimento real. De 2014 a 2020 o setor teve queda de 33% e ainda que
alcance a previsão de 4%, a retração é de 30%. Logo, fechar a conta só com
algum tempo de bons desempenhos.
A média do índice do nível de atividade no segundo
trimestre de 2021, foi a melhor no período, desde 2012. A demanda consistente
por imóvel, o crédito setorial com juros menores, a melhora na expectativa da economia, o novo
significado da casa própria para as famílias, explicam esta realidade. Em junho
a capacidade de operação esteve alta para qualquer padrão em qualquer lugar num
patamar em 64% que está acima da média histórica brasileira de 62%. Traduzindo
em linguagem otimista, apesar dos pesares há investimento, emprego, renda e um
mercado promissor na construção civil, em especial na construção de edifícios e isso cobre a queda volumosa nas
obras de infraestrutura e nos serviços especializados que dependem muito mais
do governo e suas políticas regionais, um assunto que é olhado pelos Sinduscons-Sindicatos
da Construção Civil e tentando ordenar e influenciar tais políticas com a troca
de informações regionais e interinstitucionais como no evento Fórum Norte
Nordeste, uma proposta regional respeitada.
O setor da construção civil fechou maio com 2,43
milhões de trabalhadores com carteira assinada, contra 2,13 de trabalhadores em
maio de 2020, um incremento de 15% em termos Brasil. O desenvolvimento de Rondônia
tem como base o agronegócio, gerador de divisas, riquezas e de demandas por
obras civis e mecânicas, mas temos baixa densidade demográfica, baixa renda
salarial e um característica de atividade informal como empreendedores e como
empregados. Mas há uma realidade: o agronegócio não vive sem as engenharias e a
de construção civil está “pari passu” no campo e na cidade. Conhecer nossa
realidade é a via para investir nas melhores oportunidades, abrir novos
negócios e fazer a roda da economia girar. Ou nos mantemos ligados no que
ocorre ou vamos ficar como abóboras em cima da carroça, ajeitando-nos de
qualquer forma e depender do tranco e do passo da mula velha. É isso aí
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