Segunda-feira, 13 de junho de 2011 - 15h37
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Frase do Dia:
“... para os maldosos, qualquer palavra minha será mal interpretada por não comungar, jamais, com a desonestidade até mesmo intelectual."– Deputado Hermínio Coelho sobre a distribuição de títulos de cidadão rondoniense a membros de uma igreja.
01-Peixe frito
Para resolver a crise do Palocci foram precisos 23 dias de fritura em fogo alto. Sai Palocci entra uma senadora em primeiro mandato, mas como o fogo já estava aceso e o óleo aquecido, mais um peixe, devidamente ticado, foi parar na frigideira. Peixe com nome, partido e que estava na salga desde que assumiu o ministério de Relações Institucionais. Atropelado na função que mal exercia, Luiz Sérgio foi retirado do fogo antes que virasse repasto e enviado para a UTI da Secretaria da Pesca, órgão que provavelmente deve ter outra função oficial além de cuidar de defenestrados. Para receber Luiz Sérgio foi desocupado o leito em que jazia Ideli Salvatti, que tratava da decepção causada pela recusa das urnas ao seu nome. Mas o que fazer com Idelli?
03-Peixe fora d’água
Ideli é fundadora do PT e na última disputa eleitoral foi derrotada pelo “demo” Colombo. Na campanha Ideli caía pelas tabelas quando Luzinácio para dar uma força à pupila cometeu um deslize com viés autoritário ao pronunciar uma frase que até hoje dá panos pra manga: "São pessoas que alimentam o ódio. Nós precisamos extirpar o DEM da política brasileira". Se a frase ajudou a Dilma, que venceu no estado com 56% das intenções, em nada a ajudou a Ideli que amargou um terceiro lugar, atrás da Amin fazendo com 22%. Ideli conhecida por “pit bull do governo” foi para o lugar do peixe frito Luiz Sérgio. Mas o que faz um ministro institucional?
03-Relações Institucionais
O chamado ministério que é um puxadinho de organograma tem três funções: coordenação política do Governo, condução do relacionamento do Governo com o Congresso Nacional e os Partidos Políticos e interlocução com os Estados, Distrito Federal e os Municípios. Traduzindo: é um balcão de atendimento institucional, republicano e franciscano para atender pleitos dos políticos. Institucional porque é oficial. Republicano porque se supõe que tudo o venha a ser tratado ali visa preservar a “rés pública” e franciscano pelo caráter religioso do “é dando que se recebe” do governo que se supõe laico. Para amigos, perdão. Para os inimigos, penitência.
04-Como fritar um robalo
Luiz Sérgio, metalúrgico, vai cuidar de peixe. Tudo a ver. Luzinácio, metalúrgico-mor, também é chegado na pesca. Tanto que criou a tal Secretaria de Pesca que até hoje produz nada. Tudo a ver. Peixe também nada. Luiz Sérgio vai fazer nada, mas não poderia ficar sem fazer nada no Ministério ou Secretaria Institucional. Luiz Sérgio era um peixe-fora d’água e era chamado de ministro-garçon – anotava o pedido recebia bronca mas, quem segurava a comanda e travava a comilança era Palocci. Com fome de cargos a clientela berrou e pôs o ministro no fogo. E não se culpe a oposição que só chupa picolé de sal. A fritura foi da base aliada e do próprio PT mas,
05-Como surgem os cabelos grisalhos
Não acredito que o troca-troca de ministros vá alterar algo no governo, base aliada ou mudar o que pensam os políticos da presidente Dilma. Creio porém que a presidente mudará a sua visão do que é governar o Brasil. A sua propalada técnica sem a política é inócua diferente do contrário como mostrou por 8 anos o Luzinácio. Dilma emerge maior da crise na medida em que tomou as rédeas do governo e sabe que pode contar com técnicos, nomes, partidos e até os conselhos do Luzinácio mas, que é dela a obrigação de antever, propor, resolver, escolher, discordar e demitir – ainda que chorosa e compungida – pois a cobrança será feita somente a ela. O preço a pagar é dedicação integral à engenharia política e tingir os cabelos brancos.
