Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 - 07h47
Frase:
“Se é para reforçar as bases para começar uma nova jornada com a vida arrumada, entrego 2015 inteiro e já fico de olho com o que pode acontecer em 2016. Nem assim será fácil”. – Jornalista Thais Herédia.
1-Arremetendo
Falta d’água pra todo lado, volume morto, petrolão, apagão, lambança de todo tipo e de repente todo mundo se debruça sobre algo que não é fato, tese, hipótese, ou seja, é um absolutamente nada. Depois de meses de investigação, uma autoridade da Aeronáutica vem à boca do palco dizer algo que a Anac desmentiu: é impossível dizer se houve falha humana ou mecânica no trágico acidente que vitimou Eduardo Campos. Na falta de outro assunto sou forçado a arremeter. É o que temos para o momento.
2-Dormindo em berço esplêndido
O Ministério da Justiça e Rondônia – via Sejus – assinaram convênio em 2011 para compra de tecnologia de informação para uso no sistema prisional. A verba é federal e passa dos R$ 3 milhões até agora todos estão “mais quietos que guri sujo”. Ao investigar porque, o MPF descobriu que o Pacto para Melhoria do Sistema Penitenciário do Estado e as Medidas Provisórias Outorgadas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos dormem berço esplêndido. A caneta do MPF é pesada e uma ação balançou o berço com multa e obrigação de estruturar em definitivo o Núcleo de Defesa do Preso. Acorda seo Zé Mané!
3-Não há vagas
Em 2014 o governo “fez o diabo” ao reduzir o IPI e com isso arrebentar a arrecadação e deixar prefeitos com o chapéu na mão. Só para manter a lenda do pleno emprego. Deu errado. A crise das montadoras levou 12 mil postos de trabalho e, depois de bater cartão de novo na Mercedes e Wolksvagen este ano, chega aos fornecedores. A MTB em Guarulhos - tubos para motos e veículos - fechou as portas e demitiu todos os operários. E a crise automobilística se espalha. Produzindo 68% para montadoras, o segmento de autopeças perdeu 19 mil vagas como na crise de 1998. Tá broca! Aprende mandarim rápido véio.
4-Um passo para trás... Avante!
Numa reunião do Fórum Econômico em Davos Levy, que já ganhou puxão de orelha, disse que o seguro-desemprego é ultrapassado. As cabas zoaram, Dilma II fez de conta que não ouviu nada, mas o ministro Levy vai levar outra paulada: as mudanças nas regras do seguro-desemprego que fazem parte do saco de maldades podem ser mudadas o que faz todo sentido neste cenário de desemprego. Orientado por Dilma, o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, garantiu em nota que o seguro-desemprego é "cláusula pétrea" dos trabalhadores. Se mudar é um ré de fasto! Estão batendo cabeça.
5-Ponto
Com um pronunciamento burilado, bem penteado, politicamente asséptico e palatável aos 39 ministros, às alas do PT e aos aliados, a presidente Dilma II deu seu recado. Reforçou o sentido de equipe ao pedir que cada ministro trave a “batalha da comunicação” levando “a posição do governo à opinião pública”, afagou o mercado, trabalhadores, PT e movimentos sociais, mas nada de profundo. Dilma II nadou na superfície e se não fosse uma reunião de trabalho, eu diria que a peça foi escrita pelo marqueteiro João Santana para a campanha que acabou, apesar de parecer que não. Enfim, vamos ver no que vai dar...
6-Contraponto
No dia em que a presidente Dilma II preparou sua primeira reunião ministerial e todo mundo tentou se antecipar ao que ela diria, a ex-senadora Marta Suplicy, ainda no PT, tentou melar a festa com um artigo na Folha de São Paulo – “O diretor sumiu” – clara alusão ao filme “Apertem os cintos, o piloto sumiu”. Num trecho Marta bate abaixo da linha da cintura: “Se tivesse havido transparência... Não estaríamos agora tendo de viver o aumento... das tarifas, a volta do desemprego,... fazendo a vaca engasgar de tanto tossir”. Não morro de amores pelas duas, mas Marta foi cruel ao citar a coisa da vaca que tosse.
7-Será que era papo de cadeia?
“Temos que apurar com rigor tudo de errado que foi feito. Temos que aprimorar mecanismos para que coisas como essas não voltem a acontecer. Temos que saber apurar e investigar. Nós temos de saber fazer isso sem prejudicar a economia e as empresas. Queria dizer que punir, ser capaz de combater a corrupção, não quer dizer destruir as empresas. As pessoas tem que ser punidas, e não as empresas. Temos que fazer um pacto implacável contra a corrupção.” Isso tudo aí foi parte do discurso de Dilma II. De imediato achei até que ela falava em prender os ladrões. Mas não creio que seja isso não. Será?
8-Buraco na cerca
Por onde passa um boi, passa uma boiada e o vice-presidente da Mendes Júnior, Sérgio Mendes, meteu as caras e alargou o rombo da cerca, por onde havia passado o seu colega de infortúnio, Gerson Almada, vice-presidente da Engevix. A defesa diz que ambos foram achacados pela “tchurma do querumeu” da Petrobrás. Sei não, mas pelo andar da mula veia vai ser difícil achar bandido nesse filme. Só dá mocinho.
9-A casa caiu
A PF vai abrir mais dez inquéritos contra grandes empreiteiras que ainda estavam fora da roubalheira da Petrobrás: MPE Montagens, Alusa Engenharia, Promon Engenharia, Techint Engenharia e Construção, Skanska, GDK, Schahin Engenharia, Carioca Christiani Nielsen, Setal Engenharia e a Andrade Gutierrez. Que falta faz Márcio Tomaz Bastos pra esse povo agora. Lembram-se da tese do Caixa 2? Era Tran-Chan.
10-Um coió e seu dicionário
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Vidrado na eleição da Mesa Diretora da ALE anotei a palavrinha que todo mundo fala: “consenso”. Olhei o pai dos burros e vixi! Esse consenso que a “tchurma do Maurão tá eleito” fala não é consenso. É mais para conflito. Ocorre que meu dicionário como o de qualquer coió é peba. Uma vez coió, sempre coió.
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