06-Quem é quem
Segundo ouvi dizer “pelai”, que a dona Ideli Salvatti vai virar um cordeiro, "firme nos princípios e afável na abordagem", mesmo qu eu não saiba muito bem o que isso signifique. Jogo jogado e lambari pescado, ela terá pela frente 3 questões para mostrar que o “pit bull” já não existe: o primeiro é o projeto que muda o rito das MPs, reduzindo a margem de manobra do Executivo. O segundo é a regulamentação da emenda 29, que fixa percentuais mínimos do gasto público com saúde. E o terceiro é a PEC 300, aquela do piso salarial para os policiais. No meio disso aí há o código florestal que o governo tenta empurrar para a frente além da rebelião dos aliados do governo – PT incluso – que já levou a presidente a quase passar uma carraspana no vice.
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07-Destampando a caixa d’água
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O programa Via Sat desse sábado levantou a tampa da caixa d’água da Caerd para tentar ver o que existe na queda de braço entre prefeitos e a estatal. O resultado, ainda que desanimador, deixou um alerta para a velha forma de se fazer política em Rondônia. Repito o Beni Andrade: “Não tenho procuração alguma para sair em defesa da Caerd” mas, a Caerd é empresa pública o que me torna responsável solidário e não solitário, na defesa do seu patrimônio e seu futuro. O que está ocorrendo precisa ser mostrado, discutido e esmiuçado, mas longe dos gabinetes. Acho que está na hora do MP entrar na água e beber de fonte limpa. Nesse mato tem coelho.
08-Céu
O senador Ivo Cassol vai se ausentar do céu – dizem que o Senado é até melhor que o céu pois não é preciso morrer para entrar lá – por um período de 4 meses. No rilisi a informação de que o senador vai passar por uma cirurgia e que depois, no período de convalescença irá trabalhar na reorganização do seu partido, o PP, em Rondônia. Como no céu tudo é organizado em seus mínimos detalhes, o primeiro suplente do Cassol, seu pai, o Reditário Cassol, ficará “tomando de conta” da sua cadeira até que ele possa voltar. Na última vez em que falei com o senador Cassol, ele esbanjava saúde e não fez menção a alguma doença. Votos de pronta recuperação.
09-Inferno
O PT, numa de horror em termos de grana, resolveu fazer uma vaquinha para tapar o buraco da ordem de R$ 42,7 milhões. Para socializar o “preju”, nada de vender bottons, fazer feijoada ou coisas do gênero. A idéia é meter a mão no bolso do militante com a criação de uma cota única, independente da renda do cristão, sem abrir mão do dízimo que cada comissionado dá à paróquia. Mesmo não sendo do PT – nem de qualquer outro partido – apresento de graça uma sugestão viável e nem precisa me dar o título de colaborador honorário. Basta chamar Delúbio para a Tesouraria e Palocci para a consultoria. Tudo em casa e “digrátis”. Uma baita idéia...
10-Purgatório
O presidente Valter Araujo da ALE resolveu premiar a “tchurma” da sua igreja com títulos de cidadãos rondonienses. O deputado Hermínio Coelho foi contra e destravou a língua, algo absolutamente normal no parlamento, mas teria dito algo sobre pedofilia entre padres e aí “o barraco desabou”. Não creio que alguém se daria ao trabalho de inventar e depois publicar o que quer fosse para intrigar o deputado. A resposta veio rápida, mas a verdade está nas notas taquigráficas. É só ver. Longe da polêmica religiosa por falta de identidade com o tema, lembro que honrarias do tipo são aprovadas pela casa e visam reconhecer os bons serviços de alguém e não de alguma classe, que o estado é laico, que todos os credos são aceitos no Brasil, que o deputado goza da imunidade parlamentar, que “perdão foi feito pra gente pedir”, que a imprensa é livre, que pedofilia é crime de indivíduo e não de classe, que deve ser denunciado e fecho com a filósofa-poetisa Sharon Acyoli, “ado, ado, ado, cada um no seu quadrado”. Belê!
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Fonte: Léo Ladeia - leoladeia@hotmail.com
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